segunda-feira, 31 de outubro de 2005

O Paiva...

...foi despedido do Blitz. Boa sorte, Paiva.



(O que faltará mais?)

Loosers na Arthur

Arhtur Magazine, nº 18, Novembro de 2005. Na coluna habitualmente assinada por Byron Coley e Thurston Moore, fala-se de Loosers:
Our knowledge of the Portuguese underground is not what it should be, we admit it. But it just got a little better, with the arrival of two records by the Loosers. Not that there's much findable info at hand, but the sounds themselves are sweet. A trio, the Loosers do a surprising number of things at once. Their basic focus is art-damaged power-pus, but they do it in a variety of ways, recalling everyone from Sonic Youth to Jackie O Motherfucker at various times. Their first LP is For All the Round Suns (Ruby Red) and it is a pretty wonderful blend of several generations of underground nonsense - from Birthday Party to NNCK to My Cat Is An Alien - and could easily be the best new CDR from Brooklyn this week, if you know what we mean. But it's a dandy looking LP and that ain't hay. Nor is their second LP, Slugs (Ruby Red), although it is not quite as overloaded with sheer idea-wattage, taking more the form of debased prog-grope excursions onto the ramp of the ringed percussive o-mind. It's a nice trip, with flutes and toots up the old wazoot. Why they only pressed 100 is anyone's guess.

Obrigado pela dica, Space Moth.

sexta-feira, 28 de outubro de 2005

Breves de sexta-feira

1. Bauhaus de volta a Portugal, para concerto único no Coliseu do Porto. 17 de Fevereiro.

2. Hoje A: Uri Caine na Culturgest. Sábado é no Teatro Aveirense e domingo é na Casa das Artes de Famalicão.

3. Hoje B: DJ Spooky no Mercado. O virtuoso giradisquista apresenta-se no novo espaço do Mercado, na rua das Taipas (junto ao Bairro Alto, próximo da esquadra da PSP).

4. Hoje C: entrada gratuita na Caixa Económica Operária, para uma série de actuações na área das electrónicas experimentais: Sci-Fi Industries, Flat Opak, Slow Soldier e Structura, com giradisquismo do DJ Goldenshower e visuais de L'Ego. É a partir das 22h30.

5. Hoje D: reabre a Casa Verdades de Faria - Museu da Música Portuguesa, no Estoril. A re-inauguração é feita com a presença do coro da CML, mas o programa de amanhã e domingo inclui ainda a actuação de vários grupos: Zés Pereiras de Sanfins do Douro, Pauliteiros de Miranda do Douro e Galandum Galundaina, Quarteto com piano de Moscovo e Solistas da Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras. A Casa Verdades de Faria reúne, entre outras peças, espólio do etnomusicólogo Michel Giacometti. Mais informações em www.cm-cascais.pt/cascais.

Charadas #174

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anteriores:
#173 - rockin' in a free world, neil young
#172 - sunday morning, velvet underground & nico

quinta-feira, 27 de outubro de 2005

Iconoclasia #1


"Todos os Olhos", Tom Zé, 1973

A capa de "Todos os Olhos" tornou-se famosa, particularmente nos últimos anos, depois da recuperação pública do génio dos génios brasileiros -- Tom Zé -- tendo recebido inúmeras distinções em todo o mundo ocidental. Diz o mito que aquele olho é um outro olho que não daqueles que servem para ver, e essa até foi, de facto, a ideia original, o que não deixa de assumir um contorno especial, pois o disco foi lançado em plena ditadura militar no Brasil, passando incólume pelos censores, os quais não terão percebido a provocação da mensagem implícita. Ninguém pode retirar a genialidade à ideia, nem tão pouco ao resultado final, porém, aquilo que ali se vê não é um olho (seja qual for a liberdade de linguagem aqui ímplicita). É, na verdade, uma boca. Mas o melhor mesmo é ler uma crónica publicada recentemente num jornal brasileiro, onde se explica toda a verdade sobre a capa de "Todos os Olhos":
www.cartacapital.com.br. Ao que parece, nem o Tom Zé sabia disto...

Charadas #173a

Uma vez que a charada #173 se estava a revelar difícil, da forma como estava anteriormnete, aqui vai uma nova versão, em ponto pequenino, para não incomodar muito:

terça-feira, 25 de outubro de 2005

Sympathy for the devil

Cá o temos de volta, com um projecto bastante diferente de tudo o que já apresentou por cá: Animator, de Kimmo Pohjonen.

Depois dos concertos no Porto e em Guimarães, ainda é possível vê-lo em:
Aveiro, teatro aveirense (hoje)
Coimbra, teatro académico gil vicente (quinta-feira)
Guarda, teatro municipal (sábado)

Bruxas!

Já não há qualquer paciência...

