quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Charadas #400

No centro e num fundo cor de pele rosada, há um olho azul, um único olho adornado pela respectiva sombracelha, que nos observa.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

O baú da Valentim de Carvalho

É o Nuno que dá esta boa notícia: a Valentim de Carvalho foi ao baú e tirou de lá alguns álbuns para reedição no próximo mês. Entre estes contam-se: "Independança", dos GNR, com extras retirados de vários singles do grupo, "Álibi", de Manuela Moura Guedes, "Qualquer Coisa Pá Música", de Jorge Palma, "Mistérios e Maravilhas", dos Tantra e ainda uma integral dos Sheiks entre 1965 e 1967. E isto é coisa para não ficar por aqui.

Young Gods também em Lisboa

Provavelmente, serei a última pessoa a ter reparado nisto, mas afinal os Young Gods também vêm a Lisboa, a 16 de Novembro, um dia antes do concerto agendado há mais tempo para Portalegre. A actuação acústica do trio suíço integra-se em mais uma edição do festival Cosmopolis, que este ano tem lugar no cinema São Jorge (dia 16, com Young Gods, Grand National e Coldfinger) e no Music Box (dia 17, com Pravda e Slimmy).

Charadas #399

Um homem, que não é o autor do álbum ao contrário do que normalmente se pensa, descansa a cabeça no peito de uma mulher que ri. O lettering faz lembrar o do álbum de estreia de Elvis Presley (ou o "London Calling" dos Clash).

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Eu vi a Patti Smith chorar

Eu vi a Patti Smith chorar de alegria. Foi perto do final de "Rock'n'Roll Nigger", já nos derradeiros instantes do concerto de ontem no Coliseu dos Recreios. Como é que uma mulher que carrega com as marcas amargas que a vida se lembrou de lhe trazer, com mais de 30 anos de carreira (com uma pausa prolongada pelo meio), consegue ainda ficar assim tocada por uma plateia? É certo que é uma plateia que a adora desde o início, aliás, mesmo antes do início. É certo que a empatia é mútua, com Patti Smith a elogiar a Lisboa bonita e independente dos Starbucks. Ou quando lembra a Lisboa que havia nos seus estudos, numa fase final da vida do seu marido Fred "Sonic" Smith. Ou quando a aluna de Rimbaud decide dedicar uma música a Pessoa e, mais tarde, pôr este nos versos improvisados de "Perfect Day", de Lou Reed. Mas aquelas lágrimas impossíveis de conter diziam tudo. Era o final de uma noite magnífica para todos. Para o público, para a senhora Smith, para a sua banda, onde ainda reina o seu guitarrista de longa data, Lenny Kaye, que aproveitou da melhor forma o descanso da cantora para puxar pelos acordes de "Pushin' Too Hard", dos Seeds. Foi uma noite com muitos tributos, não sendo estranho o facto do último álbum de Smith ser justamente um álbum de covers. Deste, ouviu-se uma versão longa e entremeada com poemas de Smith de "Are You Experienced?", de Jimi Hendrix, e "Smells Like Teen Spirit", extropiado do pessimista "how low" tal como na versão gravada em "Twelve". Mas também houve "Gloria", "Dancing Barefoot", "Because the Night", "People Have the Power" e outros clássicos da carreira de Patti Smith. Duas horas de concerto que puseram novos e velhos aos saltos, aos berros e, claro, com um enorme sorriso na cara no final de uma noite de domingo. Esta semana vai ser mais produtiva.

Charadas #398

Uma vela numa tela.

(Começa hoje uma nova série de charadas. A ideia, desta vez, é puxar pela cabeça e responder com o nome do disco cuja capa é sucintamente descrita na pista. O resto é o habitual: um ponto para a primeira resposta certa; acaba aos dez pontos.)

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Os mundos colidem

A notícia chegou aqui através do sempre obrigatório Gorilla vs Bear. O Diplo remisturou os Black Lips (não me canso de dizer: dia 10 de Novembro, no Barreiro Rocks) e o resultado está aqui:

Black Lips Veni Vidi Vici (Diplo remix)

(Alguém que me conte como soa, que não posso ouvir aqui no bules...)

