quinta-feira, 31 de março de 2005

Mão Morta em 3 Pistas

Os Mão Morta vão participar num dos próximos programas de Henrique Amaro, "Portugália", na designada rubrica "3 Pistas", a qual, como o próprio nome indica, é composta por temas de grupos portugueses gravados exclusivamente em três pistas. A sequência de temas, que irá para o ar no dia 11 de Abril (segunda-feira), é a seguinte:
1. Fado Canibal (de "Corações Felpudos")
2. Kayatronic (versão dos Corpo Diplomático)
3. B(r)osh é Bom (tema que vem do tempo dos PVT Industrial e que ainda chegou a ser tocado em alguns dos primeiros concertos dos Mão Morta)
4. Santanha Menho (instrumental de "Corações Felpudos")

Charadas #131

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Casa da Música: a programação

E porque as virtudes da Casa da Música são mais e mais importantes que os seus defeitos, aqui vai a programação definitiva do mês de Abril, nas áreas do pop-rock e da electrónica. Para outros eventos, é favor consultar o site.

14 de Abril
21:00, Sala 1 | 35 EUR
Lou Reed
Clã

15 de Abril
23:30, diferentes espaços | 10 EUR
APG
Radio 4
Labland Show
Ellen Allien

16 de Abril
23:30, Praça Exterior | Gratuito
Xutos & Pontapés
Pluto
23:30, diferentes espaços | 10 EUR
APG
Vladislav Delay
I-Wolf
Ellie

20 de Abril
22:00, Sala 1 | 25 EUR
Pedro Abrunhosa & Bandemónio

23 de Abril
23:00, Sala 2 | 5 EUR
Madrid de Los Austrias

29 de Abril
22:00, Sala 1 | 20 EUR
Nancy Sinatra
Richard Hawley
23:00, Sala 2 | 10 EUR
Afrika Bambaataa
30 de Abril
23:00, Sala 2 | 5 EUR
Repórter Estrábico

Blackshaw e Paredes

Por esta altura, penso no que terá feito o James Blackshaw à antologia de Carlos Paredes que o Paulo Brandão lhe ofereceu. Ao longo destes dias em que ele e Josephine Foster andaram por cá, não havia ninguém a quem fossem apresentados (inclusive eu) que não lhes perguntasse, principalmente ao James, se conheciam Carlos Paredes. Depois, ouviram, na viagem Porto-Lisboa, o concerto de Frankfurt. Ambos manifestaram-se agradados, fosse por sinceridade, fosse por simpatia. Mas como terá um fingerpicker magnífico como James Blackshaw reagido, já em Londres, aos também magníficos temas que fazem parte da antologia de Paredes?

terça-feira, 29 de março de 2005

Neubauten em Berlim: o alinhamento

Arrancou no passado domingo, em Berlim, a digressão comemorativa dos vinte e cinco anos dos Einstürzende Neubauten, que passará por Lisboa a 12 de Abril. O alinhamento dos temas tocados nesta primeira noite é arrasador:
Primeira hora:

Yue-Gung (Fuetter mein Ego)
Die Befindlichkeit des Landes
Haus der Luege
Armenia
Rampe with Old Instruments (featuring: thirsty animal by Alex)
Z.N.S.
Youme & Meyou
Dead Friends (Around the Corner)
Redukt
Ein leichtes leises Säuseln

(intervalo)

Segunda hora:

Salamandrina
Sabrina
Perpetuum Mobile
Sehnsucht
Draussen ist feindlich
Selbsportrait mit Kater
Was Ist Ist
Kalte Sterne
Ende Neu
Ich gehe jetzt

Encore:

Alles

Nota: O "rampe with old instruments" não é mais do que uma sessão de semi-improvisação do género sabe-se-lá-onde-vai-isto-parar que os Neubauten costumam, actualmente com menos frequência, empregar nos concertos e até mesmo na composição dos temas que vêm a fazer parte dos álbuns.

Voltando à estaca zero no sistema de comentários

Como deu para perceber, o sistema de comentários da própria blogger, a casa que acolhe blogues como este, não funciona devidamente. Por isso, regressamos ao sistema da Haloscan. Desculpai a experiência.
O sistema da Haloscan permitirá assim o regresso às charadas (amanhã!), que iam na quarta série, até ao momento em que foram suspensas por causa da m#"$! do sistema da blogger não funcionar.