...para os editoriais do Vítor Rainho. Mais valia que ele voltasse a falar todas as semanas dos amigos que conhece pela noite fora. Pelo menos, nessa altura, as suas palavras eram completamente inócuas. E inodoras. Agora, têm um perfume tão pútrido que nem merecem mais qualquer tipo de comentários. Só distância.
Não fosse o interesse por boa parte dos trabalhos publicados no Blitz(*) e já estes editoriais me teriam feito perder este hábito de comprar o jornal, já lá vão praticamente vinte anos...
(*) A propósito, polegares levantados para a reportagem dos Animal Collective pelo António Pires, para a entrevista do Sardinha à Bor Land e pelos textos sobre Zorn, Kompakt, etc.

Charadas #173



anteriores:
#172 - sunday morning, velvet underground & nico

segunda-feira, 24 de outubro de 2005

Diagnóstico de globalização do juramento

(Ranking de países que já visitaram o tasco)

TOP TEN:

Portugal, 84 mil visitas
Brasil, 2661
Reino Unido, 2076
EUA, 1366
Espanha, 1271
Alemanha, 446
França, 364
Bélgica, 333
Estónia (!), 201
Canadá, 174


Outros:
Itália (149), República Checa (141), Suécia (131), Holanda (108), Suíça (86), México (82), Geórgia (78), Japão (61), Rússia (58), Singapura (46), Polónia (44), Dinamarca (42), Áustria (37), Emiratos Árabes Unidos (36), Austrália (34), Argentina (31), Chile (28), Hungria (26), Moçambique e Macau (ambos 25), Finlândia e Roménia (ambos 24), Grécia (23), Noruega (22), Peru (18), Luxemburgo e Malásia (ambos 16), Colômbia (14), Hong Kong (13), Turquia, Venezuela, Uruguai, Filipinas, Formosa e Coreia do Sul (todos 11), Irlanda, Índia e Bulgária (10), Irão, Israel e Egipto (8), Cabo Verde (7), República Dominicana e Jugoslávia (6), Angola, Lituânia, Equador e África do Sul (5), Bolívia, Panamá, Islândia, Eslovénia, Croácia e Nova Zelândia (4), Porto Rico, Eslováquia e Costa Rica (3), Malta, Paraguai, Letónia, Indonésia, Chipre, Guatemala, Tailândia, Moldávia, Qatar e Bahamas (2), Vietnam, Arábia Saudita, Kuwait, Guiana Francesa, Mónaco, Ucrânia, Jordânia, Paquistão, China, Bósnia-Herzegovina, Uzbequistão, Costa do Marfim e Belize (1).

Breves not so breves

1. As tatuagens e o rock sempre se deram bem. Levando a união de facto um pouco mais longe, a Clockwork Tattoos e a Queen of Hearts organizam o festival Tattoo and Rock Festival nos próximos dias 25 a 27 de Novembro, no Clube Lua (antigo Musicais), com a presença de Tara Perdida, Texabilly Rockers, Brutus and the Caniballs e V8Wankers (Alemanha), entre outros nomes a anunciar em breve. A representar a noiva, estarão presentes vários estúdios de tatuagens e piercings, bem como lojas de vestuário, merchandising e banda desenhada. A GNR já decidiu apresentar queixa pelo abuso da utilização do nome Tattoo. Ok, piada foleira. Next...

2. Venham mais cinco, parte II (sem qualquer relação com a parte I). Chama-se musica.pt e foi criada por cinco organizações -- Algarpalcos, hm.música, Ocarina, Vachier & Associados e o festival Atlantic Waves -- com o objectivo de promover a música portuguesa no Womex, cuja edição de 2005 arranca já depois de amanhã, em Newcastle, e se prolonga até domingo. Essa vai ser a primeira aparição pública da união musica.pt, que pretende vir a marcar uma posição forte a favor da música feita em Portugal neste género de eventos internacionais.

3. Por falar em Atlantic Waves, já está definido o alinhamento do festival de música portuguesa em Londres. Começa a 22 de Novembro, com o fado de Joana Amendoeira e Hélder Moutinho, no Spitz. No dia seguinte, o Spitz passa ao rock'n'roll, com a presença dos Dead Combo (Jim Black é o convidado) e The Legendary Tiger Man (com Billy Jenkins). Na noite seguinte, é a vez dos The Gift, Fat Freddy e Ana da Silva, ainda no Spitz. Ao quarto dia (dia 25 de Novembro), a clássica contemporânea apresenta-se por intermédio do projecto Lontano, no Purcell Room. A 27, 1-Uik Project e Blasted Mechanism atacam o Cargo. Para dia 28, no Spitz, ficam guardadas as electrónicas, que, à semelhança do ano passado, contam com a promiscuidade positiva (ou não) de artistas locais: Tonne & Américo Rodrigues, Simon Fisher Turner & Vítor Joaquim & Lia, Aki Onda & Adriana Sá & Hugo Barbosa. A improvisação marca depois os dois últimos dias, 29 e 30, ainda no Spitz, com o Sei Miguel Quarteto & Joe Morris, Manuel Mota & Okkyung Lee & Toshio Kajiwara & Tim Barnes e Ernesto Rodrigues & Guilherme Rodrigues & Angharad Davies & Masafumi Ezaki & Alessandro Bosetti. Na última das noites tocam Rafael Toral & Oren Marshall & César Burago, Margarida Garcia & Barry Weisblat & John Tilbury & Eddie Prévost, e, para terminar, Carlos Bechegas & Joëlle Léandre.