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Ainda o fecho do oink

O DJ/Rupture escreve sobre o que aconteceu ao oink no seu blogue. Vale a pena ler a sua visão.

But Pandora’s Box has been opened. Remember when Napster croaked? Piracy file-sharing is so much easier now. The anal-retentive British site admins kept Oink organized. Bittorent architecture kept Oink efficient. Oink’s alleged 180,000 users won’t forget how useful it was. The next Oink will be sturdier & more multiple. The overall movement is towards more ways to share music & ideas with like-minded individuals on the internet.

The way I see it, this can only be a good thing for music fans. And what musician is not first a music fan?

A matança do porco

A indústria discográfica conseguiu dar mais uma machadada no fenómeno da partilha ilegal de ficheiros. Desta vez, e após denúncia da Federação Internacional da Indústria Discográfica, a Interpol fechou o tracker de torrents Oink, cujo servidor estava sediado nos Países Baixos, e deteve para averiguações um homem de 24 anos.
Cada vez mais popular, apesar da sua qualidade de clube fechado onde só se podia entrar por convite atribuído por membros de elite, por assim dizer, o Oink contaria com cerca de 180 mil utilizadores espalhados pelo mundo, que partilhavam entre si as últimas novidades nas mais diversas áreas da música, meses antes até das saídas para as lojas, facto que consta da denúncia efectuada pela indústria.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Esta sexta...

O Quarteto 1111 no Music Box, hoje

Já anda por essas livrarias fora, mas é esta noite que vai ser oficialmente apresentado. O livro "As Lendas do Quarteto 1111", escrito pelo jornalista António Pires, vai ser o protagonista desta noite no Music Box, numa apresentação que estará a cargo de Zé Pedro e de Cândido Mota e que contará ainda com uma actuação curta e inédita de José Cid, Michel Silveira, Mike Sergeant e Tózé Brito em conjunto, ou seja, o próprio Quarteto 1111. No comando dos discos estarão ainda o próprio autor e João Carlos Callixto.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

E, já agora...

...também se avisa que os bilhetes para a Patti Smith (próximo domingo, Coliseu dos Recreios) estão a voar. É que a plateia vai ter lugares sentados...

É só para avisar...

...que esta noite há Coldcut no Casino de Lisboa, com entrada gratuita. E diz-se que é concerto para levar os telemóveis ligados e com o bluetooth activo.

domingo, 21 de outubro de 2007

David Sylvian adiado

Para quem ainda não foi avisado, hoje não vai haver concerto de David Sylvian no CCB, por motivos de doença.

ACTUALIZAÇÃO: o concerto de Braga, no Theatro Circo, esta terça-feira, mantém-se.

sábado, 20 de outubro de 2007

Rrrrrrrrrrrrrrrrriottttttttttt


(foto gentilmente gamada à Sandra "Becks")

Ele no portátil e nos efeitos, ela na voz. Imaginem que ela é um cruzamento genético entre a Emília do Sítio do Picapau Amarelo (mais uma imagem gentilmente gamada à Becks) e um John Lydon completamente encharcado em speeds. Imaginem o sorriso dela enquanto faz stage diving, enquanto sobe para o balcão do Lounge, enquanto cospe para a audiência. Imaginem o Lounge a abarrotar, aos pulos, a vibrar como se não houvesse amanhã ao som das guitarras sintetizadas dele, da berraria dela. Imaginem uma descarga eléctrica a transmitir-se no suor que separa os corpos. Não percam hoje, no Porto (Plano B).

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Abertura total, de novo #6 (Einstürzende Neubauten em Portugal e depois, descanso...)

(Conclusão da entrevista a Alexander Hacke, dos Einstürzende Neubauten, a propósito do novo álbum, "Alles Wieder Offen", que saiu hoje para os escaparates das lojas.)

Q6. Quando saiu "Perpetuum Mobile", disse-se que era essencial para que pudesse acontecer uma digressão mundial. Este novo "Alles Wieder Offen" vai também dar origem a uma digressão do mesmo género?

