segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2005

Rosa dos Ventos

Ora aí está, ainda com poucos dias, mais um novo blogue que merecerá certamente mais visitas do que o Juramento:

rosa-dos-sons.blogspot.com

(É do bom amigo Cláudio, aliás, Familycat, que tem pelas mais diversas espécies de música uma paixão verdadeiramente singular.)

Fausto regressa

Fausto vai regressar aos grandes palcos: 27 de Maio, no CCB, e 4 de Junho, no Coliseu do Porto.

Disco da semana* #5



RED SPAROWES, "At the Soundless Dawn"
(CD Neurot Recordings, LP Robotic Empire, 2005)


O metal invadiu definitivamente o território indie. Ou vice-versa. Uma das principais frentes de batalha é encabeçada pelos estrategas militares da Neurot Recordings, quartel-general destes Red Sparowes, juntamente com outros nomes que começam a ser bastante falados, como os Grails, os Zeni Geva, os Oxbow ou, principalmente, os Isis (com quem os Sparrowes partilham um elemento). Apesar do contexto, o resultado do confronto não é propriamente desconhecido para os ouvidos menos dados a metalúrgias. Um pouco à semelhança dos Jesu ou dos Grails, aquilo que salta mais ao ouvido nas primeiras audições de "At the Soundless Dawn" é a construção de arranjos muito próxima daquela dos Mogwai, por um lado, ou dos godspeed you! black emperor, por outro, numa abordagem que se faz cada vez mais repercutir no som de alguns novos projectos instrumentais (nota: ouvir From Monument to Masses). Mas se os Jesu tinham por referência os Mogwai mais religiosamente contemplativos, os Red Sparowes já são uma maior expressão de força sonora, alicerçada boa parte das vezes nos crescendos e súbitos precipícios sónicos, e decorada aqui e acolá com rendilhados de guitarra, livres de distorção e convenientemente "reverberizados". A lição foi bem estudada.
(7,5/10)

(* Disco da semana, não... das últimas duas semanas. Não tem sido fácil cumprir o ritmo...)

domingo, 27 de Fevereiro de 2005

A bófia

Já há algum tempo que não via a bófia acabar com um concerto ou uma festa, como era tão frequente noutros tempos. Foi nos Vanishing, no Lisboa Bar, esta noite. Nem dois cafezinhos demoveram os senhores agentes.

sábado, 26 de Fevereiro de 2005

Amanhã, Domingo

Vanishing. Já amanhã, domingo, pelas 20h, no Lisboa Bar (perto da Trindade). Infelizmente, e a não ser que haja alguma supresa de última hora, a Hanin Elias (Atari Teenage Riot) não vai estar a fazer-lhes companhia.



Para mais informações, www.thevanishing.com.

quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2005

Josephine Foster em minidigressão

O Juramento Sem Bandeira tem a honra de apresentar Josephine Foster em Portugal e na Galiza. A autora de "All the Leaves Are Gone", um dos melhores discos da folk do ano passado, vai passar pelas seguintes localidades: Porto (23 de Março), Vigo (24), Famalicão (25) e Lisboa (26). Vai ser uma santa páscoa. Mais informações em breve.

terça-feira, 22 de Fevereiro de 2005

Só faltava esta

A cada vez maior fartura de concertos dá nisto. Só faltava marcarem o regresso dos Skatalites para o mesmo dia de Damo Suzuki, 9 de Abril. Segundo o Blitz, os jamaicanos vão tocar na zona ribeirinha de Algés. Sinto-me furioso.

segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2005

Paredes por Edgar Pêra

Sinto-me cada vez mais apreciador do formato documentário. E o (excelente) trabalho de Edgar Pêra em redor da figura de Carlos Paredes, apresentado este fim-de-semana em Lisboa, só veio aumentar o interesse por essa disciplina pouco dignificada do cinema. Neste tributo, o realizador montou um sequência de imagens, palavras e música em vários andamentos, ao longo dos quais capta a relação de Paredes com as cidades por onde passou e com as quais mais se identificou (Coimbra, Porto e Lisboa), entre outros cenários indissociáveis da figura do Músico. A empresa a que Pêra se propôs era, por natureza, de elevada dificuldade. Afinal, é de prestar tributo, em linguagem de cinema, ao mais importante músico português que aqui se fala. Porém, a escolha das imagens e dos sons, o tratamento cromático dado e o encadeamento de tudo isto são elementos que estão de tal forma conseguidos que fazem deste filme um trabalho grandioso. Não deixou, de forma alguma, cair os parentes na lama. Só mesmo os finais de encerramento dos diversos andamentos, com música ao vivo de Nuno Rebelo, Pedro Gonçalves e Tó Trips, entre outros, pensados especialmente para esta apresentação ao vivo, podiam ter sido melhores.
("Tributo a Carlos Paredes" será em breve distribuído por um diário. Não percam!)