Devendra no Sudoeste

É o que diz a edição de hoje do Blitz. A FAM (folk americana marada) chega finalmente a um grande festival de marcas, daqueles que passam na televisão. Não se confirma ainda a sua presença no Lux no próximo mês de Maio. Mais se fica a saber nesta edição do Diário da República que o Mark Kozelek também vai ao Santiago Alquimista (27 de Maio) e que os Franz Ferdinand estarão mesmo confirmados, depois das incertezas do outro dia, para o Free**** de Alcochete, a 25 de Agosto. E que o Yann Tiersen vai voltar a Lisboa, mas só lá para o final do ano (CCB, 20 de Dezembro -- já se conhecia a data de Setembro na Casa das Artes de Famalicão).
ACTUALIZAÇÃO: Não fazia sentido, claro, a data para Famalicão de Yann Tiersen. O músico bretão vai estar na Casa das Artes a 21 de Dezembro e não de Setembro, como previamente anunciado aqui.

segunda-feira, 28 de março de 2005

Ainda mais casos insólitos na Casa da Música

Agora que a obra se encontra a poucas semanas de ser definitivamente inaugurada, começam-se a conhecer mais alguns erros de projecto que não se imaginava poderem vir a acontecer numa estrutura com os propósitos daquela. E, se na semana passada, os casos do fosso e da régie insonorizada já criava confusão na cabeça de qualquer um, eis que surgem mais pormenores caricatos. Segundo fonte diferente da da semana passada, mais alguns casos:
- PEQUENO AUDITÓRIO: não tem acesso aos camarins (os músicos saem da sala com as pessoas ou esperam ali mesmo que todas elas abandonem a sala)...
- GRANDE AUDITÓRIO: não há nenhuma casa-de-banho de serviço no backstage, a não ser nos camarins propriamente ditos, que ficam dois ou três pisos abaixo e cujo único acesso é feito através de um monta-cargas para oito mil toneladas ou 120 pessoas...

Espécie de rescaldo breve

E chegou ao fim um agradável (e cansativo) fim-de-semana. Todos os concertos de Josephine Foster e James Blackshaw correram bem e o público respondeu ao convite, mesmo nesta época pascal. Resta deixar uma promessa (mais coisas destas irão acontecer) e alguns agradecimentos especiais: Paulo Vinhas (Matéria Prima), Nélson Gomes (ZDB), Paulo Brandão (Casa das Artes de Famalicão) e Julio Gomez (Sinsalaudio).

quarta-feira, 23 de março de 2005

Hardcore folk no forum

Os polacos Warsaw Village Band foram a revelação do Festival de Músicas do Mundo do ano passado. Iconoclastas e profanos, fazem lembrar muito os Hedningarna, tanto nos aspectos sonoros (muito por culpa dos cordofones), como na abordagem reconstrutivista que fazem à música tradicional. É hoje, no Forum Lisboa!

terça-feira, 22 de março de 2005

Mais uma da Casa da Música?

Diz-se que na Casa da Música, mesmo depois de tanta derrapagem financeira e de tamanho atraso na inauguração, não há fosso para as orquestras e que a régie de som é insonorizada...

Como é que se faz depois? Os cantores de ópera cantam sem música ao vivo? Os técnicos de som dos concertos fazem como se tivessem a gravar um disco em estúdio, sem terem a noção do som da sala? Porque é que isto já não dá vontade nenhuma de rir?

segunda-feira, 21 de março de 2005

Josephine Foster: Porto troca data com Vigo

As datas de Josephine Foster e James Blackshaw para Vigo e Porto tiveram que ser uma vez mais trocadas. Assim, volta-se ao plano inicial, ou seja:
Dia 23 - Porto, Passos Manuel Vigo, Museu Marco
Dia 24 - Vigo, Museu Marco Porto, Passos Manuel
Dia 25 - Famalicão, Casa das Artes
Dia 26 - Lisboa, ZDB

ACTUALIZAÇÃO: Esqueçam, esqueçam, esqueçam, esqueçam o que aqui deixei à tarde. Trapalhada total, fruto de confusão alheia. As datas mantém-se como estavam até aqui, ou seja, os portistas poderão ver Josephine Foster e James Blackshaw na próxima quinta-feira.
ACTUALIZAÇÃO 2: Eheh, "portistas" deve ter sido influência desta noite de futebol. O que eu queria dizer mesmo era "portuenses"... ;)

Entretanto, a Mondo Bizarre publicou hoje, no seu site, uma entrevista com Josephine Foster.