ALEX HACKE: Sim, vamos fazer uma digressão intensiva a partir de Abril do próximo ano e Portugal vai estar de certeza incluído.

Q7. Pensam voltar, depois disto, aos álbuns exclusivos para os supporters?

ALEX HACKE: Não. Nem sequer temos sessões de estúdio planeadas a breve prazo. Após a digressão do próximo ano, vamos deixar os Neubauten descansarem um pouco. Pensaremos em qualquer coisa para o nosso 30º aniversário, em 2010...

Q8. Passaram, mais ou menos, 10 anos desde que Mufti e Marc Chung deixaram o grupo, abrindo caminho para Jochen Arbeit e Rudi Moser. Como avalia estes anos a trabalhar com eles?

ALEX HACKE: Fizemos muitas coisas na última década que teriam sido impossíveis com o line-up antigo e tem sido muito bom.

Breves de sexta-feira

1. Este é um fim-de-semana cheio de coisas a acontecer. Por exemplo, temos hoje no CCB a manobra de charme do Festival au Desert, evento que decorre todos os anos no Mali e onde habitualmente surgem os melhores embaixadores mundiais da rica música daquelas paragens. É o caso dos Tinariwen, com as suas guitarras eléctricas, que regressam a Lisboa depois do magnífico concerto no São Jorge há três meses. Ou de Vieux Farka Touré, a provar que a genialidade é coisa que se herda na família. Tinariwen e Vieux Farka Touré sobem hoje ao palco do Grande Auditório do CCB, a partir das 21h.

2. Para algo completamente diferente, mas também imperdível, há a dupla de Bordéus Kap Bambino, hoje no Lounge, com entrada gratuita, como é habitual. Vejam e escutem o myspace deles, para perceberem (ou não) que vai valer a pena dar uma saltada ao beco da Moeda. Amanhã é no Porto, no Plano B.

3. Na ZDB, e também hoje, há Vert. Breakbeat, broken beat, jazz, num formato próximo da canção. Adam Butler, que esteve ontem no Porto, vai também a Coimbra (Via Coimbra, amanhã) e a Esposende (Casa da Juventude, Domingo).

4. Não é assim tão habitual tê-los no Porto, por isso há que aproveitar, malta da inbicta: os Anonima Nuvolari vão estar hoje nos Maus Hábitos.

5. Ainda no capítulo das coisas imperdíveis deste fim-de-semana, há David Sylvian no CCB, no domingo, ou no Theatro Circo de Braga, dois dias depois. Esta será, provavelmente, uma das últimas oportunidades para ouvir um dos maiores génios de sempre cantar temas de um passado tão generoso como o de Sylvian.

6. Passaram dez anos, mas parece que foi ontem que a Cool Train Crew começou a dinamitar as noites por aí, com o seu drum'n'bass explosivo. Porque sabe bem, a eles e a nós, comemorar estas datas redondas, saiu para as ruas esta semana um disco que reúne remisturas de temas dos Taxi (Chicklet), Blind Zero, Blasted Mechanism, Da Weasel, entre outros. Parabéns a todos que já passaram pela CTC.

7. O meu bom amigo António Pires apresenta a sua obra "As Lendas do Quarteto 1111" no Music Box, na próxima terça-feira, dia 23. Vai ser uma noite particularmente especial, até porque ao palco vão subir alguns elementos do Quarteto 1111 para um mini-concerto. E nos pratos vão estar o próprio António e outro poço sem fundo de conhecimentos da música portuguesa, o João Carlos Callixto. É a partir das 22h. E o António vai também estar no Fale com Ela, da Radar, neste fim-de-semana.

8. Continuando nos livros e nos amigos, o Luís Soares já vai no seu terceiro trabalho. Chama-se "Em Silêncio, Amor" e o primeiro capítulo pode ser lido no blogue do Luís, que também por lá colocou uma sugestão de banda sonora para a leitura.