Bailarico Sofisticado no Montijo

Quattro di marzo, nell'officina del molo (*), seguire i nostri amici di Ipnotica (**).

(*) Oficina do Cais, nova sala de concertos no Montijo.
(**) Hipnótica, grupo que anda a promover o híbrido Livro-CD "...breves histórias sobre o efeito HIPNÓTICA".

Loosers + Suzuki

Damo Suzuki, o mítico vocalista dos Can nos anos 70, vai regressar a Portugal com a sua "neverending tour", depois da noite incrível que proporcionou na ZDB, no ano passado (e que, segundo as crónicas, teve efeitos semelhantes nos Maus Hábitos, no Porto). Esta nova ocasião está prevista acontecer no próximo dia 9 de Abril, uma vez mais na ZDB. Os "sound carriers", como ele chama aos músicos locais que o acompanham nas diferentes datas desta "neverending tour" vão ser, desta feita, os Loosers. Ou seja, promete e muito.
ACTUALIZAÇÃO: Damo Suzuki vai também ao Porto, ao Passos Manuel, no dia anterior. Falta saber ainda quem vão os "sound carriers" nortenhos.

sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2005

Thee São Bento Memorial Orchestra & Tra-La-La Band: o manager



Qual McLaren, qual Bernard Rhodes, qual quê. San-Payo, da ilustre família rock dos San-Payos, consegue levar ao cúmulo a teoria de que qualquer um, até mesmo Sauerkraut, pode tocar numa banda e ser famoso. Nem sempre tem revelado ter as decisões mais firmes, o que já lhe valeu alguns atritos com Santana Menho, o qual insiste, pela calada, em denegrir o nome do homem que o trouxe para a banda.

quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2005

Thee São Bento Memorial Orchestra & Tra-La-La Band: o fã nº 1



Vai a todos os concertos, desde o primeiro, e gaba-se perante os amigos de já ter privado por mais do que uma vez com os artistas. Sonha em vir a ser como eles um dia e tem, para isso, posto anúncios no Blitz para formar uma banda, mas tem havido pouca resposta.

Correcção de agenda

Devido a um miserável lapso, as datas relativas aos concertos dos projectos DESTROYER, FROG EYES e THE STRUGGLERS, em Leiria e em Lisboa, estavam trocadas. Assim, repondo a verdade, os três projectos vão estar hoje, quinta-feira, em Lisboa, na ZDB, sendo amanhã a vez de Leiria, decorrendo os concertos no Orfeão Velho. Desculpai o sucedido e não percam os concertos.

quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2005

Bilhetes para Neubauten voam...

Dá para ver na bilheteira online do CCB. Os bilhetes para o concerto dos Einstürzende Neubauten, a 12 de Abril, estão a desaparecer rapidamente. A primeira plateia está praticamente esgotada e o resto para lá parece caminhar em breve. Eis os preços, para quem ainda não se deu conta do concerto mais esperado do ano:

1ª Plateia: ? 25,00
2ª Plateia: ? 22,50
Laterais: ? 20,00
Camarotes Centrais: ? 25,00
Camarotes Laterais: ? 22,50
1º Balcão: ? 21,00
2º Balcão: ? 20,00
Balcão Lateral: ? 20,00
Galerias: ? 17,50

Thee São Bento Memorial Orchestra & Tra-La-La Band: o roadie



Anda aqui há mais tempo que alguns dos músicos e, na verdade, sabe muito mais do que alguns deles. Aguarda com uma paciência impossível que lhe chegue a oportunidade, mas talvez esse dia nunca chegue, infelizmente. (Respeito para com um dos meus professores favoritos da faculdade.)