Pixies em Coura

Os Pixies vão regressar este ano, para mais um festival. Desta vez é Paredes de Coura que os recebe, no primeiro dia do festival, ou seja, 17 de Agosto.

sexta-feira, 18 de março de 2005

Franz Ferdinand na catedral do consumo

Dia 25 de Agosto, no Freeport de Alcochete.

Uma crónica de 1975 (parte V)

Eis-nos chegados, finalmente, à quinta e última parte desta empolgante crónica. É um autêntico grand finale.
Prometi revelar o nome do autor e do projecto que ajudou a recuperar esta preciosa cápsula do tempo. A primeira informação pode ser conhecida já no final desta última citação. Relativamente ao resto, aconselho uma visita ao blogue genesiscascais75.blogspot.com. Trata-se de um espaço de evocação, trinta anos depois, de um momento único para o Portugal recém-saído do obscurantismo fascista. Por lá, encontrarão também uma versão digitalizada do texto original.

Outra novidade era: a droga. Talvez existisse, mas se existia qual é o moralista da judiciária que pode combater tal facto? A droga existe porque as condições sociais assim o permitem e facultam -- não é a repressão judiciária (à maneira fascista) que inverte esta situação -- bem pelo contrário.
A luta à drogra faz-se na prática revolucionária e não na perseguição paranóica da polícia.
De resto havia os tanques e os carros de assalto à volta do recinto que «garantiam» a melhor «ordem».
O aparato militar conciliou-se perfeitamente com o pacifismo dos espectadores. Uma lição: a boa música pop é inofensiva e não provoca distúrbios. Os militares presentes em Cascais podem testemunhá-lo.
É absolutamente útil e desopilante a continuação deste tipo de espectáculos. A Arte e a Liberdade são os melhores amigos...

J. L. Barreto

Charadas suspensas

As charadas voltam para a semana, assim que estiver resolvido o problema com os comentários. Afinal de contas, o sistema da blogger traz ainda mais problemas do que aqueles experimentados antes. Para a semana volta o haloscan ou outro sistema de comentários (a propósito: se alguém tiver uma dica a este respeito, mande-me um mail).

quinta-feira, 17 de março de 2005

Charadas #129

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Uma crónica de 1975 (parte IV)

O autor chega à parte da violência. Mas qual violência? É favor ler para perceber. O melhor vem amanhã, com a quinta e última parte desta crónica aos concertos de Genesis em Cascais, 1975. Amanhã será também revelado o autor do texto.

Um aspecto suplementar deste concerto. Mostrou como 20 mil jovens da classe média e/ ou trabalhadora preferem música a mixórdias sonoras que as opressões políticas pretendem inculcar.
Vimos como era insustentável a qualquer vedeta da «pop» baladeira nacional apresentar-se àquele público.
É que na Arte a qualidade é primordial.
Outro erro calamitoso de certo contrôle opressivo que os partidos pretendem fazer é o da imprensa:
Os diários lisboetas diziam: «Onda de violência em Cascais, Um soldado morto, Destruição no recinto» -- tudo mentira, falsidade, blasfémia. Que os politiqueiros não gostem de música é uma coisa, mas deturpar as notícias é típico do fascismo.
O soldado morreu de acidente de viação próximo de Cascais. Não houve uma única cena de violência no pavilhão: as cadeiras partiram-se porque 10 mil pessoas por noite não cabiam no recinto: eram elas ou as cadeiras (a propósito: porque não se acaba de vez com as cadeiras, os lugares marcados, a discriminação de bilhetes?) -- o público senta-se no chão à medida que entra.

