quarta-feira, 30 de novembro de 2005

Tempo de antena no Juramento

(Ao abrigo do disposto no Decreto-Lei tal e tal, de não-sei-quantos-de-tal, o espaço que se segue é da exclusiva responsabilidade de tal e tal.)

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Charadas #188

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Mais Pop Dell'Arte

Lux, a 29 de Dezembro.

(Ora bolas. Não estou por cá.)

terça-feira, 29 de novembro de 2005

A noite da vingança

Não tem restado, nestes últimos dias, muito tempo para vir até aqui. Valha-nos Hendrix que depois de amanhã é feriado e que, até mesmo antes, já amanhã à noite, há um programa para fazer esquecer o dia-a-dia de trabalho:

Loosers e Mouthus na ZDB
Os Loosers começam a digressão europeia em casa, com o álbum For-All-The-Round-Suns numa mala que poderá, e espera-se que sim, trazer muitas e outras derivações. Para companheiros desta viagem por várias cidades europeias, os Loosers vão ter a companhia dos nova-iorquinos Mouthus.

6º Aniversário da Mondo Bizarre no Lisboa Bar
A festa da Mondo começa às 23h para acabar lá para as quatro da manhã. Os convidados especiais serão DJ Shimmy, no bar, que só passa sete polegadas do soul ao rock'n'roll, e DJ Volante, no clube (na caverna, portanto).

Which Creation Records band are you?

Ride
You Are... Slowdive.

You are very comfortable with the person that you
are. You are pretty traditional in a classical
sort of way. You relate most to things of a
darker, more mysterious nature. You tend to be
quiet and shy but you still manage to make
friends pretty easilly. Though your ambition is
bigger than your talents, your perseverance
will always lead you to bigger and greater
things.

Podem também fazer o teste aqui

sexta-feira, 25 de novembro de 2005

Breves de sexta-feira

1. É amanhã inaugurado o auditório do novíssimo Centro de Artes de Sines. O primeiro espectáculo estará a cargo do Bernardo Sasseti Trio e tem início marcado para as 22h.

2. O primeiro álbum dos Censurados vai ser reeditado em CD para acompanhar uma das próximas edições do Blitz.

3. Começa hoje o Tatoo Rock Festival. Até Domingo, passarão pelo Clube Lua, em Lisboa, Mata Ratos, God, V8Wankers, Texabilly Rockers e Tara Perdida, entre outros nomes, num evento onde além das óbvias sessões de tatuagens (com concurso e tudo), acontecerão ainda "fetish shows" e coisas do género.

4. Amanhã é a primeira noite de música do Out.Fest, no Barreiro. Ao palco dos Ferroviários subirão Fish & Sheep, Lemur, Homemcãovelhomorto e One Might Add.

5. Amanhã é também dia para a festa da Oxigénio, no Club Sabotage (antigo ABS), em Santos. Do cartaz fazem parte os nomes de Jamie Lidell, Who Made Who e Jackson and His Computer Band, além de um programa de deejaying garantido pelos animadores da estação de rádio.

6. Pelas mesmas razões invocadas ontem, é bastante provável que não haja charada hoje...

quinta-feira, 24 de novembro de 2005

É hoje!

POR LISBOA:

TOASTERS, no Mercado da Ribeira, com primeira parte dos Westbound Train. Não se pode perder!

A NORTE:
Começa também hoje o Sons em Trânsito, com um cartaz fantástico que se prolonga por este e pelo próximo fim-de-semana. A abertura vai ser feita com Faiz Ali Faiz e Victor Gama, em Aveiro, e Celso Fonseca, em Famalicão. O destaque dos próximos dias vai para Mahmoud Ahmed, Armenian Navy Band, Corey Harris, Toumani Diabaté e June Tabor. Toda a informação está disponível no site oficial do festival.


