quinta-feira, 22 de junho de 2006

W2

Sai amanhã, uma vez mais com o Público, o nº2 da W, revista dedicada às músicas do mundo. O destaque vai para a lista 50 concertos imperdíveis neste Verão.

Charadas #232

"Uma tempestade ameaça a minha vida hoje. Se não arranjo um abrigo, sim, vou desaparecer."

Anteriores:
#231 - Bob Marley - Redemption Song
#230 - Nick Cave & The Black Seeds - Jack the Ripper
#229 - The Velvet Underground - All Tomorrow's Parties

quarta-feira, 21 de junho de 2006

A festa "da nova" Blitz

Hoje há festa de lançamento, no Lux, a partir das 22h. Os convidados prometem:

Soul Jazz Records Sound System com Scotty B
SP & Wilson
Macaco
Blasted Mechanism

...e ainda uma surpresa intencional (diz-se que será com Matisyahu, o judeu que amanhã levará o seu reggae ao Coliseu dos Recreios).

Charadas #231

Velhos piratas, sim, roubaram eu.

#230 - Nick Cave & The Black Seeds - Jack the Ripper
#229 - The Velvet Underground - All Tomorrow's Parties

A mudança de sexo

À(s) primeira(s) vista(s), a promessa do último editorial do Blitz (jornal) parece estar ganha. O número 1 da Blitz (revista) traz, aparentemente, o que se espera de uma publicação mensal de música popular. De âmbito generalista, procura ir a toda a pop, sem se perder pelo meio, como acontece em tantos outros exemplos, o que era talvez a maior crise de identidade redactorial do Blitz (jornal). Com peridiocidade mensal e dimensão alargada (124 páginas), consegue, como não é habitual por cá, dar tratamento de fundo a alguns assuntos, algo que era impossível no Blitz (jornal). Veja-se o artigos de Chris Jagger em relação à banda do seu irmão (e também o texto da Rita Vozone sobre os mesmos) ou Rita Marley escrevendo a respeito do seu companheiro de sempre. E esta não é uma revista de notícias, entrevistas e críticas. A excessiva formatação não impera aqui e encontram-se, amiúde, caixas, caixotes e caixinhas com curiosidades, entrevistas feitas de forma não padronizada, artigos feitos à medida do momento actual (como este que fala das apostas no mundial), entre outras manifestações de fuga à normalidade.
Para primeiro número, a Blitz entrou como aquele grupo que ganha um concerto ao abrir com um tema desgarrado. Convém é que não passe pelo síndroma do outro grupo ao qual se acaba a inspiração para fazer um segundo álbum tão bom quanto o primeiro.

terça-feira, 20 de junho de 2006

Hoje, por Lisboa

Photobucket - Video and Image Hosting Photobucket - Video and Image Hosting

No Teatro Variedades (Parque Mayer), o tributo a Thelonius Monk conduzido pelo Alexander von Schlippenbach's Monk Casino (22h). Na ZDB, os históricos Acid Mothers Temple (22h, com primeira parte dos portugueses, err..., Electrodomésticos).

Charadas #230

"Arranjei uma mulher que governa a minha casa com punho de ferro."

Anteriores:
#229 - The Velvet Underground - All Tomorrow's Parties

segunda-feira, 19 de junho de 2006

Charadas #229

As charadas estão de volta. E esta nova série reza assim:

"E que vestido deverá a rapariga pobre usar."

Pede-se nome do grupo/artista e da canção. Como habitualmente, a série termina assim que alguém chegar às dez respostas certas.

Pela noite dentro no FMM Sines

Está já definido o menu de pratos a girar pela noite dentro após os concertos no Festival de Músicas do Mundo em Sines:

Em Porto Covo,

21: BURAKA SOM SISTEMA
22: RAQUEL BULHA & JOÃO PEDRO
23: SINGLE AGAIN
24: GONÇALO FROTA & ANTÓNIO PIRES
25: MANUEL CALAPEZ & LEG CURL VIDEOS

Em Sines,

26: UNITY SOUND CREW
27: DJ YGGDRASIL
28: DJ MANKALA & FREESTYLAZ
29: BAILARICO SOFISTICADO

Mais informação sobre cada uma das sessões no site oficial.