(continua)

quarta-feira, 16 de março de 2005

Pop Dell'Arte no Forum!!

Forum Lisboa, 27 de Julho. Até lá, os dedos cruzados, as pernas de coelho, as galinhas pretas sem cabeça e todas as outras tretas do costume para que não haja nenhum cancelamento.

Josephine Foster confirmada no Passos Manuel

Só faltava confirmar em definitivo o local do concerto no Porto. Josephine Foster e James Blackshaw vão também estar ao vivo no renovado Passos Manuel. Mais informações em www.pascoacomjosephine.tk.

Uma crónica de 1975 (parte III)

E a saga continua. Neste segmento da crónica, o autor, declarado admirador das teorias situacionistas de Débord, nos anos que se seguiriam, analisa o espectáculo dos Genesis à lupa do marxismo. Mas demonstra algumas dificuldades em sair do paradoxo que ele próprio cria. E continua o "show" dos dois pontos:

Segundo aspecto: o mercado pop:
O grupo actuou para vender o seu novo LP, os Genesis mostraram aderir alienadamente à especulação bárbara dos produtores discográficos, à loucura capitalista da reprodução mercantil -- e isto sem contestação: nada no seu show indicava a mínima revolta contra este estado de coisas. Os Genesis cumpriram tudo o que uma sociedade burguesa esperava deles: divertir, alienar, dar-nos prazer idealista, para isso:
Terceiro aspecto: a sua actuação musical foi, como disse, esmerada: técnicos hábeis, de melodias cativantes, histórias genuínas no panorama da pop-art, sem qualquer erro a imputar-lhes: o que a repetição exaustiva comprovou tratar-se de produto duma estrutura tecnocrática: mercado para consumir. Se bem que perguntemos: a música não serve afinal, e apenas, o prazer? Não nos deram os Genesis um imenso prazer?

(continua)

Charadas #128

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Space 2005

Tem início amanhã, quinta-feira, mais uma edição do Space, Festival de Música Experimental e Improvisada, que desde 1999 é organizado no Porto pela associação cultural Rock'n'Cave. Segue-se o programa:

17 de Março, 22h
Rivoli Café-concerto (entrada livre)
CHEESE CAKE PROJECT (Portugal)
QUAD QUARTET (Portugal)

18 de Março, 22h
Rivoli Café-concerto (entrada livre)
PROJECTO ARZACH (Portugal)

19 de Março, 22h
Rivoli Café-concerto (entrada livre)
LADY CLEANERS (Equador, Alemanha)
ARTESÃO (Portugal)

2 de Abril, 23h30
Passos Manuel (5?)
SPY QUINTET (Portugal)
GIGA TERA PIA DJ SET (Portugal)


Mais informações em: www.rockncave.org/space

terça-feira, 15 de março de 2005

O Mouco está de volta

Já algum tempo que não se ouvia (ou melhor, aqui o tasco não ouvia) falar d'O Mouco. O colectivo que em tempos realizou o Festival do Porto e uma larga série de concertos de alt-country e quejandos, apresenta na próxima sexta, dia 18, Julie Doiron (ex-baixista dos Eric's Trip, da Sub Pop), Berg Sans Nipple (amigos de Yann Tiersen) e Old Jerusalem, ao vivo n'O Meu Mercedes é Maior que o Teu. Mais informações em (www.omouco.com.
(Já agora, fica a informação de que a Julie Doiron e os Berg Sans Nipple vão estar também ao vivo na ZDB, em Lisboa, na próxima quinta-feira.)

Novo espaço na Marinha Grande

Chama-se ovirus e apresenta-se como um espaço de agitação cultural. (mais informações em: ovirus.poisbem.com). É sempre positivo ver espaços deste género florescerem ao longo do outro país além de Lisboa e Porto.

Uma crónica de 1975 (parte II)

Eis a continuação deste mítico pedaço de escrítica pop. Vejam a forma como o escriba derruba barreiras com a utilização ritmada do sinal de dois pontos. Parece um conjunto de bonecas matriochkas. Amanhã há mais.