(Hoje é também dia de muito trabalho por estas bandas e de uma complicada luta contra o relógio, daí que não seja provável que apareça a habitual charada diária...)

quarta-feira, 23 de novembro de 2005

Ainda as cassettes


Vários artistas, "Sub Pop 200" (Sub Pop, 1988)

Após o fim das emissões da 91.6 (90.0 no Porto, salvo erro), a rádio deixou de ter interesse enquanto companhia para a condução. Houve então que voltar a dar uso ao esquecido leitor de cassettes. E a primeira escolha resultou de tal maneira que a cassette ainda não saiu de lá. Mesmo depois de passados todos estes anos, esta colectânea da Sub Pop continua a ter alto rendimento. Viva a Sub Pop.
Alinhamento:
1 Sex God Missy - Tad
2 Is It Day I'm Seeing? - Fluid
3 Spank Thru - Nirvana
4 Come Out Tonight - Steven Bernstein
5 The Rose - Mudhoney
6 Got No Chains - Walkabouts
7 Dead Is Dead - Hale, Terry Lee
8 Sub Pop Rock City - Soundgarden
9 Hangin' Tree - Green River
10 Swallow My Pride - Fastbacks
11 The Outback - Blood Circus
12 Zoo - Swallow
13 Underground - Chemistry Set
14 Gonna Find a Cave - Girl Trouble
15 Split - Nights And Days
16 Big Cigar - Cat Butt
17 Pajama Party in a Haunted Hive - Beat Happening
18 Love or Confusion - Screaming Trees
19 Untitled - Steve Fisk
20 You Lost It - Thrown Ups

A melhor intérpetre de theremin do mundo

Eu já vi muito virtuoso do theremin, o estranho instrumento que não é tocado, literalmente, e que foi inventado pelo russo Lev Sergeivitch Termen em 1919. Reformulo: pensava eu que se tratavam efectivamente de virtuosos. Mas ontem precisei de fazer uma actualização da palavra, depois de ter visto a actuação de Pamelia Kurstin no concerto do grupo do qual faz parte, os Barbez, de Montreal. É que ela não se limita a longas suspensões harmoniosas ou a frenéticos movimentos espasmáticos que eu via nos outros intérpretes (e que, ainda assim, já achava fabulosos). Ela consegue mesmo retirar do theremin (um moog theremin, a propósito) qualquer tipo de frase melódica, com a delicadeza de uma harpista treinada ou a presença segura de uma boa cantora lírica. Dizia-me ao final o Pedro Gomes que ela havia sido considerada por Bob Moog, meses antes de este morrer, a melhor intérprete de theremin do mundo. Não fui confirmar, mas não me custa nada a crer no elogio...

Charadas #187

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terça-feira, 22 de novembro de 2005

Charadas #186


(pista: ingleses)

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#178 - teen age riot, sonic youth
#177 - brown sugar, rolling stones
#176 - killing an arab, the cure
#175 - t.v. eye, the stooges
#174 - sound and vision, david bowie
#173 - rockin' in a free world, neil young
#172 - sunday morning, velvet underground & nico

segunda-feira, 21 de novembro de 2005

A Puta voltou!

Do primeiro editorial desta nova versão:
«Então é assim: um ano passou desde a última vez que a Puta deu notícias. Um longo período de hibernação forçado e fora de época ? há quem diga que foi apenas preguiça ? que agora termina. Depois de muitas reuniões e falsas partidas, que não foram mais do que desculpas para beber cerveja de qualidade frequentemente duvidosa, chega enfim a primeira edição d´A Puta da Subjectividade ? versão 2.0. (...)
Assim, a Puta volta com novo embrulho (um layout assumidamente datado mas ainda assim encantador - e com letras que dão para ler), uma carteira de novos colaboradores e, como principal novidade, uma periodicidade fixa: em vez de um cabide online de actualizações meteóricas passa a ser uma webzine com novos conteúdos todas as quartas-feiras e um novo editorial todos os meses. (...)»

Mais em www.aputadasubjectividade.net.

Link Wray (1929-2005)

Morreu o avô do power chord...

Charadas #185


(Desenho de Telma Veiga, da Escola Básica de Vale de Cavalos, 1999)

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sexta-feira, 18 de novembro de 2005

Parem as rotativas!

ELECTRELANE, FELIX KUBIN E LES GEORGE LENINGRAD NA CASA DA MÚSICA, DIA 10 DE DEZEMBRO!
(É o site dos Les George Leningrad que o diz... Obrigado, Baigs, pela dica.)