9. Hoje e amanhã, o Sítio do Cefalópode despede-se das instalações no bairro do Castelo com duas festas que prometem. As portas só fecham mesmo para a semana, porque segunda-feira ainda vai acontecer a última jam session e, na terça, a última roda de chorinho.

10. Amanhã há Bailarico Sofisticado em Alcântara, num bar chamado By Me (fica ali naquele condomínio catita oposto ao Paradise Garage). De hoje a uma semana, há também Bailarico no Mini-Mercado, em Santos.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Abertura total, de novo #5

(Continuação da entrevista a Alexander Hacke, dos Einstürzende Neubauten, a propósito do novo álbum, "Alles Wieder Offen".)

Q5. A primeira leitura que se faz ao título do álbum (algo como "Tudo aberto de novo") é a de que, depois de mais de dez discos lançados em exclusivo para os supporters, vocês estão de volta a uma audiência alargada. Abertura total, de novo?

ALEX HACKE: Quando tudo se abre de novo, fica também tudo por resolver, de novo. Algo que está exposto de novo deixa de estar protegido. Isso também implica uma certa obrigação de revermos uma decisão que tomámos ou de escolher seguir uma qualquer de outras opções.

(Continua. O álbum sai para as lojas no dia 19.)

A chuva de estrelas dos Justice



JUSTICE "D.A.N.C.E." @ Jimmy Kernel Live

O que faz um público?

Público? O que é, o que o cria, o que o move? Comunidades? O que são, o que as cria, o que as move? O observador mais atento consegue, com ou maior ou menor esforço, chegar a estas respostas, mas... sempre? Talvez não. Tem que haver uma margem de erro que tolde sempre qualquer análise mais determinista. Senão, o que justifica, por exemplo, que um grupo como os Hipnótica não seja hoje seguido nos seus concertos por centenas ou até mesmo milhares de pessoas?

Serem difíceis? Não pode ser. Talvez nem todos os ouvidos tenham a predisposição (ou a formação) necessária para absorverem com maior profundidade os elementos mais complexos e quase inexpugnáveis das actuais composições do grupo, mas a música é inteiramente acessível à partida.

Terem passado da moda por estarem ainda rotulados com o downtempo e o trip hop? Também não pode ser, não só porque o downtempo e o trip hop já não estão de novo assim tão fora de moda, mas até porque os Hipnótica estão cada vez mais roqueiros (a guitarra voltou a ser um instrumento essencial, por exemplo) e cada vez mais bombásticos ao vivo, o que corresponde já mais aos actuais padrões de moda da música popular.

Serem músicos diletantes? Até o podem ser por definição, mas estão em processo constante de criação. Lançam álbuns com regularidade, dão os concertos que podem, musicam filmes e dão-se até ao luxo de tocarem temas inéditos em apresentações de álbuns, como se não houvesse tempo a perder, dando o rótulo de proibido à palavra comodismo.

O que pode estar, então, na origem do underrating dos Hipnótica? Como é que não houve mais gente a assistir ao fantástico concerto deste sábado no Music Box? No ouvido ainda ressoam os temas deste belíssimo novo álbum "New Communities For Better Days", os inéditos e a quase epifânica versão para "Song to the Siren", do Tim Buckley, ou a forma como o concerto acabou, ao jeito dos Akron/Family, com toda a gente a cantar "Women of the World", de Ivor Cutler, mas redescoberta no "Eureka" de Jim O'Rourke (olhem, outro génio que nunca teve o reconhecimento merecido do público).

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Breves de sexta-feira

1. Caetano Veloso, que hoje inicia mais uma série de concertos por Portugal, tem novo livro editado em Portugal, uma vez mais com a chancela das Quasi Edições. Chama-se "O Mundo Não é Chato" e reúne textos escritos por Caetano entre 1961 e 2005, para revistas, contracapas de discos, prefácios, conferências, além de outros nunca publicados.

2. Decorre entre hoje e amanhã, o Immersion Festival. Esta noite, na Fábrica de Braço de Prata (ao Poço do Bispo), estarão por lá a belga Half Asleep e os portugueses Alexande Bateiras e Noiserv. Amanhã, na ZDB, é a vez de Oliver Hills com Harry Astra, Space Study 1.4 (Rafael Toral, Rute Praça e César Burago), Julianna Barwick e Tiago Sousa.