De volta

De volta da intensa e majestosa Istambul, aproveito para roubar uma imagem ao vizinho JG. Eis a capa do novo, perdão, da nova Blitz:



O primeiro número desta nova vida do Blitz sai para as bancas no dia 21, ao preço de lançamento de um euro (os números seguintes terão o preço de capa de 2,5 euros e sairão na última sexta-feira de cada mês).

segunda-feira, 12 de junho de 2006

Um grito

De amanhã até domingo, estarei por aqui:

Istambul, 2.45 da manhã. O ininteligível vozear da turba multicolorida do Grande Bazaar, na sua azáfama mercantil, e o insistente zumbido provocado pela amálgama de apitos e motores dos veículos a cruzarem a ponte Galata, deram lugar à quietude. Da janela do quarto avista-se o porto e as milhentas luzes dos navios ancorados; a cidade mergulha em socalcos até ao Bósforo, com os minaretes das mesquitas a riscarem o céu. Está um calor infernal, abafado. Uma ligeira aragem transporta uma longínqua canção árabe, que entra pelo quarto na sua hipnótica languidez... De repente, um grito! (...)
(Adolfo Luxúria Canibal)

sexta-feira, 9 de junho de 2006

Programa para hoje

Se os ouvidos não ficarem arrumados logo ao primeiro assalto, dado pelos CAVEIRA na Feira do Livro de Lisboa, vai haver oportunidade de assistir à estreia mundial em palcos (?) dos La Dolce Vita, no Maxime.
Mas quem raio são os La Dolce Vita? É o power trio de Michael Imperioli, actor da série Sopranos, que por cá se encontra a gravar o novo filme de Paul Auster, "The Inner Life of Martin Frost". Será que o escritor-realizador vai aparecer também? Mas, e esta é que é a pergunta realmente importante, será que Iréne Jacob, aquela que já foi considerada a actriz mais bonita do cinema actual pelo tipo que está a escrever isto, vai aparecer?
(CAVEIRA - Feira do Livro, 22h, entrada gratuita; La Dolce Vita - Maxime, 23h30, 10 euros)

quinta-feira, 8 de junho de 2006

Bailarico Sofisticado no FMM Sines

A acabar o festival, junto à praia e pela manhã fora.
(E o Mário Dias que tenha cuidado que há também o reatar do duelo prometido, desta vez para Porto Covo.)

E mais um amigo na vizinhança

Mais um amigo que entra para este bairro cada vez mais acolhedor. O António Pires já tem o seu blogue. Chama-se Raízes e Antenas e fica aqui ao virar da esquina: raizeseantenas.blogspot.com.
António, quando precisares de sal ou assim, toca à campaínha.
(Por este andar, qualquer dia, ainda nos fazem pagar IMI para termos blogues...)

Ela vai voltar

Informa o grande César, do Quantum Ducks, que a francesa Cécile Schott (vamos, tentem descobrir quem é ou que pseudónimo costuma usar) vai voltar a Portugal, para pelo menos um concerto nos Encontros de Música Experimental, em Setúbal, a 7 de Outubro. Ainda falta muito...

quarta-feira, 7 de junho de 2006

segunda-feira, 5 de junho de 2006

Bazar Juramento

A minha mulher tem um bilhete à venda para os dois dias do act II do SBSR, que decorre na quarta e quinta-feira, com a presença de Franz Ferdinand, dEUS, Editors, 50 Cent, entre muitos outros. O bilhete está à venda por 35 euros. Interessados, por favor, contactem-me: vitor (ponto) junqueira (at) gmail (ponto) com.
ACTUALIZAÇÃO: VENDIDO! ;)

Hoje e amanhã

Photobucket - Video and Image Hosting

DEERHOOF ao vivo...
...hoje, a bordo do Porto Rio, com a primeira parte de Alla Pollaca (23h - 8 euros).
...amanhã, no Lux, com a primeira parte de Lobster (23h - 12 euros).

sexta-feira, 2 de junho de 2006

As 40 horas non stop de Serralves

Vai ser um fim-de-semana em grande lá para os lados da Fundação de Serralves, mais uma vez. Ao todo, serão 40 horas ininterruptas e mais de 70 actividades, entre música, exposições, teatro, performance, cinema, circo, oficinas nos mais diversos temas, etc.
A odisseia começa às 8h da manhã de sábado e dura até às 24h de Domingo. O PDF com o programa está disponível aqui.