4. Nota aos produtores caseiros: as Noites CD-R, de cuja estreia se falou aqui há semanas atrás, garantiram uma presença mensal no Lounge, em todas as primeiras quartas-feiras de cada mês. Quer isto dizer que a próxima Noite CD-R acontece já no próximo dia 2 de Novembro. Mais informação aqui.

Comentários

Algo de errado se passa com o serviço de comentários da haloscan. Deve ser da segunda-feira, naturalmente.

Charadas #172

As charadas estão de volta, mas com uma pequena diferença. Não é pedido o nome do artista ou banda que está escondido por trás das imagens, mas antes o nome de um tema, o qual poderemos considerar como minimamente "clássico", para estreitar o número de possibilidades. Por ora, e com o mesmo objectivo de reduzir a escolha entre um universo tão vasto como é o das canções, é pelo rock que se começa. É preciso responder não só ao nome da canção, mas também do intérprete (o primeiro intérprete, no caso de ser um tema dado a versões).

sexta-feira, 21 de outubro de 2005

O acontecimento

Um acontecimento como o de ontem é inesquecível. Pelo exercício da improvisação, pela soberania da criatividade, a ZDB conseguiu ao longo destes onze anos fazer aquilo a que sempre se propôs, mostrar arte nas suas mais diversas formas, sem cansar, sem se tornar previsível, sem dar hipóteses a que alguém, por mais empedernido que seja, diga "antigamente é que era". Não, agora é que é, e a noite de ontem não podia ser melhor evidência.
Essa tal noite começou com uma pequena surpresa. O concerto já não ia ser no cacilheiro, mas sim num espaço qualquer, algures do outro lado do rio. Depois das avarias ocorridas em dois cacilheiros, a organização preferiu não fazer o concerto no terceiro navio colocado à disposição, um ferry com poucas condições, onde quase não cabiam as várias centenas de pessoas que ontem apareceram no terminal do Cais do Sodré. Havendo, como se sabe, males que vêm por bem, a mudança de planos proporcionou assim a utilização de um magnífico local, o antigo Clube Naval, pavilhão decrépito à beira-rio (será aquele o espaço que os responsáveis do Hard Club de Gaia andaram a sondar há tempos?), a poucos metros do Espaço Ginjal. A experiência já estava a deixar marcas indeléveis na nossa memória e ainda estavam para vir os Animal Collective, depois do aquecimento com a chinfrineira de Anla Curtis. E as expectativas viriam a ser ultrapassadas.
Talvez se perceba isto de melhor forma num concerto do que em disco: os Animal Collective são um corpo único, uma unidade orgânica completamente solidária nas suas partes, onde tudo faz sentido quando interage. Por mais fútil que possam parecer quando examinados à parte, aquele grito sincopado, aquele eco do timbalão, aquela voz proibidamente carregada de delay, só para citar alguns dos milhares de ingredientes que esta receita usa, fundem-se em algo que singulariza em absoluto o som dos Animal Collective. É nestes termos que se desenvolve o concerto. Como uma criatura viva, o som que é criado no palco, desenvolve-se, ganha diversas formas ao longo do processo: pequenas, redondas e singelas estimulam o espírito; grandes, fortes e crispadas fazem o corpo dançar. E sem pausas, promovendo a evolução ininterrupta destas diversas formas e dos diferentes temas apresentados, vários deles novos. E quando o corpo assumiu a forma de "Grass" (de "Feels", o novo álbum)? Lamento, mas receio que seja impossível de descrever esse momento em poucas palavras...
Longa vida para a ZDB.

quarta-feira, 19 de outubro de 2005

Ontem à noite, em Coimbra

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(Animal Collective no Via Latina. Foto: ARJSA)

Ontem, em Coimbra.
Hoje, pelo Porto.
Amanhã, sobre o Tejo.

Como gostar e não gostar do Last Days

(O que se segue advém da ressaca do visionamento do mais recente filme de Gus Van Sant, Last Days, alegadamente baseado nos últimos dias da vida de Kurt Cobain. Não é, naturalmente, um filme onde reine o suspense -- toda a gente sabe que a personagem principal morre no fim, aha! -- mas acho que as palavras que se seguem devem ter como destinatários exclusivos aqueles que já o viram. Eu, pelo menos, não gosto de ler muito acerca de um filme antes de o ver.)