No primeiro aspecto: novo sistema de actuação: o grupo Genesis procurou, dentro de conceitos gerais de pop-art, sistematizar o espectáculo musical com novas estruturas: o ritual de Peter Gabriel (os seus gostos paradigmáticos, os seus fatos fantásticos, a sua mise-en-scêne dionisíaca: movimentos dum solista de bailado exótico, referenciado a mundos fabulosos da droga: mitologias ingénuas, inovações Kitsch, mas sempre autenticamente pop.
O cenário era feérico: luzes estroboscópias em permanente alteração cromática, projecção de slides (isto sim: a selecção era do melhor gosto, as fotos de nível inatacável, a oportunidade da sua projecção sobre três panos digna dum verdadeiro artista).
Os movimentos lumino-dinâmicos sempre num complemento rigoroso do desenvolvimento musical.
Explosões de granadas de luz, mudança fenomenal de cenários, contaminação psicadélica, mas:

(continua)

Aos vencedores das charadas anteriores

A quem ficou nos três primeiros lugares de cada uma das três séries anteriores das charadas: enviem-me um mail, por favor.

Charadas #127

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segunda-feira, 14 de março de 2005

Uma crónica de 1975 (parte I)

Preparem-se para conhecer, caso ainda não o tenham lido, um naco de prosa com lugar de destaque merecidíssimo em qualquer museu da escrita musical portuguesa. Ao longo destes dias, deixarei aqui excertos sucessivos desta crónica, sem alterar uma vírgula, um erro ortográfico, um "negrito". As palavras que se seguem foram deixadas escritas em 1975 por alguém que entretanto se tornou, ao longo destes trinta anos, uma figura notável no mundo da música portuguesa (e não só). Prometo que na última parte darei o "full credit" tanto ao autor da peça como a quem fez o favor (ou despropósito) de recuperar este recorte. A quem já for familiar o texto, peço que não estrague o "suspense"... ;)


GENESIS EM CASCAIS

A recente vinda do grupo «Genesis» a Portugal foi, indubitavelmente, o melhor e maior acontecimento de música pop no nosso país.
Anteriormente apenas tinham vindo escórias da música ligeira aparentada com a pop e apresentada como sendo produtos válidos internacionalmente. Desta vez, porém, a Organização trouxe da autêntica pop.
Como tal o espectáculo foi inédito. Porque revelou um novo sistema de actuação, porque instruiu sobre o mercado da pop e porque se desenrolou musicalmente impecável.

(continua)

Finalmente...

Um site para os Pop Dell'Arte.

www.popdellarte.net

Tem de tudo, como nas farmácias. Notícias, uma completíssima discografia, uma extensa biografia e, entre muitas outras coisas, um agradável jogo evocativo dos zeros com que Rui Veloso correu o grupo num Concurso de Música Moderna do Rock Rendez Vous. Excelente, Pedro e cª.

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Charadas #126 (4ª série)

Eis o regresso das charadas, naquela que será a quarta série.

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(Já sabem o esquema: um ponto por quem acertar no artista/grupo/projecto; quem chegar aos dez pontos, ganha a série.)

sábado, 12 de março de 2005

sexta-feira, 11 de março de 2005

Problema com os comentários

O sistema de comentários da Blogger parece ter levado com um trângulo mângulo tal que não parece disposto a colaborar. Curiosamente, eu devo ser o único que consigo ver o popup e inserir novos comentários aqui no tasco, mas se for a outros blogues também me acontece o mesmo que vos deve estar a acontecer aqui: "The blog you were looking for was not found."
Vamos a ver se a indisposição passa.

