domingo, 31 de agosto de 2008

Quando parte um amigo

Quando nos telefonam a dizer que morreu um amigo, ficamos incrédulos, não queremos acreditar no que nos dizem do outro lado da linha. A notícia fica a ecoar na cabeça todo o dia e sentimo-nos atacados por uma letargia, uma resistência à realidade, uma esperança de que tudo não passe de um pesadelo. Dias depois, certos que estamos da tragédia, é aí que se abate a sensação de perda na sua plena atrocidade.
Na manhã de sexta-feira fiquei sem um amigo. Não tenho, sinceramente, certeza a respeito da idade do João Pinto, que fazia anos no mesmo dia que eu (e do Pete Townshend, como ele lembrava sempre). Teria 60 anos ou perto de 70 (talvez não). Mas a graça é que a idade não era uma questão para o João. Não perdia os melhores concertos, estava sempre a par das novidades menos óbvias, tinha um entusiasmo pelas coisas que muitos miúdos de vinte anos já perderam em definitivo. Da última vez que estivemos juntos, na apresentação de "Maldoror" pelos Mão Morta (uma paixão e amizades em comum), quase me babei quando ele me falava do cartaz do mítico festival da ilha de Wight de 1970 a que assistiu. Tal como quando me falava da vez em que ele e os amigos se meteram com o Donovan, num concerto de há várias décadas. Ou daquela vez, mais recente, em que foi a Londres ver a Patti Smith a tocar com o Kevin Shields... E aquelas discussões que tínhamos a propósito dos grupos por onde passou o Kim Fowley... E os projectos obscuros de folk inglesa dos anos 60 que me gravou em tempos...
Partiu um amigo, mas este entusiasmo do João tem que manter-se na memória, como exemplo para os amigos que ficam.
(Esta já não vais poder comentar, João.)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Cinco!

Precisamente neste momento, 3h20 do dia 25 de Agosto de 2008, passam cinco anos desde a primeira postagem. Obrigado a todos.
(Peçam-me a morada por mail para me enviarem prendas.)

domingo, 24 de agosto de 2008

O Kubik está de volta

Há nove anos, mais coisa, menos coisa, subi ao palco do cinema Trindade para entregar ao Victor Afonso, dito Kubik, o prémio que cabia à Musicnet atribuir no âmbito dos saudosos Prémios Maqueta. Naquela primeira maqueta, ainda gravada em cassette (que aqui guardo religiosamente), achei que o Victor, cujo traço biográfico que lhe conhecia na altura era o de ter sido baixista dos bizarros Nihil Aut Mors, já demonstrava uma competência técnica apurada na arte do corte e costura de sons provenientes de diferentes fontes e um sentido de humor sofisticado (e literalmente hitchcockiano) de tal forma que obrigava a ouvir os temas vezes sem conta, ora por puro prazer, ora por curiosidade em descobrir pedaços de sons e de ambientes que só ressaltavam depois de várias audições. Depois dessa altura, o Victor veio a evoluir nos discos que lançou e nos sucessivos trabalhos no cinema (na execução de bandas sonoras ao vivo para filmes de culto), nunca saindo muito do seu quartel-general na Guarda. Várias vezes o tentei trazer a Lisboa, mas quem acabou por ter essa sorte foi Mike Patton, que o convidou para a primeira parte dos Fantômas na Aula Magna. Falta agora o próximo passo, a edição de Kubik pela Ipecac, algo que já chegou a ser uma hipótese séria. Talvez este novo EP de Kubik ajude. Chama-se "How Blue Was My Sky", foi editado pela netlabel portuguesa MiMi e confirma aquilo que sempre vi no trabalho do Victor. Para o descarregar é ir por aqui.
(Já agora, o blogue do Victor: ohomemquesabiademasiado.blogspot.com)

Polysics no Beat It e no Lounge

Os electro-surfers-noisers-thrashers-festaroleiros japoneses Polysics (myspace) vão estar por cá daqui a duas semanas. No Porto, vão integrar o cartaz do festival Beat It, que conta igualmente com Ladytron, Ettiéne de Crécy, !Trash Yourself, Trentemøller, Dusty Kid e David Carretta. O Beat It tem lugar no Centro Desportivo e Universitário do Porto, no Campo Alegre, no dia 6 de Setembro, e os bilhetes custam 15 euros. Os Polyisics tocam depois no Lounge, em Lisboa, no dia seguinte, sendo a entrada gratuita, como é habitual.