3. Bernard Févre traz hoje a Lisboa, ao Lux, o Black Devil Disco Club. Depois há 2manydjs pela madrugada fora.

4. Ah, e hoje também há Bailarico Sofisticado no Lounge. Quem não aparecer é mariquinhas pé-de-salsa!

Black Lips no Conan O'Brien

Poucos dias depois da passagem do Animal Collective pelos estúdios do Conan O'Brien Show (ver aqui), o talk show norte-americano volta a surpreender com os Black Lips, que aqui tocam "O Katrina", do novíssimo "Good Bad Not Evil".
Para quem ainda não se apercebeu disso, os Black Lips vão regressar ao Barreiro Rocks, que este ano tem lugar no fim-de-semana de 9 e 10 de Novembro (os Black Lips tocam no sábado). A ansiedade cresce cada vez mais!



THE BLACK LIPS "O Katrina" (Conan O'Brien Show, 9 de Outubro de 2007)

Últimos dias no sítio do castelo

O Sítio do Cefalópode vai deixar o bairro do Castelo. O bar, que em tempos antigos chegou a pertencer a Ary dos Santos, e que recentemente vinha a oferecer um conjunto de propostas aliciantes, vai fechar portas. Os actuais gerentes, que prometem continuar a fazer festas por outros locais de Lisboa e do país, deixaram, em forma de protesto, as razões deste abandono do Castelo:

Deixamos um apelo público às autoridades (in)competentes, para que melhorem a acessibilidade aos bairros históricos, nomeadamente ao Castelo e Alfama, ou pelo menos que reponham a pouca que existia antes. A falta de circulação veio prejudicar gravemente a formação de públicos e o desenvolvimento cultural nestas zonas antigas; todo o comércio local ficou muito afectado e a qualidade de vida das pessoas piorou.
Não basta fechar um bairro nem é legítimo faze-lo, muito menos quando essa medida é aplicada de forma autista e prepotente, e não é acompanhada por um plano para reparar o consequente impacto sobre a acessibilidade ao bairro e enfim sobre a vida do bairro e das pessoas. Os parqueamentos continuam escassos, aliás, é quase impossível estacionar; não foi criada sequer uma praça de taxis que sirva a zona; os transportes públicos são altamente insuficientes e não foram aumentados; não foi criada uma carreira nocturna (o último eléctrico é às 23 horas)... Enfim, uma medida desenquadrada, uma total irresponsabilidade política! Esperemos que a recente mudança camarária traga uma mudança de atitude em relação ao problema da acessibilidade aos bairros antigos.
Por uma cidade
com mobilidade!


Entretanto, os últimos dias do Sítio do Cefalópode no castelo vão ter a seguinte programação:

Sábado, 13 - Bruno Pernadas Jazz 5tet
Segunda, 15 - Jazz Open Jam Session
Terça, 16 - Roda de Chorinho
Sexta e Sábado, 19/20 - FESTA DE DESPEDIDA DO CASTELO (Live Acts + DJ's + JAM SESSION FREE STYLE)
Segunda, 22 - Última Jam Session no Castelo
Terça, 23 - A última Roda de Chorinho no sítio do Castelo

BOA SORTE, CEFALÓPODES!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Abertura total, de novo #4

(Continuação da entrevista a Alexander Hacke, dos Einstürzende Neubauten, a propósito do novo álbum, "Alles Wieder Offen".)

Q4. A maior parte das faixas deste disco têm partes retiradas dos vossos arquivos sonoros, de gravações ao vivo (como "Von Wegen", que aproveita um improviso do último concerto em Lisboa), destes álbuns exclusivos dos supporters ou, recuando mais no tempo, de gravações como a que foi usada em "Susej", que recupera o Blixa a tocar guitarra em 1982. É correcto dizer-se que "Alles Wieder Offen" é, por excelência, o disco de estúdio dos Neubauten, aquele em que houve menos tempo passado na sala de gravações?