91.6 > 31.7

Aqui há quase oito anos, usava na assinatura do meu mail o título deste post. Alguns recordar-se-ão ainda daquela noite de 31 de Julho, com o Aníbal Cabrita a passar Sérgio Godinho e a encerrar, para sempre, as emissões da Xfm. O slogan, 91.6 > 31.7, era apenas um entre muitos dos que na altura toda aquele imenso auditório orfão ia inventado, sempre na esperança de que o processo pudesse ser invertido. Não foi, mas o 91.6 continuou na memória do rádio do meu carro. Algum tempo depois, veio a Voxx. Eram boas e más notícias. Parte do legado da Xfm continuava presente na Voxx, mas muito se perdera pelo caminho. A insistência nas playlists de dança, muitas das vezes de gosto duvidoso, era uma desses pecados da Voxx. Pelo menos, para mim, claro está. Com o correr do tempo, surgiram excelentes programas. Os "Ultra-sons" nos dias de semana. O "Mensageiro da Moita", do Pedro Gonçalves e do Luís Pinheiro de Almeida, com os quais tive o prazer de conviver em mirabolantes sessões radiofónicas, nas noites de domingo. Já na recta final da vida da Voxx, diverti-me imenso a brincar com o meu bom amigo João Gonçalves numa coisa absolutamente experimental e sem grandes pretensões de ser séria, a que demos o nome de "Operação Drunfo". Pouco depois -- teria piada se fosse culpa nossa -- a Voxx acabava. Era vendida ao mais popularucho dos grupos de comunicação, a Media Capital (bom, o negócio não terá sido fechado directamente com este grupo, mas é como se tivesse sido). A frequência 91.6 continuou, porém, na primeira memória do rádio do carro. E ainda bem, porque hoje não há nada mais que ouça quando ligo o rádio que não seja aquela frequência sem nome, sem palavras que não seja o spot "91.6, Lisboa, 90.0, Porto", a fazer lembrar os indicativos da Xfm. É, sem qualquer espécie de dúvida, a minha frequência preferida neste momento. E a mais perigosa, também, já que a playlist está sempre a servir rock demolidor, nem sempre próprio para quem tem um volante nas mãos e um acelerador macio no pé... São sequências fantásticas. Do "Problems" dos Sex Pistols, para as Electrelane, para os Fall, sei lá mais para quê. Basta ligar, a qualquer hora do dia, para se passar por uma experiência radiofónica ímpar. E, mesmo sem um locutor a apresentar as bandas e o nome dos temas, dá ainda para descobrir coisas novas. Como a remistura do LCD Soundsystem para um dos temas dos Munk, "Kick Out the Chairs". Genial. 91.6 acaba por ser mesmo maior que aquele 31.7 já longínquo.
(CORRECÇÃO: afinal esta última referência diz respeito à versão original, que junta o james murphy e a nancy whang, ambos lcd soundsystem. Obrigado, stereo_lab, pela correcção.)

Um ligeiro caso de "corporate censorship"?

A edição do Y de hoje noticia a vinda de Nicolette, enquanto DJ, ao Maus Hábitos, no próximo dia 1 de Abril, para aquela que será a festa do 4º aniversário do bar portuense. Fala do seu mais recente álbum, "Life Loves Us", lembrando que saiu em Outubro do ano passado. Mas não faz nenhuma referência ao facto do disco ter sido recentemente editado (atenção, não é distribuído, é mesmo editado) por cá pela portuguesa Mono¨cromatica. Será que uma edição nacional de um disco estrangeiro (fenómeno raríssimo nos dias de hoje), não merece duas ou três palavras numa peça, só porque está a ser distribuído, antes de ir para as lojas, por uma publicação concorrente?

quarta-feira, 9 de março de 2005

O concerto dos Mão Morta vai ser na...

...Aula Magna. O grupo vai voltar a Lisboa, desta vez para um concerto integrado na Semana da Juventude de Lisboa, no dia 23 de Março.
O que vai ser, concretamente, a edição 2005 da Semana da Juventude, ainda praticamente ninguém sabe. Fala-se num outro concerto dos Micro Audio Waves no Terreiro do Paço, mas confirmações não há. Divulgação oficial não existe. O próprio concerto dos Mão Morta foi marcado há poucos dias, dando a ideia que está a ser tudo preparado em cima da hora.
Lembro-me de uma Semana da Juventude, por volta de 91 ou 92, na qual trabalhei. Esta constituia um momento de grande importância para o Pelouro da Juventude de então, que se desdobrava em esforços para ter as coisas bem preparadas e divulgadas a tempo. Na altura, não havia muitas coisas a acontecer ao mesmo tempo, sendo por isso mais fácil reunir as atenções das pessoas. Hoje, até se pode ter programas mais interessantes dos que os de outrora, mas se se despreza a divulgação, se as pessoas não aparecem porque não souberam a tempo, para quê deitar dinheiro à rua?