Polysics "Electric Surfin' Go Go"

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Estas cidades dão livro

Os leitores do Blitz, nos últimos anos enquanto jornal, lembrar-se-ão de uma rubrica onde música e geografia eram temas que se tocavam em pedaços de prosa bastante cuidados e extremamente pedagógicos. Todas as semanas, Manuel Fernandes Vicente escrevia sobre uma cidade do mundo e da música dali efluente. Há cerca de três anos, escrevi neste fundo amarelo que "seria bom que todos os textos publicados na rubrica 'Estas Cidades', da autoria do Manuel Fernandes Vicente, fossem compilados em formato livro, no final". Ora, o desejo foi cumprido (e, segundo o autor, aquela observação teve um papel importante na concretização da ideia de edição, o que muito orgulhosa deixa a gerência deste tasco). "Estas Cidades" já se encontra disponível em algumas livrarias e lojas de discos, estando prevista uma festa de lançamento no próximo mês de Setembro. Em breve, haverá mais detalhes por aqui.

Dele Sosimi



Dele Sosimi a tocar Fela Kuti em 2006. Vai ser mais ou menos assim na próxima quinta-feira, na Póvoa de Varzim, no primeiro dia do Músicas do Mar.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Autocrítica

Já acabavam estas postagens de fait-divers, não?

Pete Doherty e, claro, Cliff Richard

Os Babyshambles foram proibidos de tocar num festival inglês pelo comando de polícia local. Porquê? Ora, porque "os especialistas dizem-nos que o perfil dos fãs que seguem o Pete Doherty e os Babyshambles é volátil e pode facilmente ser potenciado para a selvajaria, enquanto que o perfil de alguém que siga o Cliff Richard e o Bucks Fizz, por exemplo, é completamente diferente".

Completamente diferente.

Entretanto, Feargal Sharkey, o antigo vocalista dos Undertones, reage assim à medida policial. Vale a pena ler, porque as coisas começam a ficar cada vez mais estranhas por terras inglesas...

Um "leak" ainda mais ridículo

Bom, tivemos o tipo que gravou o som que saía pelas janelas da casa de Bono e o colocou na internet. Em resultado, quatro aproximações de temas do novo "No Line On the Horizon" estão disponíveis nos p2p. Mas ainda se consegue ir mais longe. Na mesma semana, alguns fãs dos AC/DC, que participaram na gravação do teledisco de "Runaway Train", o primeiro single retirado do próximo álbum dos australianos, decoraram o tema e reproduziram-no no youtube. Há um tipo aos berros no quarto e, muito melhor, um outro a fazer nananana.
Não percam para a semana: um vidente vai reproduzir no youtube todos os temas do "Chinese Democracy", dos Guns'n'Roses, que, como se sabe, vai sair em 2030.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Baixa o som, Bono! (*)

Quatro temas de "No Line On the Horizon", o próximo álbum dos U2, já circulam por aí. Nada de novidade na notícia, portanto? Não. O inédito está na forma como se deu a "fuga" dos temas. Da aparelhagem de Bono, na sua mansão no Sul de França. Alguém que passava gravou no telemóvel e correu para casa a espalhar... Notícia aqui.
(*) Título gentilmente roubado à malta da Blogothèque.

Na próxima sexta-feira...

Byrne e Eno: já saiu!

Já está disponível o resultado da mais recente colaboração entre David Byrne e Brian Eno, o álbum "Everything That Happens Will Happen Today". A dupla enviou hoje mail para todos aqueles que fizeram o download do tema oferecido previamente. A partir de hoje, o álbum pode ser escutado gratuitamente aqui (ou no leitor incorporado no final desta postagem). O álbum está igualmente disponível para compra, nos formatos electrónico ou físico.

AMC no Barreiro

American Music Club no Barreiro, dia 19 de Setembro, no festival Bom Barreiro. Ver notícia aqui.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Num futuro próximo

Num futuro próximo, todos os auto-rádios virão equipados com o sistema Jarbas, que mudará completamente a experiência de ouvir música enquanto se conduz. Na verdade, o sistema Jarbas não é mais do que a transposição para o interior do automóvel dos mesmos princípios que regem o sistema Alfredo, que estará disponível em todos os equipamentos de multimédia caseiros.
Basicamente, tanto o sistema Jarbas como o sistema Alfredo vão pôr a tocar aquela música que queremos ouvir naquele momento, entre um vasto espectro de possibilidades. Vão também dar sugestões, pois têm um software carregado de algoritmos complexos que, em fracções de segundo, até encontram o que queremos e não sabíamos que queríamos. E terão, claro, um sistema integrado de reconhecimento de voz.
Mais, o sistema Jarbas, por exemplo, estará disponível em duas versões. A "local", com acesso a uma base de dados gravada numa memória do tamanho de um sabonete com capacidade para mil milhões de temas, e a "remote", com acesso a todas as bases de dados online existentes no mundo.
Vejamos alguns exemplos práticos do que poderá ocorrer durante uma viagem:

- Jarbas, apetece-me ouvir o best-of 2010-2015 dos Animal Collective. O álbum inteiro.
- É para já, senhor.
[Começa a tocar o álbum]

- Jarbas, agora queria ouvir uma coisa mais antiga. Passa-me aí as versões do "Louie Louie" que tenham sido gravadas em 1973, por ordem alfabética do nome do artista.
- É para já, senhor.
[Começa a tocar a longa sequência de versões disponíveis]

- Jarbas, toca aí aquele gajo inglês, que foi fundador dos qualquer-coisa-Foundation, e que passou a tocar sozinho recorrendo aos loops...
- Refere-se ao Matt Elliott, senhor. É para já.


- Jarbas, passa aí qualquer coisa que eu costume ouvir mais às terças-feiras, a esta hora.
- É para já, senhor.


- Jarbas... Senegal, qualquer coisa que eu vá gostar.
- Senhor, sugiro-lhe os Étoile de Dakar, uma das primeiras bandas do Youssou N'Dour.


- Jarbas, deixa-me ouvir o que aquela miúda que conduz o carro atrás está a ouvir.
- É para já, senhor.
[Nota: esta opção só está disponível na versão "Jarbas Remote" e é necessário que terceiros estejam a autorizar a troca de informação.]

(Esta postagem tola foi patrocinada pela monotonia de uma travessia da Vasco da Gama à noite.)

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O novo de Mogwai

Batcat


MOGWAI "BATCAT"

Cartão de apresentação do novo álbum "The Hawk Is Howling". Sai a 8 de Setembro no Reino Unido. Alinhamento:

01 I'm Jim Morrison, I'm Dead
02 Batcat
03 Daphne and the Brain
04 Local Authority
05 The Sun Smells Too Loud
06 Kings Meadow
07 I Love You, I'm Going to Blow Up Your School
08 Scotland's Shame
09 Thank You Space Expert
10 The Precipice

E por que é que os Mogwai dão sempre nomes tolos aos temas? "Geralmente, há alguém, numa conversa qualquer, que diz uma coisa engraçada. Logo a seguir alguém se lembra de usar isso para nome de uma canção. Ou então pegamos nas manchetes dos jornais, frases pouco claras que nunca tem princípio e fim e que por isso nos fazem rir. Basicamente, é sempre algo que nos faça rir e que soe bem", dizia-me Barry Burns há alguns anos.

Vem aí a dengue



DENGUE FEVER ao vivo em Toronto, em Março de 2008

Não é humor negro para os madeirenses. É rock'n'roll exótico do Cambodja que dia 29 deste mês vai subir ao palco do Músicas do Mar, na Póvoa de Varzim.

domingo, 10 de agosto de 2008

sábado, 9 de agosto de 2008

Assaltos aos músicos

Não, não é mais um artigo sobre downloads ilegais. É uma reflexão sobre como o roubo de guitarras e outros instrumentos -- certamente motivada pelo recente caso que envolveu os Stooges -- afecta a própria música: When you steal from musicians, everyone feels the pinch.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Plurais

Plural um. Na RTP, a jornalista destacada para o Sudoeste reporta que "antes da Björk, tocaram os... Tounami [assim mesmo, Tounami] Diabaté".
Plural dois. Logo a seguir mudo para a SIC Radical, cuja sinopse do programa que supostamente devia estar a ser transmitido neste momento reza assim: "Transmissão do concerto dos Rita Red Shoes (...)".

Já agora, músicos bloguistas

Uma lista minúscula com alguns artistas ou grupos estrangeiros que blogam ou mantém diários nos seus sites (além de outros, inúmeros, que usam os blogues dos seus myspace).

BOB MOULD (ex-Hüsker Dü) - modulate.blogspot.com
DAVID BYRNE - journal.davidbyrne.com (este é de consulta obrigatória)
FRANZ FERDINAND - www.franzferdinand.co.uk/blog_band
KRISTIN HERSH - www.throwingmusic.com/blog
LIARS - www.liarsliarsliars.com/news/
MATS GUSTAFSSON - thebrokenface.blogspot.com
MIKE DOUGHTY (dos inesquecíveis Soul Coughing) - www.mikedoughty.com/blog
MIKE WATT - www.hootpage.com
RADIOHEAD - www.radiohead.com/deadairspace
SASHA FRERE JONES (Ui, etc.) - www.sashafrerejones.com
TOM ZÉ - tomze.blog.uol.com.br

(É, claro, uma lista reduzida obtida a partir de bookmarks pessoais. Sintam-se à vontade para sugerir outros exemplos.)