Não gostei do Last Days...
É uma valente modorra. Blake (o Kurt Cobain de Gus Van Sant) aparece retratado como um heroinómano, presume-se, no seu mais profundo estado de decadência. Murmura, cai, levanta-se, morre aos poucos. É, porém, uma reprodução, ainda que forçada, da decadência humana que qualquer um de nós já testemunhou, entre o círculo de amigos, na vizinhança, na escola, etc. E, provavelmente, acaba por ser uma visão fiel, em certa medida, à matéria em que Van Sant se baseou para trabalhar o filme. Mas hora e meia de Blake é cansativa. Sabe-se desde o início, naturalmente, que aquela desgraça não tem qualquer saída. E isso cria angústia no espectador, não por simpatia, como cordas que reagem ao movimento de outras, mas antes porque o espectador cada vez menos aguenta as quedas e os murmúrios daquele desgraçado, cada vez menos aguenta aqueles tiques forçados de puto indie...

...mas gostei do Last Days
Quase paradoxalmente, é justamente o vazio destes últimos dias de Blake que acaba por dar valor ao filme. Van Sant podia ter feito uma bio pic cheia de "rock'n'roll glamour", repetindo tudo o que meio mundo já disse acerca do líder dos Nirvana e da sua morte. Podia ter-se espalhado ao comprido, como Oliver Stone se espalhou com o filme dos Doors. Mas conseguiu, porém, ter o discernimento de não seguir esse caminho. Blake/Cobain é um comum heroinómano em fim de viagem, tal como porventura teria sido, no passado, um puto igual a qualquer outro. Não é o líder do ressurgimento do rock'n'roll, não é o Cristo do movimento grunge (a mais grave mentira MTV de sempre), nada disso. Discordo, por isso, em absoluto com o Miguel Guedes, dos Blind Zero, quando ao fim do filme, no debate que a Medeia Filmes promoveu, se queixava por ver Kurt Cobain a ser tratado como "uma pessoa como qualquer um de nós" e que "os Nirvana e o seu líder deviam ter outro tratamento, pelo que foram". Van Sant procurou exactamente o inverso, creio. Fugiu, tal como Blake foge a todos os que o procuram durante aqueles últimos dias, à imensa cacofonia mediática posterior à morte de Cobain (ou, se quisermos, posterior à saída de "Nevermind"...)

terça-feira, 18 de outubro de 2005

MeTem nojo, Vocês

Ok, a malta até nem é inteiramente ingénua nestas coisas. Já sabia, desde tenra idade, que as palminhas e os risinhos do 1-2-3 eram "sugeridos" pela produção do programa, em cartazes que eram levantados no momento apropriado. Até o Tony Silva brincava com essa mentira televisiva, transportando-a, porventura, para o domínio das coisas que aceitamos como "normais". Mas, desde então, o mundo do espectáculo e da televisão evoluiu (nota para a produção: levantar cartaz "Rir!").

A produção do MTV Awards Lisboa 2005, aquele evento que trará à capital portuguesa a indústria mundial da música, no que de melhor (nota: levantar novamente o cartaz "Rir!") e pior possa ter, prepara-se para fazer o casting de seat fillers, papparazi, screamers e pessoas para o golden circle. O que querem dizer estes nomes? Muito rapidamente, um seat filler é alguém que substitui o artista no momento em que este sobe ao palco; um papparazi, neste contexto, é um fotógrafo a fingir, para criar no espectador a ilusão de um grande momento mediático (nota: levantar o cartaz "Ahhhh!"); o screamer é um figurante aos berros e as pessoas que vão para o golden circle, a área junto ao palco, são mais figurantes bem animados, conforme quer a produção.

O Zezinho, que assiste ao MTV Awards em casa, chegará a pensar que aquela gente grita porque é fã dos artistas que passam pelo tapete vermelho ou que sobem ao palco. Poderá imaginar até que aquelas miúdas histéricas a puxarem pelos seus cabelos são revisitações genuínas daquelas outras que nos anos 60 recebiam os Beatles nos aeroportos ou nas salas de concerto. É que essa genuidade continua a haver na música (nota: levantar cartaz "Ahhhh"), mas em círculos arredados desta grande máquina que encontra na MTV o seu principal canal de propaganda e de arregimentação de papalvos. O Zezinho, coitado, deixa-se levar pela mentira que é a televisão, e nem sabe que aquelas pessoas estão lá para cumprir a função de o ludibriar. E não é só ele que é ludibriado. As próprias pessoas que participam neste triste espectáculo nem sequer são pagas...

Mete-me nojo isto. Cada vez mais evito a televisão. O verdadeiro já nem consegue ser um momento do falso...

Nomes para o Número

Jay Jay Johanson
DJ/Rupture
Schneider TM
Rechenzentrum
Opiate
Mécanosphère
Nell'Assassin
Dub Video Connection+Fadigaz
Mau
U-Clic
The Lithium

A 11 e 12 de Novembro, no Clube Lua (antigo Musicais), no Jardim do Tabaco. Atenção que o Número Festival é muito mais do que apenas um festival de música. Há sempre um programa extenso de cinema, multimédia, exposições, etc. O melhor é consultar o programa completo em www.numerofestival.com.