Cartaz actualizado do Super Rock

(Segundo o Disco Digital)

Maio
Dia 27: Prodigy, System of a Down e Incubus (faltam ainda duas bandas).
Dia 28: Moby, The Hives e os Turbo Negro (faltam ainda três bandas).
Dia 29: Broken Social Scene, Mastodon, Slayer, Iggy & The Stooges, Audioslave e Marilyn Manson.

Acaba por ser um cartaz semelhante ao Festimad de Madrid. Para se ficar desmoralizado, veja-se o programa do Primavera Sound de Barcelona, que decorre no mesmo fim-de-semana:

Alter Ego, American Music Club, Antony & The Johnsons, Art Brut, Astrud, Bertrand Betsch, Brigitte Fontaine, Broken Social Scene, Christina Rosenvinge, Coralie Clément, Daniel Darc, David Thomas & Two Pale Boys, Destroyer, Dogs Die in Hot Cars, Dominique A, Don Nino, Erase Errata, Erlend Øye, Experience, Françoiz Breut, Gang of Four, Grabba Grabba Tape, Gravenhurst, Helena, Iggy & The Stooges, Isis, Jesu, Jr., Kompakt Sound System, Kristin Hersh, Les Georges Leningrad, Los Planetas, M83, Maxïmo Park, Mercury Rev, Micah P. Hinson, Nacho Vegas, New Order, Nouvelle Vague, Optimo DJ's, Oslø Telescopic, Parker & Lily, Piano Magic, Polysics, Psychic TV, Radio 4, Ron Sexsmith, Sammy Jo DJ, Sondre Lerche, Sonic Youth, Sons & Daughters, Sophia, Sr. Chinarro, Steve Earle & The Dukes, Television Personalities, The Arcade Fire, The Czars, The Dirtbombs, The Go! Team, The Human League, The Married Monk, The Wedding Present, They Might Be Giants, Tim Hecker, Tortoise, Vetiver, Vic Chesnutt, Vitalic, Whignomy Brothers, Whitey, Wiley, e mais...

segunda-feira, 7 de março de 2005

Bailarico Sofisticado @ Oficina do Cais: lista de temas

comunicado do posto de comando do mfa (v)
franz ferdinand - this fire (b)
bloc party - this modern love (v)
new order - love vigilantes (b)
joy division - failures (p)
make up - i was born (v)
the astronauts - surfin' usa (b)
titan - 1,2,3,4 (p)
sukia - vaseline & sand (v)
huey piano and smith - free, single and disangaged (b)
n*e*r*d - lapdance (p)
the fall - way round (v)
dakar & grinser - i wanna be yr dog (p)
futureheads - meantime (v)
sleater-kinney - words and guitar (b)
the kills - fuck the people (v)
chicks on speed - the floating pyramids over... (b)
young gods - gasoline man (p)
the chordettes - lollipop (b)
the toasters - shocker (v)
the tornadoes - bustin' surfboards (b)
fantastic plastic machine - please, stop! (ra ra ra? 7" version) (p)
the specials - a message to you rudi (v)
sister nancy - bam-bam (b)
martin denny - scimitar (p)
sofa surfers - sofa rockers (p)
depeche mode - photography (v)
new order - blue monday (p)
heaven 17 - (we don't need this) fascist groove thang (v)
p - dancing queen (p)
siouxsie and the banshees - israel (v)
virgin prunes - ulakanakulot (v)
nick cave and the bad seeds - brother, my cup is empty (p)
einstürzende neubauten - feurio! (v)
julian cope - world shut your mouth (p)
undertones - teenage kicks (v)
sex pistols - problems (v)
ramones - i wanna be sedated (v)
bypass - tobogan (v)


A propósito: a Oficina do Cais é um belíssimo espaço!