A propósito das cassettes

A propósito do link (ver mais abaixo) para aquele autêntico museu de cassettes e antes que venha daí mais um apelo à nostalgia e "aos bons velhos tempos", acho que é necessário refrear os ânimos e lembrar exactamente o que eram esses tempos da cassette. Inspiro-me numa carta que um leitor da Wire enviou e que foi publicada nesta última edição. A missiva dele vinha justamente responder ao destaque que a revista havia dado, meses antes, a um nostálgico da cassette (já não me recordo se era uma instalação, um livro ou até mesmo uma obra musical editada nesse formato). No meu tempo de adolescente, não era muito o dinheiro que me sobrava da minúscula (mas justa) mesada dos meus pais para comprar discos, fosse em vinilo ou no incipiente CD, pelo que cheguei a acumular para cima de setecentas ou oitocentas cassettes. Daí que me rogo ao direito de ter alguma autoridade para falar do MAU que era o tempo da cassette, por comparação aos dias de hoje. Não tenho essa Wire comigo, neste momento, e repetirei certamente algumas das características que o leitor da Wire enumerou, de uma forma até bastante pungente para quem se famialiriza com essa experiência, e, talvez, acrescentar algumas. Aqui vão elas (quem se lembrar de mais, que acrescente nos comentários):

#1 - Para encontrar a faixa que queríamos, era um pesadelo. Alguns leitores mais inteligentes da última geração vinham já acompanhados de um sistema que identificava as pausas, mas, ainda assim, éramos obrigados a esperar que a fita corresse até ao sítio certo. Que perda de tempo.

#2 - No tempo dos álbuns em vinilo, a duração das cassettes de 90 minutos até possibilitava a gravação de um disco em cada um dos lados, mas quando chegaram os CDs e a duração padrão dos 70 minutos, veio a dor de cabeça de ficar com álbuns cortados entre um lado e outro. Por vezes, a última canção do lado A ficava mesmo cortada, levando-nos posteriormente a irritantes coitus interruptus quando a fossemos ouvir por engano e, de repente, naquele momento empolgante, zás, acaba a fita. Uma gestão mais cuidada do espaço durante a gravação podia evitar este problema, é certo, mas as cassettes nem sempre tinham a mesma duração. Mais ainda: o que fazer com o espaço livre no lado B? A opção, por estes lados, era a de gravar singles, de preferência ligados a esse mesmo álbum, mas nem sempre era fácil fazer essa ligação óbvia. Estas dúvidas chegavam a ser existenciais.

#3 - As cassettes tinham a porra da mania de se gastarem com o tempo. Quantas versões diferentes não tive eu de gravar do primeiro álbum dos Mão Morta ou do "It's Alive" dos Ramones? Desesperante.

#4 - Havia também uma característica que se evidenciava particularmente com o tempo e com o uso dado à cassette que era a alteração drástica que os primeiros minutos da fita sofriam ao nível da equalização sonora. No início da fita, perduravam apenas as frequências graves, como que se durante a primeira faixa, os músicos estivessem a tocar dentro de um aquário. Era assustador.

#5 - Para quem ouvia muita música, havia a garantia que tinha de tomar uma de duas opções: ou renovava o material onde ouvia as cassettes ou tinha que constantemente andar a afinar o parafuso que comandava a cabeça de leitura, com uma chave de fendas minúscula, sem nunca ter a certeza de estar a fazer a afinação mais apurada. De loucos.

#6 - Quantas fitas não ficaram irremediavelmente trituradas no mecanismo do leitor de cassettes? E se por acaso não estávamos lá quando isso acontecia? Apetecia-nos atirar com o leitor à parede.

Continuem, por favor, que eu já estou retro-deprimido...

Earth

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Earth "Hex: Or Printing In The Infernal Method" (Southern Lord, 2005)

Esquecidos na inundação grunge que varreu Seattle e quase todo o estado de Washington no início dos anos 90, os Earth regressam agora com um álbum de estúdio, quase dez anos depois de "Pentastar: In the Style of Demons". Doom metal, como ainda lhes chamam, ao ritmo lento de uns Labradford e sem guitarras saturadas (ao ponto de alguém já ter apelidado este disco de "black americana").
Impossível? Claro que não. E é um disco genial. Oiçam An Inquest Concerning Teeth.

Cassette Jam '05


(carreguem na cassette)

Indecisão do dia

Reggae do Horace Andy (Clube Lua) ou free folk do P.G. Six e da Samara Lubelski (ZDB)?

Charadas #184



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quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Charadas #183



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quarta-feira, 16 de novembro de 2005

Estará a Europa fora de moda?