Hipocrisia? (ainda a propósito do John Peel Day)

Há poucos dias, o Guardian publicou uma notícia acerca do John Peel Day, de que aqui já se falou. O artigo cita Andy Kershaw, amigo e camarada de Peel na Radio One, que tece alguns comentários controversos a propósito do aproveitamento que alguns executivos da BBC estão a fazer da memória do mais carismático locutor de rádio de sempre:

Peel memorial concert hits wrong note, says DJ
Thursday October 13, 2005
The Guardian

The inaugural John Peel Day opened with a charity concert at London's Queen Elizabeth Hall last night, amid a claim that he would not have approved of the event's "maudlin" and "nostalgia-driven" tone. Peel, who died in October of a heart attack, was being honoured by BBC Radio 1 for his lifetime's championship of new music.

Andy Kershaw, his friend and former Radio 1 colleague, yesterday questioned whether Peel Day was a fitting memorial. "John wouldn't have liked it," he said. "He'd think it was maudlin. He would also object on the grounds it was nostalgia-driven. He'd think we ought to spend less time doing stuff like this, and more time ploughing through stacks of records looking for the next new band." Kershaw, who now hosts a world music programme on BBC Radio 3, described the event's organisers as hypocrites who ought to have appreciated Peel more when he was alive.

Peel worked for Radio 1 from its 1967 birth. But in the months before his death at 65, he was reportedly unhappy, and upset by a decision to shift his show. "He particularly didn't like the fact he was moved so that he didn't finish work until one in the morning," said Kershaw.

When Peel died, Kershaw gave Channel 4 News an interview recounting their last conversation. "I said to him [that] he didn't look too good. And he said, 'No, I feel terrible.' He had been diagnosed diabetic a couple of years ago, and he was also finding it really hard that Radio 1 had moved him even later into the night. Marginalised is the correct word. [It] pushed him from 11pm to one o'clock in the morning and he actually said, 'It's killing me.'" Yesterday Kershaw stood by the comments. "I'm not going to go down that road again," he said. "But it's all on public record. I don't retract a word of what I said because I was merely reporting what he said to me."

Jason Carter, executive producer of live events at Radio 1 and organising Peel Day, said: "There was no suggestion from Peel's people that he was unhappy with the new time slot at all. I know the controller of Radio 1 sat down with him personally to discuss it. So far as I know he was perfectly happy about it."

(...)


O resto do artigo pode ser consultado no Guardian, que dedica igualmente um amplo espaço de tributo ao apresentador em www.guardian.co.uk/arts/johnpeel.

segunda-feira, 17 de outubro de 2005

Meira Asher também na zdb!

É mais um rol de concertos à fartazana, na galeria Zé dos Bois. A israelita Meira Asher, da qual já se sabia do seu regresso a Portugal, para concertos na Guarda e em Famalicão, vai também apresentar o seu espectáculo com Guy Harris na ZDB, no dia 10 de Novembro. Mas até ao final do mês que vem, há ainda outras novidades interessantes, como é o caso de Lou Barlou, que não se fica pelo Mercedes, a 12 de Novembro, e desce à capital para um concerto na galeria, no dia anterior. É o caso também de P.G. Six, com data marcada para dia 18 do mesmo mês. E ainda há muito mais.
Já é corriqueiro dizer-se que a zdb está de parabéns, mas esta semana a ocasião é mesmo de festa, pois celebra-se o 11º aniversário do espaço, ou, melhor, do conceito, com um aguardadíssimo concerto dos Animal Collective a bordo de um cacilheiro. E parece que o concerto do dia seguinte, já em terra firme, na rua da Barroca, deverá ser, no mínimo, estrondoso: entre outras referências, os alemães Monno vêm creditados no PR da ZDB como "admiradores dos Zu e dos Lightning Bolt"... Se, por um lado, já se espera e desespera por um concerto de Lighting Bolt há imenso tempo, por outro, fica o testemunho de que os italianos Zu proporcionaram uma das melhores experiências de cruzamento entre jazz, rock e metal que a ZDB jamais albergou... Eu juro!

Falta ainda menos


Um dia para Coimbra.
Dois dias para o Porto.
Três dias para o Tejo.

sexta-feira, 14 de outubro de 2005

Um ano depois de John Peel

É estranho, mas está quase a fazer um ano. Foi a 25 de Outubro do ano passado que John Peel morreu, vítima de um ataque cardíaco ocorrido durante o gozo das férias do seu métier habitual: contagiar ouvintes de todo o mundo, aos microfones da BBC Radio One, com um entusiasmo genuíno e único pelas novas e velhas músicas populares. Para assinalar a passagem desta data, a BBC preparou o "John Peel Day": seis horas de música, com seis apresentadores, e... cerca de 500 concertos de tributo a decorrer por todo o Reino Unido. No dia 24 (repete dia 27), será possível escutar -- na Radio 6 -- o primeiríssimo programa de Peel para a BBC, de Outubro de 1967. Há muito para ver e escutar no site dedicado ao radialista: www.bbc.co.uk/radio1/johnpeel/.