ALEX HACKE: Não... "Von Wegen", tal como "Redukt", "Alles", "Seltener Vogel" e muitas outras faixas nossas derivam meramente de um "rampe", uma improvisação ao vivo. Como gravamos cada espectáculo que fazemos, voltamos a ouvir as gravações e analisamos essas improvisações, de forma a construírmos canções propriamente ditas a partir daí. No caso da gravação do Blixa, a bater com o pé e a tocar guitarra, nós voltámos a isso inúmeras vezes ao longo destes anos, mas até agora nunca tínhamos conseguido retirar daí algo com sentido e, daí, nunca a usámos de uma forma construtiva.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Abertura total, de novo #3

(Continuação da entrevista a Alexander Hacke, dos Einstürzende Neubauten, a propósito do novo álbum, "Alles Wieder Offen".)

Q3. Em alguns dos discos destinados em exclusivo aos supporters, vocês criaram um método de trabalho, através da utilização de cartões tirados à sorte. Li que também está presente neste "Alles Wieder Offen". Do que se trata, afinal de contas?

ALEX HACKE: O oráculo divinatório (ou sistema de navegação, se quisermos), ao qual demos o nome Dave foi aplicado na criação das "Jewels" de que falava há pouco. É uma caixa com 600 cartões contendo informação como: "algo suave", "arranhar", "Fa #", "Vegetais" e outras especificações úteis como estas ou ainda mais confusas. Cada elemento da banda pega em algumas cartas e usa-as para se inspirar no que tocar nessa peça em particular.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Soltas de quarta-feira

1. A Bor Land faz sete anos este mês. Com mais de 30 edições em catálogo, a editora nortenha, que lançou nomes como os de Old Jerusalem e Alla Polacca, entre outros, continua bem viva, como demonstram os discos que aí vêm: a estreia do guitarrista Norberto Lobo em "Mudar de Bina" (sai dia 22) e o primeiro álbum comercial da dupla Lobster, "Sexually Transmitted Electricity" (sai dia 22). Grandes músicos numa grande editora independente.

2. Amanhã, quinta-feira, Sexta-feira, dia 5, há dose dupla de "One Man Bands" no Lounge, primeiro com os blues a rasgar do venezuelano D66, ao qual se segue o electro do suíço Urban Junior.

3. O novo álbum dos Radiohead sai na próxima quarta-feira, neste site. Lá poder-se-á comprar uma versão digital (onde o cliente paga o que quiser) e uma versão física, mais completa, do disco. O título do disco é "In/Rainbows".

4. Depois das primeiras partes dos Sigur Rós, eis os concertos em nome próprio. As islandesas Amiina vão estar por cá, amanhã e sexta-feira, na Casa da Música e no Santiago Alquimista, respectivamente.

5. Quem já ouviu falar nos Beduínos a Gasóleo? O prog ainda sobrevive em Portugal, pela mão de gente interessada (e interessante). O álbum de estreia vai ser apresentado no próximo sábado, no Santiago Alquimista. A José Carlos Fialho, Luís Manuel Oliveira, Ricardo Leita e Fávio Pena, vão juntar-se em palco as vozes da Petra e do Janita Salomé, entre outras surpresas prometidas.

6. Começou ontem, na igreja de S. Tiago, em Palmela, mais uma edição dos Encontros de Música Experimental. O ponto forte do cartaz deste ano vai para a actuação do norueguês Biosphere, no próximo sábado.

7. Elogia-se o primeiro, fica-se desiludido com o segundo. A Time Out Lisboa prometia muito na primeira edição. Mas o segundo número, apesar do destaque que dá à bica lisboeta, não sabe o que é um garoto ou um carioca. Um dos jurados da lista das melhores bicas de café trabalha para a Nestlé e, claro, dá a pontuação mais alta a um café da casa. O director da revista clama, num exagerado exercício de provincianismo com toques "fashion", pela chegada a Lisboa da desprezível cadeia de cafés da Star****. Não fosse as restantes páginas e seria motivo para dizer "do oitenta para o oito".