Tortoise com Konono nº1



Os Tortoise vêm de novo à Europa nos próximos meses de Maio e Junho. Adivinhem com quem vão eles andar a partilhar palcos? Com os congoleses Konono nº1, o colectivo das ruas de Kinshasa que este ano saltou para as atenções do mundo (relativamente falando, claro) por ocasião de "Congotronics", álbum recentemente editado pela Crammed (distribuição nacional via Megamúsica). John McEntire, a figura de proa dos Tortoise, tinha já mostrado um particular interesse nos Konono nº1, ao mostrar-se desde logo disponível para trabalhar numa remistura do som do grupo, a incluir num eventual disco futuro. A digressão em conjunto vem confirmar o interesse por parte dos norte-americanos. Com um pouco de sorte (e, já agora, muitas figas, ex-votos, galinhas pretas sem cabeça e outras superstições diversas) talvez ainda os possamos ver por cá. É ter fé.

16/05 Arhus
14/05 Copenhaga
18/05 Hamburg
19/05 Bruxelas
20/05 Lucerna
21/05 Friburgo
22/05 Franfurt
24/05 Londres
25/05 Utrecht
26/05 Heidelberg
28/05 Barcelona (Primavera)
04/06 Paris
17/06 Villeurbane (Les Invités)
18/06 Villeurbane (Les Invités)
01/07 Belfort (Eurockéennes)
(Digressão ainda por fechar)

Mão Morta voltam a Lisboa

Há um concerto de Mão Morta em perspectiva para dia 23 deste mês, por ocasião da Semana da Juventude. Só ainda não se conhece o local, o horário e os preços. Antes disso, no dia 18, o grupo vai estar perto da capital, em Palmela, para no dia seguinte rumar em direcção a Sines.

sexta-feira, 4 de março de 2005

Esta sexta-feira à noite

1. Montijo, no Oficina do Cais, com Hipnótica a actuar e o Bailarico Sofisticado a giradiscar antes e depois do concerto.

2. Lisboa, na ZDB, com DJ Olive (colaborador habitual de Kim Gordon e dos Sonic Youth) e outros.

3. Porto, no Auditório da Reitoria da Universidade do Porto, para um concerto de música clássica do Norte da Índia, com Yogendra Jens Eckert, em Sitar, e Ravi Srinivasan, em tablas.

4. Lisboa, no café concerto de um teatro conhecidíssimo, sito numa praça com nome de país, a festa habitual da primeira sexta de cada mês (e a que eu nunca fui, nem vou poder ir hoje... já chateia ouvir falar da "festa" sem saber o que é).

ACTUALIZAÇÃO:

5. Lisboa, no Mercado da Ribeira, músicas e danças europeias com os portuenses Mú (não confundir com a japonesa da Output que há poucas semanas passou pelo Lux).

quinta-feira, 3 de março de 2005

Morreu Hunter S. Thompson

Hunter S. Thompson suicidou-se no passado domingo. Ficará recordado pelas peças jornalísticas carregadas de cinismo. Ficará recordado pelo magnífico "Fear and Loath in Las Vegas", que Terry Gilliam levou ao cinema, entre outras obras. Aquilo a que um dia se chamou contra-cultura americana perdeu um dos seus ícones. www.gonzo.org

quarta-feira, 2 de março de 2005

Festa da Juventude de Sines

Sines é mais do que músicas do mundo (o cartaz deste ano promete muito, a propósito). Sines é também rock português, com uma programação quase anual e que na próxima semana terá maior incidência com as seguintes datas:
19 de Março, às 22h00: Mão Morta + Dezperados
24 de Março, às 23h00: Rui Maia (X-Wife)
26 de Março, às 21h30: Wray Gunn + Clã
Entretanto, quem for da zona não deverá perder, já no próximo dia 12, na Capela da Misericórdia, o concerto dos Nobody's Bizness, que saem da toca (mais conhecida por Catacumbas) para espalharem os blues na terra de Vasco da Gama.

A cláusula

Está no regulamento de um concurso de novas bandas integrado na próxima edição do Super Rock:

«A participação nesta acção implica automaticamente a cedência à UNICER de todos os direitos de imagem e autor relativos às propostas apresentadas, por tempo ilimitado, independentemente do meio de comunicação, do teor da participação e do grau de exposição, pelo que a UNICER poderá proceder sua reprodução, divulgação e comercialização, bem como à introdução de alterações nas mesmas

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