(Para os coleccionadores de Peel Sessions, tal como o gerente aqui do tasco, prestem atenção à lista que a BBC disponibilizou com, aparentemente, todas as transmissões ao longo destes últimos quarenta anos. É informação de grande relevo, pois até agora só havia um livro esgotadíssimo -- o António Sérgio é a única pessoa que conheço que o tenha, por cá -- com referências a todas as Peel Sessions até 91 ou 92, sendo que após essa data, um site montado por outro coleccionador complementava a informação. Agora, aparentemente, está tudo completo. É de aproveitar.)

Falta pouco


Faltam quatro dias para Coimbra.
Faltam cinco dias para o Porto.
Faltam seis dias para o Tejo.

quarta-feira, 12 de outubro de 2005

Sigur Rós esgotam Lisboa...

...mas têm data extra para o Porto, informa a Música no Coração, que promove os concertos dos islandeses no Coliseu dos Recreios, a 20 de Novembro, e, agora também, no Coliseu do Porto, no dia anterior. O comunicado informa ainda que os espectáculos vão ter a primeira parte assegurada pelo quarteto feminino Amina.

A vizinhança faz rádio

É com grande alegria que este tasco recebe a notícia de que o vizinho Luís Rei (cronicasdaterra.weblog.com.pt) vai ressuscitar o seu mítico programa de rádio, o "Terra Pura" (quem se lembra de acordar cedo aos domingos para ligar a Xfm?), na emissora online do Instituto Superior Técnico, RIIST -- parece que temos o espírito da RUT a regressar de uma vez por todas -- e na Rádio Clube de Alcoutim (Algarve). O programa vai para o ar às sextas-feiras, entre as 21h e as 23h, na RIIST, e no Domingo, a partir das 22h, no caso da RCA. Mais informações nas Crónicas.
Ainda na RIIST, outro vizinho, o Nuno Proença, que, tal como o Luís Rei, fez parte da equipa Musicnet, leva o seu blogue (a ampola faz pop - ampola.blogspot.com) à rádio, com um programa semanal, às segundas-feiras, a partir das 17h.

Colectânea Pop Dell'Arte

Diz o Nuno Galopim, no blogue que partilha com João Lopes (sound--vision.blogspot.com), que os Pop Dell'Arte vão lançar ainda este ano uma colectânea de êxitos que incluirá ainda alguns inéditos, entre os quais se encontrarão, possivelmente, aqueles que foram ouvidos no Forum Lisboa, no passado mês de Julho.
O que a malta queria era mesmo um álbum, mas como as novas gerações estão tão afastadas dos Pop Dell'Arte, venha daí a colectânea. Mesmo que há poucos anos tenham já sido reeditados os álbuns do grupo...

terça-feira, 11 de outubro de 2005

Notícias SY

1. Recuperaram, alegadamente, boa parte do material roubado em 1999.
2. Jim O'Rourke vai deixar a banda.
3. O próximo álbum vai chamar-se Sonic Life.
4. Parece que o SYR6 tem -- FINALMENTE -- data de saída mais ou menos agendada (ainda este ano).
5. Depois das reedições em versões de luxo de "Dirty" e, mais recentemente, de "Goo", fica reservado para o ano que vem o novo lançamento do mini-álbum de estreia, "Sonic Youth", e do álbum do Thurston Moore, "Psychic Hearts".
A conferir em www.tinymixtapes.com

Se todos os jornalistas na área da música fossem assim...

Conferir reportagem-entrevista da Ana Markl à Fanfare Ciocarlia, no Blitz de hoje.
(Actualização: parece que nem toda a gente percebeu, mas isto era uma espécie de elogio!)

Estrado abandonado

A todas as bandas, a todas as salas:

Na rua Castilho, no passeio oposto ao do Hotel Altis, encontra-se desde domingo um estrado (com elevação até, mais ou menos, um metro de altura) abandonado pela TVI. Deve ter servido para o acompanhamento da noite eleitoral do PS, mas, por certo, ter-se-ão esquecido dele.
É um estrado útil para teclistas (ou para guitarristas que têm a mania que são estrelas...), para DJs, etc., e está aqui mesmo às mãos de semear...
Ladrão que rouba a TVI tem cem anos de perdão...