Isto passou-me pela cabeça algures no primeiro ou no segundo encore dos Young Gods na Aula Magna, há alguns dias. Os Young Gods, suíços, vieram cá celebrar os 20 anos de carreira. Meses antes, os Einstürzende Neubauten, alemães, trouxeram ao CCB a digressão dos 25 anos.
A menção à naturalidade destes dois grupos é intencional. Recuando alguns anos no tempo -- não é preciso ir muito longe, até porque há vinte ou há vinte cinco anos não era mais do que uma criança a quem a música pouco ou nada dizia --, e recordando o panorama de então, tínhamos que o rock independente que cá chegava era essencialmente de origem europeia. De Espanha, ou melhor, da Galiza, chegavam-nos os Resentidos com o seu "Fai un Sol de Carallo"; de França, os Indochine e os Mano Negra; da Bélgica, os Front 242; da Irlanda, os Virgin Prunes (e até, de certa forma, os U2); da Escócia, os Jesus and Mary Chain; da Inglaterra, um número infindável de nomes, como sempre aconteceu; da Alemanha, e além dos Neubauten, apareciam também muitos outros nomes, como os Sprung Aus den Wolken; até mesmo da antiga Jugoslávia chegavam cá os sons de grupos como os Laibach. Poderíamos estender esta lista a praticamente todos os países da Europa e até imaginar um festival eurovisão da canção alternativa...
Não é que não chegasse cá o que se fazia além Atlântico. Os nomes de grupos como os Sonic Youth, os Melvins, os Cramps, os Dinosaur Jr., entre outros, ecoavam por esta terra em circunstâncias semelhantes às dos que já foram citados. E ainda bem.
Mas se olharmos para o panorama actual, fica-se com a sensação que algo aconteceu na nossa velha Europa. Será que a única coisa que existe, além de meia-dúzia de estranhas bandas que persistem em comemorar décadas de carreira, são fenómenos passageiros essencialmente ligados à electrónica? Ou será que o que efectivamente mudou foi apenas a forma como olhamos para esta Europa ou, melhor, de como deixámos de olhar para ela? O que não vemos é como se não existisse?
No passado, antes da internet, os canais mediáticos que tínhamos ao nosso dispor, e que neste contexto de rock independente compreendiam essencialmente o Blitz, o NME, o Melody Maker, as fanzines locais e uma ou outra revista de referência internacional, eram naturalmente euro-centristas. Hoje, as principais publicações de referência são norte-americanas, com especial evidência para os verdadeiros criadores de micro-cenas e micro-hypes (na base de grandes fenómenos posteriores, muitas das vezes), que são os sites de vanguarda como o pitchforkmedia.com, o tinymixtapes.com ou o stylusmagazine.com, entre outros. Para reforçar a ideia que o centro dos acontecimentos está definitivamente do lado de lá, as agendas das próprias publicações europeias estão cada vez mais subordinadas às novidades que derivam dos canais de divulgação acabados de citar, não conseguindo ter a mesma eficácia na divulgação dos fenómenos locais.
Em suma, a música feita na Europa -- excluindo, como se compreende, o Reino Unido -- poderá estar a sofrer da mesma incapacidade de ser reconhecida que, a um plano mais micro, a música portuguesa sofreu desde sempre fora de fronteiras. Não é nenhuma mentira que, ao longo de todos estes anos, foram muitos os projectos e até mesmo algumas "cenas" portuguesas que não teriam morrido quase à nascença, se tivessem logrado obter maior interesse mediático lá fora. Como se se interrogava mais acima, o que não se vê é como que não exista. Olhando para o panorama actual, parece que este "handicap" adquiriu contornos europeus.
Não há, neste raciocínio, qualquer intenção de minorar a relevância e a qualidade da maioria dos músicos e fenómenos com origem do outro lado do Atlântico. Existe apenas a constatação de que dificilmente se reunem hoje as condições para nascerem outros Young Gods...

Charadas #182

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terça-feira, 15 de novembro de 2005

Charadas #181

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Pista: isto é um "gadget" usado para massagens craniais (este ano havia-os à venda nas tendas friques do FMM Sines, por ex.), posterior à criação da canção com o mesmo nome e do estranho electrodoméstico, também com a mesma designação, surgido num filme de um conhecido realizador nova-iorquino.

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segunda-feira, 14 de novembro de 2005

Barreiro em alta

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Algumas breves

1. Os CAVEIRA são os maiores. O Devendra desiludiu-me, ainda que tenha salvo o barco de encalhar, à medida que o concerto foi-se aproximando do fim. Hey you friggin' Devendra nu-hipster fans, don't shoot me!