A obra em progresso

Esta vi no blogue do Dário. Ao longo de 2008, Caetano Veloso tem realizado uma série de concertos no Rio de Janeiro à qual deu o nome de "Obra em Progresso". O projecto tem servido para ele e o seu grupo irem dando corpo a novas composições que poderão vir a constituir o tema central do próximo álbum, onde no qual o samba se encontrará com o rock.
Mas a principal novidade é que Caetano é mais um artista a usar a internet como meio de partilha e discussão dos seus processos de criação. A experiência do "transamba", como ele também lhe chama, tem vindo a ser mostrada pelo próprio no blogue www.obraemprogresso.com.br. Nas palavras do próprio:

“O ponto de partida foi desenvolver os tratamentos do ritmo de samba na guitarra elétrica, sugerido pelo modo como Pedro Sá cria “riffs” com sonoridades refinadas. As novas composições, em que comecei a trabalhar no verão em Salvador, serão concebidas tendo em vista esses experimentos rítmicos. Meu desejo é ir mostrando semanalmente o progresso desse trabalho. Não se trata, porém, de ensaios abertos. São shows.”

E confirmou-se

O Toumani Diabaté juntou-se a Björk, como se esperava, ontem à noite, na Zambujeira, como diz a Susana ali mais abaixo.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O primeiro concerto

No passado sábado, levei o meu filho de quatro anos ao CCB para vermos o Toumani Diabaté, naquilo que acredito ter sido o seu primeiro concerto. Foi, pelo menos, o primeiro concerto a sério a que fomos os dois. Já tinha estado com ele em sound-checks de Mão Morta, em momentos de pequenas apresentações de rua, em festas com música, etc., mas aquele terá sido, em rigor, o seu primeiro concerto. O DD até brincou e disse para desde logo começar ali a escrever a sua lista de concertos, trabalho que o meu filho me agradeceria mais tarde. Mas adiante. Para quem, desde cedo, habituou-se a apanhar de ouvido as melodias e as letras de tudo o que ouvia na televisão ou na aparelhagem, acredito que a experiência de ver e ouvir uns senhores africanos trajados com vestes coloridas ("eles estão vestidos de quê, papá?"), a tocarem instrumentos tradicionais e a cantarem numa língua pouco reproduzível, não terá reproduzido um impacto exactamente instantâneo ("ainda falta muito para acabar?").
Isso foi nesse dia, nesse momento. É que a maior piada de tudo isto surge sempre que o meu filho vê uma imagem de um palco ou tão só a fotografia do Toumani Diabaté, como a que encabeça actualmente o blogue, e diz, com os olhos a sorrir, "eu estive ali!". Não é esse brilho nos olhos que a maior parte de nós, adultos inveterados em plateias, sentimos quando alguma coisa nos faz lembrar de um concerto que assistimos e nos marcou? Não é essa a magia perdurante dos espectáculos ao vivo?

Provavelmente o disco mais ouvido do presente ano

O microfone e as faíscas

A história que Bruno Vasconcelos, dos Guys from the Caravan, conta na edição de hoje da Time Out, a propósito do choque eléctrico que apanhou no microfone durante um concerto, não sendo propriamente insólita, chega a ser cómica, mas já houve uma ocasião em que história semelhante não teve a mesma graça. Em 1972, o escocês Les Harvey, vocalista de uns tais de Stone the Crows, morreu em palco ao tocar, com as mãos molhadas, um microfone sem ligação à terra.
(Isto só para deixar escrito que esta história ajudou ainda a deitar para o lixo um mito pessoal: sempre pensei que Phil Lynott, dos Thin Lizzy, teria morrido exactamente da mesma forma... Tarefa para quando chegar a casa: reler esse episódio na biografia dos U2 que devorei há imensos anos.)

A Björk...

...esteve ontem na ZDB a assistir ao Chris Corsano.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Músicas do Mar - a segunda edição

Estamos a pouco mais de duas semanas da segunda edição do festival Músicas do Mar. De 28 a 30 de Agosto, a Póvoa de Varzim volta a acolher um naipe de artistas provenientes de cidades com relação íntima com o mar. O Bailarico Sofisticado vai encerrar as duas últimas noites.