A aventura dos Loosers

tour com/with Mouthus

30.11 - Lisbon - Galeria Zé dos Bois - www.zedosbois.org
1.12 - Madrid - Sala Revolver - www.gsshgssh.com
2.12 - Barcelona - Pocket Culb - www.pocketbcn.com
3.12 - Montpelier - tbc / a confirmar
4.12 - Lyon - tbc / a confirmar
5.12 - Geneve - Le Kab - www.lekab.ch
6 - tbc
7 - tbc
8 - tbc
9.12 - Utrecht - Impakt Festival - www.impakt.nl
w/Supersilent
10.12 - Hasselt - Belgie kunstencentrum - www.kunstencentrumbelgie.com
11.12 - Rotterdam - Worm - www.wormweb.nl
12 - tbc
13.12 - Paris - Instant Chavire - www.instantschavires.com
14 - tbc
15 - tbc
16.12 - Bordeaux - La Centralle
17.12 - Bilbao - Festival MEM - www.musicaexmachina.com
W/ David Thomas (Pere Ubu)
18.12 - Vigo - Clube Vademecum - www.clubevademecum.com
19.12 - Porto - tbc / a confirmar
20.12 - Coimbra - tbc / a confirmar

(para ir conferindo em www.loosersarefree.com/novidadesnews.htm)

sexta-feira, 7 de outubro de 2005

A feira

Abriu hoje a 7ª edição da Mega-Feira Internacional do Disco, no habitual piso -2 da Gare do Oriente, em Lisboa. A feira, que reúne vendedores e coleccionadores portugueses e internacionais, decorre até domingo. Haja dinheiro...

Teatromania

A revista Actual, do Expresso, dá conta, num interessante artigo, dessa verdadeira "Teatromania" que tem assolado -- e, em tese, ainda bem -- as autarquias deste país. O mais interessante de saber é que, apesar da peça dar conta de exemplos de novas salas construídas ou recuperadas em algumas dezenas de concelhos, ainda há muito mais pelo país fora, entre salas que foram inauguradas nos últimos cinco a dez anos e salas que estão neste momento em construção. As infraestruturas estão a mudar a olhos vistos. Agora é ver quando é que as mentalidades também fazem essa mudança desejada.

quarta-feira, 5 de outubro de 2005

A santíssima trindade do bom gosto

Há poucos dias, numa aula de música para bebés que o meu Tomás começou entretanto a frequentar, uma mãe perguntava à professora se era bom para o seu filho ouvir, um, música clássica, dois, jazz, e, três, música brasileira. Um imediato momento de alguma fraqueza levou-me a julgar as aparências daquele casal. Classe média alta, na casa dos trinta anos, com a ameaça por perto dos quarenta. Alcovitice à parte, fiquei a pensar naquele triumvirato... Música clássica, jazz e música brasileira. Quantas pessoas, de classe média e alta, das mais diversas idades, não deixam de encontrar nas palavras "música clássica", "jazz" e "música brasileira" um sinónimo de bom gosto, sem sequer se darem conta das generalidades absurdas que estes termos abarcam? Será que para a tal mãe, a música clássica é apenas Mozart, Beethoven e mais um punhado de compositores anteriores ao século XX? Que o jazz é apenas Diana Krall e mais um punhado de intérpretes daqueles-que-não-incomodam-muito-o-ouvido? Que a música brasileira é apenas Tom Jobim e Elis Regina? Eu quase que apostaria, mas achei que estava a querer meter-me em demasia na vida dos outros...
Eu nem quero ter bom gosto!

terça-feira, 4 de outubro de 2005

Ops.


Devido a um esquecimento absolutamente patético (quem é o idiota que gere esta porcaria?), faltava mencionar, na agenda ao lado, o concerto de amanhã deste grande senhor. O erro foi entretanto remediado.
John Cale @ Grande Auditório do CCB
5 de Outubro de 2005, 21h
Bilhetes de 10 a 45 euros.

Noite CD-R

Já se fez lá por fora e agora vai-se tentar adaptar o formato a Lisboa. Qualquer produtor de andar por casa -- no pun intended -- tem aqui oportunidade para ensaiar os seus temas gravados -- num CD-R, daí o nome -- em público, num espaço nocturno habitualmente dado a outros tipos de giradiscanço. Amanhã, no Lounge, a partir das 23h, acontecerá a primeira noite "Noite CD-R", organizada por Manuel Calapez que já participou neste tipo de eventos em Londres. Para mais informações, é favor deslocar-se aqui.

Pugilismo

"You see, man, Prez has the technical anxieties of a money-making musician, he's the only one who's well dressed, see him grow worried when he blows a clinker, but the leader, that cool cat, tells him not to worry and just blow and blow--the mere sound and serious exuberance of the music is all he cares about. He's an artist. He's teaching young Prez the boxer.
Jack Kerouac, On The Road

Nada digno, nada respeitoso

António Modesto Navarro, actual presidente da Assembleia Municipal de Lisboa e número dois da lista da CDU para as eleições autárquicas na capital, acha que a gestão do Forum Lisboa "tem sido um pouco exagerada, com actividades poucos dignas e respeitosas", segundo declarações ao jornal Correio da Manhã, que dá conta da passagem da gestão do espaço para as mãos da Câmara, em conjunto com a própria Assembleia. Pena que a notícia, como já vem sendo habitual neste tipo de publicações, não questione o sr. presidente relativamente às "actividades pouco dignas e respeitosas" a que se refere.
A EGEAC, empresa municipal que detinha até agora a gestão do espaço, estava a fazer um trabalho reconhecido, abrindo as portas para a realização de eventos que trouxeram outro dinamismo na área dos espectáculos à cidade de Lisboa. Justificar a mudança de gestão, entre outros motivos, com base nas "actividades pouco dignas e respeitosas" soa insultuoso, tacanho e ordinário a qualquer lisboeta.
A notícia do CM pode ser lida aqui.