2. Por falar em CAVEIRA, o trio vai estar no Out.Fest, um festival organizado pela malta do Barreiro aka malta do projecto Frango. O cartaz segue dentro de momentos.

3. No ano em que houve possivelmente a melhor organização (nada de registar a nível de cancelamentos de última hora e concertos a começarem mais ou menos a horas), o Número registou a mais fraca afluência de sempre (e talvez mesmo o pior cartaz musical). É pena. Há seis anos, muitos de nós imaginávamos que a ambição projectada para este evento o iria consolidar, a médio prazo, como um festival de referência, aproximando-o de uma inevitável comparação com o Sonar de Barcelona, no que diz respeito, pelo menos, à música.

4. O Luís Bandeira, da Naked, fez-me o favor de avisar que os irlandeses God is an Astronaut -- falava-se do disco deles aqui, há alguns dias -- vão estar no Santiago Alquimista, a 13 de Janeiro, com os portugueses Linda Martini. Por falar nestes últimos, o Lounge, no Cais do Sodré, vai recebê-los já esta próxima sexta-feira.

5. O Sons em Trânsito, programa imperdível de músicas do mundo que vai acontecer por uma série de cidades do Norte do país a partir de 23 de Novembro, já tem site oficial: www.set.com.pt

Charadas #180



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quinta-feira, 10 de novembro de 2005

Meira Asher, hoje, amanhã e depois!


(Não que não haja assuntos para serem abordados, bem pelo contrário, mas tem é havido qualquer tempo para vir actualizar o blogue. Fica o aviso para o concerto imperdível de Meira Asher, esta noite, na ZDB. A israelita vai também à Guarda e a Famalicão, amanhã e depois, respectivamente.)

terça-feira, 8 de novembro de 2005

Charadas #179



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segunda-feira, 7 de novembro de 2005

Fãs do ska: concerto obrigatório no Mercado da Ribeira!


É uma grande notícia, pelo menos aqui para o gerente do tasco. A mais animada e mais interessante (e provavelmente a única) banda de ska da actualidade, vem a Lisboa, já no próximo dia 24, para um concerto no Mercado da Ribeira. Não se pode perder uma coisa destas!
SHOCKA' PAPAPAAA SHOCKA' SHOCKA' PAPAPAA SHOCKA' SHOCKA'!

Charadas #178


(Pistas: a banda é americana; a canção tem três palavras, embora muita gente possa pensar, à primeira, que se trata de apenas duas.)

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sexta-feira, 4 de novembro de 2005

Pirilampos e céus limpos


God is an Astronaut, "All is Violent, All is Bright" (Revive, 2005)

Há dias em que discos como este aborrecem, de tão iguais que acabam por ser a milhares de outras espécies do mesmo rebanho de copistas dos Mogwai ou dos Godspeed. Nesse mesmo saco cabem os From Monument to Masses, os Explosions in the Sky, os Mono, os La Muñeca de Sal, e, entre muitos outros, estes irlandeses God is An Astronaut. Há dias, como dizia, em que estes discos aborrecem. Há outros, porém, em que dominam impiedosamente a atenção auditiva. E "Fireflies and Empty Skies" é um daqueles temas que conseguem, nesses dias, desconchavar-nos...

Charadas #177



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quinta-feira, 3 de novembro de 2005

Mondo Bizarre #24

Já saiu da gráfica o nº 24, estando prestes a aparecer num dos pontos de distribuição habituais, entre hoje e os próximos dias.
O destaque desta edição vai para: Boards Of Canada, Richard Hawley, Lightning Bolt, Pelican, Death Cab For Cutie, The Skaters, Super Furry Animals, Richard Swift, Animal Collective, Silver Jews, Why?, Bor Land, Flanger, Franz Ferdinand, The Vicious Five, Devendra Banhart, The Deadly Snakes, Rogue Wave e The Weatherman.
Atenção também para o site, onde se pode encontrar uma entrevista exclusiva a Meira Asher.
E no final do mês, dia 30, para celebrar mais um aniversário da Mondo Bizarre, vai haver festa no Lisboa Bar, com a presença dos DJs Shimmy (no bar) e Disco Volante (no club). A entrada é livre.

Charadas #176



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quarta-feira, 2 de novembro de 2005

Charadas #175



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