Dia 28 (quinta-feira)
Serra-lhe Aí!!! & Ivan Costa (Rias Baixas - Galiza) - ruas da cidade, 18h
Nobody's Bizness (Lisboa - Portugal) - Diana Bar, 21h
Dele Sosimi Afrobeat Orchestra (Lagos - Nigéria; Reino Unido), Passeio Alegre, 22h

Dia 29 (sexta-feira)
Serra-lhe Aí!!! & Ivan Costa (Rias Baixas - Galiza) - ruas da cidade, 18h
Deolinda (Lisboa - Portugal) - Diana Bar, 21h
Dengue Fever (Los Angeles - EUA; Cambodja) - Passeio Alegre, 22h
Alamaailman Vasarat (Helsínquia - Finlândia) - Passeio Alegre, 23h15
Bailarico Sofisticado (Lisboa - Portugal) - Auditório ao ar livre do Passeio Alegre, 00h30

Dia 30 (sábado)
Farra Fanfarra (Lisboa - Portugal; Itália, França) - ruas da cidade, 18h
Aron Ottignon (Wellington – Nova Zelândia) - Diana Bar, 21h
Rosapaeda (Bari - Itália) - Passeio Alegre, 22h
Hoba Hoba Spirit (Casablanca - Marrocos) - Passeio Alegre, 23h15
Bailarico Sofisticado (Lisboa - Portugal) - Auditório ao ar livre do Passeio Alegre, 00h30

EME em Lisboa

Faltam cerca de dois meses para mais uma edição dos Encontros de Música Experimental. A grande novidade deste ano é que os EME deixam Setúbal e atravessam o Tejo para se realizarem em Lisboa, mais concretamente no Teatro Ibérico / Igreja de São Francisco de Xabregas. Entre 1 e 4 de Outubro, aquele espaço vai acolher não só os concertos mas também os workshops e as instalações visuais e sonoras, uma componente que ganha cada vez mais força nos EME. Nos concertos, a programação está assim composta:

Dia 1:
NNY (Portugal)
The Sight Below (EUA)

Dia 2:
Garcia + Machas + Maranha + Mota (Portugal)
Greg Haines (Inglaterra)

Dia 3:
The Beautiful Schizophonic (Portugal) + Tina Frank (Áustria)
Anna Troisi (Itália) + Carsten Goertz (Alemanha)
Hauschka

Dia 4:
Safe & Sound (Portugal, ex-Sound Asleep)
Sanso-Xtro (Austrália)
Frank Bretschneider (Alemanha)

Para detalhes sobre as restantes componentes do EME e outras informações: www.emefestival.org

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Claro que agora, passados estes meses, quer-se mais ainda

Por exemplo, BON IVER, FUCK BUTTONS, EL GUINCHO, WHY?, SILVER JEWS, TIMES NEW VIKING, STEPHEN MALKMUS, GANG GANG DANCE, PROJECTO SÃO PAULO (ou como se chamava o projecto do Rob Mazurek com o Takara), TOUBAB KREWE (mas numa sala pequena), BOOM PAM (mas numa sala pequena) ou, na secção mais vale tarde e a más horas do que nunca, THE SPECIALS, GANG OF FOUR ou THE WIRE (ok, ok, estes já cá vieram, ainda por cima este ano). E tantos outros de que esta memória de peixe não se lembra assim de chofre.

Srs. promotores

Se se lembrarem bem, no início deste ano, ainda na anterior versão gráfica do blogue, tinha uma imagem no cabeçalho onde na qual dispunha os seguintes desejos:

"Srs. promotores, este ano quero que tragam cá, além do que já é sabido, os seguintes nomes: BATTLES, JAPANTHER, THEE SILVER MT. ZION ORCHESTRA AND THE TRALALA BAND, MICHAEL GIRA, AKRON/FAMILY (sim, outra vez!), MY BLOODY VALENTINE (é aproveitar!), SHELLAC, ROBERT WYATT, NO AGE, DAVID SYLVIAN (está na altura de pagar a dívida!), ANIMAL COLLECTIVE (e, se for possível, em mais um sítio inédito, que nos obrigue a atravessar o rio, a subir montanhas, seja o que for, mas tragam-nos!), NEIL YOUNG, IRON AND WINE (caramba, como é possível que o Sam Beam nunca cá tenha vindo?), WEEN (eles andam aí...), SLY + ROBBIE (há que pagar a ausência do ano passado), qualquer artista da JAGJAGWAR [vieram cá os sunset rubdown!], ORCHESTRA BAOBAB (ah, ah [ok, aqui fiz batota, confesso]), MAN MAN, ..."

Depois de riscados os desejos que se realizaram, ainda sobram bastantes nomes. Será que a rentrée de Outono, por cá conhecida como o "regresso às aulas", vai corresponder?