quinta-feira, 1 de junho de 2006

ENTREVISTA: Badawi aka Raz Mesinai, o nómada

Raz Mesinai nasceu em 1973 em Jerusalém, mas desde muito novo que Nova Iorque é a sua cidade. E se ele sabe dizer onde fica a sua casa, mais difícil é tentar encontrar-lhe residência fixa na música. À parte das tradições médio-orientais que lhe correm no sangue, Mesinai tem vindo a absorver e a unir diversas outras formas de entender e trabalhar a música, da electrónica pura à electro-acústica, das técnicas do dub aos esoterismos do jazz moderno, do gira-discos de uma festa ao piano de cauda de um concerto. O seu currículo é igualmente diversificado, destacando-se as experiências na cena "illbient", com DJ Spooky e DJ Olive, as ligações à cena nova-iorquina que circula em torno de John Zorn, a sonorização de filmes e uma extensa e variada discografia repartida por várias editoras, como a Asphodelic, a ROIR ou a Tzadik.
"Safe" é o título do novo álbum editado sob o nome Badawi (provavelmente, o último). Desde logo, ajuda a perceber, para quem não conhecia nada até agora, que a biografia não era enganadora. Por ali passa mesmo um pouco disto e daquilo, num trabalho de fusão que é mais do que um simples trabalho de fusão e que só está ao alcance de verdadeiros músicos nómadas como Raz Mesinai (Bill Laswell, Jah Wobble e Marc Ribot seriam outros exemplos).
Raz Mesinai vai estar em Portugal, ao vivo, já neste próximo fim-de-semana. Na sexta-feira, dia 2, toca em Lisboa, na ZDB, num cartaz que inclui ainda Bryan Eubanks e Natasha Anderson (o 1º concerto começa às 23h). No dia seguinte, toca no Porto, inserido no programa das 40 horas non-stop da Fundação Serralves (o concerto de Mesinai está marcado para as 20h30).
E, agora, a entrevista, realizada recentemente por email:

Eyvind Kang na viola d?arco, Mark Feldman no violino, Marc Ribot na guitarra e toda a outra gente. Mais uma vez, reuniu um ensemble notável. Como conheceu e como veio a trabalhar no seio da cena downtown nova-iorquina?
O Elliot Sharp convidou-me para tocar numa das suas performances no The Cooler quando eu tinha cerca de 20 anos. Isso fez-me pensar muito em improvisação e eu acabei por me tornar frequentador habitual da cena, conhecendo mais tarde o John Zorn assim como muitos outros. Sempre fui um nómada que vaguei por várias cenas.
Como é que se processa, isto é, funciona como um grupo em tempo real, eventualmente respondendo a si como director, ou grava-os separadamente?
É uma coisa que varia de disco para disco. Tenho que chegar à melhor forma de obter um determinado efeito a partir dos músicos. Passa-se algo parecido com um director musical, mas eu também tenho composto muita música em papel primeiro.
Poder-se-á dizer que prossegue com o seu passado enquanto giradisquista, ao lado de DJ Olive e DJ Spooky? Isto é, colecciona e transforma as peças dos outros no seu trabalho próprio e único?
Na verdade, não. O giradisquismo é uma forma de xamanismo e também uma boa maneira de apreender o ritmo universal de que ando à procura.
Educado nas tradições médio-orientais, contaminado pela cena electro de NY e por tudo o resto como o hip hop, o dub, as novas formas do jazz, a composição clássica, as músicas do mundo, etc., acabou por dominar diferentes noções de música: os propósitos, as técnicas, os instrumentos, etc. Verdade ou não, os franceses dizem que ?Qui a deux femmes perd son ame, qui a deux maisons perd sa raison?. Como lida com isso?
Antes de mais, apenas tenho uma casa, que é Nova Iorque. E a minha música não é DO Médio Oriente. Apenas PASSA por lá. Para mim, é apenas som. Não penso em géneros, mas apenas no som.
Vê a percussão e o dub como possíveis pontes entre as diferentes culturas musicais? Que outras formas ou aspectos da música poderiam ter esta qualidade?
Não sei. Não tento salvar o mundo. Sou um anarquista e se não o posso ter no meu país, então insisto em fazê-lo na minha música.
Que Raz Mesinai estará presente nos concertos em Portugal? O pianista e percussionista? O programador? O director de ensembles? O giradisquista? Ou uma mistura de tudo isto?
Eu estou a atingir uma nova fase no meu trabalho. Não tenciono fazer mais discos sob o nome de Badawi. Sinto que só agora estou a sentir que a minha música está a chegar onde eu quero que chegue. Este disco, ?Safe?, já tem, na verdade, quatro anos. Daí que não mostre onde é que eu estou agora. O concerto vai dar às pessoas o sabor de um "trance" futurista livre de religião.