terça-feira, 15 de Fevereiro de 2005

Thee São Bento Memorial Orchestra & Tra-La-La Band: o baixista



Se os jornalistas de música são músicos fustrados, Paulo Abortas é a prova do contrário. Depois de anos a atacar os músicos em críticas, reportagens, artigos de fundo e notas enciclopédicas, Paulo tornou-se ele mesmo um músico profissional. Tem mantido, nos últimos tempos, uma postura mais discreta, aparentemente mais séria, o que lhe tem rendido a atenção daqueles fãs que não gostam de gajos aos pulos em cima do palco. Continua, ainda assim, a encontrar admiradoras noutros mercados: "Escreba lá no seu blogue que o Paulinho toca baixo tão bem como o outro Paulinho dos Beatles", peixeira anónima do Bulhão.

Entrementes, uma espécie de charada

Enquanto as charadas estão paradas (lá para depois das eleições, arranca nova série -- a quarta -- de charadas) aqui vai um pequeno passatempo. Fiquem a saber que o Juramento Sem Bandeira está a patrocinar a vinda de alguém na próxima Páscoa, para uma série de concertos no país. Esse alguém é a resposta da charada que se segue:

segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2005

Tuxedomoon de volta

Dia 12 de Abril, em Famalicão. No dia seguinte, no Forum Lisboa. Excelente.

Disco da semana (passada) #4



JESU, "Jesu"
(CD Hydra Head, 2005)


Justin K. Broadrick andou cerca de três anos a gravar as partes que compoem o álbum de estreia deste novo projecto, Jesu. Para quem não esteja a lembrar-se do nome, Broadrick é sinónimo de Tecnho Animal ou ainda de Godflesh (ou God). Mais, aos 15 anos de idade, ajudou a formar os... Napalm Death. Feitas as necessárias apresentações, o que é ou a que soa, então, Jesu? É, às primeiras audições, o regresso de Broadrick ao metal, depois do hip hop musculado dos Techno Animal, mas com uma abordagem razoavelmente diferente daquilo que fazia nos Godflesh. Imagine-se, antes, os Mogwai a transpor -- ainda mais -- todas as suas influências metaleiras para os seus discos. Jesu acaba por pôr em prática uma espécie de ligação íntima entre dois universos -- as longas mantras de guitarra indie e o heavy metal de tendências mais negras -- que vão reproduzindo, um pouco timidamente, alguns resultados bastante positivos (veja-se os Isis, por exemplo). Em poucas palavras, metal sem headbanging, para ouvir com calma e para relaxar.
(8/10)

Thee São Bento Memorial Orchestra & Tra-La-La Band: o baterista



Enquanto os outros andavam a tirar cursos de Belas Artes pagos pelos pais, Jay Jay aprendia o segredo do rock'n'roll longe da burguesia cultural instalada. Quando entrou para a banda, todos o tratavam por "animal", "bruto", etc., mas hoje até já participa nas entrevistas e com respostas mais convincentes que as dos seus camaradas.

sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2005

quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2005

Hoje é dia de...









No Lux, Soul Jazz Records DJ Team, esta noite.
(E se querem mais capas, ide ao site da Soul Jazz, que isto dá trabalho a copiar...)

Em busca dos clubes recreativos II

Em Agosto de 2003, no primeiro mês de funcionamento aqui do tasco, publiquei uma lista de espaços de Lisboa a que normalmente denominamos por "clubes recreativos", "colectividades", etc. Tenho, conforme disse na altura, um inapelável fascínio por este tipo de casas, boa parte delas construídas durante o século XIX, na maior parte das vezes por associações operárias. Nelas encontramos um conjunto de características comuns, que vão das salas onde os velhotes passam o tempo livre da reforma a baterem cartas até aos salões de espectáculo, providos, por vezes, de belíssimos palcos, desenhados de acordo com padrões que nos remetem para outros tempos, outras vivências. Existe, conforme também dizia na altura, um imenso património de casas deste tipo a explorar em Lisboa, um autêntico "subterrâneo" que merece ser explorado e, diria mais, reaproveitado. Um dos últimos espaços deste género que descobri, o que, por isso, justifica a actualização da lista anteriormente avançada, é a "Padaria", em pleno coração de Campo de Ourique, onde, no sábado passado, tocaram os Loosers. Vejamos então a lista actualizada. Qualquer acrescento, sugestão, comentário, etc., é, obviamente, bem-vindo.