Cosmopolis arranca hoje

Começa hoje mais uma edição do festival Cosmopolis, iniciativa que surgiu com o intuito de promover o intercâmbio entre artistas portugueses e franceses, restrição entretanto abandonada. Este ano, o Cosmopolis vai ter lugar na ZDB, no Incógnito e no Instituto Superior de Agronomia, tudo isto em Lisboa. Eis a programação:

Dia 4 @ ZDB
Rafael Toral
Keith Fullerton Whitman
My Cat is an Alien


Dia 5 @ ZDB
Icarus
We Shall Say Only the Leaves
Oval


Dia 6 @ ZDB
Delia Gonzalez & Gavin Russom
Blevin Blectum
Jane


Dia 7 @ ZDB
Candie Hank
Evil Moisture
Duran Duran Duran
CINé-Mix

Dia 7 @ Incógnito
Antipop (Télépopmusik)
Rai
Sean Kosa


Dia 8 @ ISA
The Gift
Plaza
Ohm Square
Telepopmuzik
Alexx

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

Hit the North!

É um cartaz magnífico, o da próxima edição do Sons em Trânsito, que uma vez mais se realiza em Aveiro e, novidade, se alarga a outras cidades, como Famalicão, Vila Real e Bragança. O SET desenrola-se ao longo de dois fins-de-semana, entre Novembro e Dezembro próximos. Nomes como os de June Tabor, Mahmoud Ahmed, Corey Harris, Toumani Diabaté, entre outros, aparecem no programa final, que a seguir se apresenta na íntegra:

Aveiro - Teatro Aveirense

24 Nov. - Faiz Ali Faiz, Victor Gama
25 Nov. - Danças Ocultas e convidados
26 Nov. - Celso Fonseca
30 Nov. - Armenian Navy Band
1 Dez. - Mahmoud Ahmed
2 Dez. - Corey Harris, Toumani Diabaté´s Symmetric Orchestra
3 Dez. - June Tabor

Famalicão - Casa das Artes

24 Nov. - Celso Fonseca
25 Nov. - Victor Gama, Faiz Ali Faiz
30 Nov. - Mahmoud Ahmed
1 Dez. - Armenian Navy Band
2 Dez. - June Tabor
3 Dez. - Toumani Diabaté´s Symmetric Orchestra

Vila Real - Teatro Municipal

25 Nov. - Celso Fonseca
26 Nov. - Faiz Ali Faiz
2 Dez. - Mahmoud Ahmed
3 Dez. - Armenian Navy Band

Bragança - Teatro Municipal

2 Dez. - Armenian Navy Band
3 Dez. - Mahmoud Ahmed

Acabou-se, de uma vez por todas, o 91.6

Primeiro, foram as emissões experimentais da Xfm. Depois, aqueles quatro ou cinco anos de um projecto que acompanhou (e criou) uma "imensa minoria". Depois, a Voxx e as mirabolantes extravagâncias de um milionário rebelde. Por fim, uma playlist com selo "Cotonete Alternativa", cheia de pujança, apesar de não ter voz. Tudo acabou na passada sexta. "CidadeFM" é a mensagem RDS que se lê agora nos mostradores dos auto-rádios para a frequência 91.6 em Lisboa... É altura, passados todos estes anos, de mudar de uma vez por todas a memória nº 1 do auto-rádio.

Novo round do Project Rockstar


O Project Rockstar (www.projectrockstar.com) iniciou novo round há coisa de poucos dias. Quer isto dizer que todos os managers já inscritos viram as suas contas serem reinicializadas, ou seja, foram-se as bandas, os discos e o dinheiro gerados no anterior round. Ou seja, ainda, está tudo a começar de novo. É a altura ideal para se entrar no jogo, pois toda a gente (re)começa em condições de igualdade.
Para quem não está a par, o Project Rockstar é um jogo baseado na web, do qual se tem falado por aqui bastante. A ideia é vestir a pele de um manager (e de um agente e de um editor, entre outras coisas, em simultâneo). Criam-se bandas, escolhem-se músicos, determina-se o que estes fazem (gravar discos, lançá-los e promovê-los, dar concertos, etc.) No anterior round, era possível, a partir de certo montante em caixa, criar uma editora e com ela participar no próprio jogo, editando os discos de bandas de outros managers. Agora, em alternativa à editora, é possível também gerir uma sala de espectáculos, o que promete vir a desenvolver uma área relativamente negligenciada no jogo, os concertos.
(Eu estou registado com dois managers: junqueira73 e Thee Silver Manager and His Tralala Bands.)