- CAIXA ECONÓMICA OPERÁRIA (R. Voz do Operário) - já lá trabalhei, integrado na Associação O Grito; o espaço tem uma sala com palco e um mezanino; lotação: aí umas 500 pessoas (ou mais); tem bar e um pequeno PA de som e luz.
- OS COMBATENTES (entre a Estrela e os Prazeres) - tem uma sala, com palco, para umas 500 pessoas; tem bar bem equipado ao lado. (Actualização: parece que, neste momento, a sala está vedada a concertos, como os que se realizaram lá há cerca de dois anos.)
- ? (Braço de Prata/Poço do Bispo) - tem uma sala, com palco, para umas 500 pessoas; não sei como aquilo está agora; aqui há mais de 15 anos, na altura em que eu ia lá frequentemente, pois duas bandas de amigos meus lá ensaiavam, parecia já estar num estado avançado de decadência.
- RITZ CLUB (Rua da Glória) - o mais conhecido de todos os espaços, dada a actividade que por lá existiu há anos; os sócios do espaço desentenderam-se e o caso está em tribunal a aguardar por um futuro mais risonho.
- COMUNA (Praça de Espanha) - o café-concerto da Comuna não entra a 100% na definição de clube recreativo que dei mais acima, mas acaba por ter muitas semelhanças, entre as quais o facto de estar sub-aproveitado; tem uma sala aí para umas 600 pessoas, com palco e bar; creio que existe um PA mínimo de som e luz. (Actualização: parece que se realizam por lá umas festas bem agitadas e cada vez mais concorridas à primeira sexta-feira de cada mês...)
- CLUBE MUSICAL JOAQUIM XAVIER PINHEIRO (ao lado do Estádio de Alvalade) - não conheço; quem mo sugeriu lembrou-se dos concertos de punk que por lá já aconteceram.
- CLUBE PRIMEIRO DE JANEIRO (Bairro Alto - Rua da Atalaia) - Há uns 10/12 anos assisti lá a um concerto de Tina & The Top Ten e Ena Pá 2000, se não me falha a memória; É pena que não tenha sido aproveitado para mais coisas - aquele ringue de boxe dá-lhe um toque muito especial. (Actualização: em 2004, o Rio de Janeiro voltou a acolher um concerto, nomeadamente o dos Hysteria Iberika.)
- SOCIEDADE FILARMÓNICA JOÃO RODRIGUES CORDEIRO (Rua da Fé - Freguesia de S.José) - É onde se instalou a mais recente (já com uns largos anos) versão da Jukebox. Do que me recordo, tem um palco e uma sala bem grande.
- PADARIA (Campo de Ourique) - A casa tem dois ou três andares. No piso térreo, existe um espaço agradável para festas e concertos, sem palco, onde no qual ainda estão instalados os antigos fornos de pão.

Thee São Bento Memorial Orchestra & Tra-La-La Band: o teclista



J. Sauerkraut, o ex-teclista dos já desaparecidos Gutierrez Mariachi, tem sido uma das faces mais visíveis da formação, assumindo-se cada vez mais como o líder. Tempos houve em que irritava os seus camaradas, ao tocar em pleno palco pelas pautas, o que favorecia a imagem pouco roqueira que os críticos lhe pintavam nas reportagens aos concertos. Desde que Santana Menho andou a espalhar o boato de que Sauerkraut era um menino de coro que a sua atitude mudou consideravelmente.

quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2005

Thee São Bento Memorial Orchestra & Tra-La-La Band: o vocalista



Orgulha-se de ter, desde o dia em que nasceu, a puta da mania e tem o sonho de vir a ser idolatrado, como o Ian Brown. No seio da banda, porém, já ninguém suporta as suas birras de estrela rock, e por isso o tratam por "menino", "bebé", "mimalho", "chorão", etc. Há meses que o grupo anda à procura de novo vocalista. Suspeita-se, no meio rock, que o concerto de dia 20 será a sua última aparição com o grupo.

Thee São Bento Memorial Orchestra & Tra-La-La Band

O Juramento também está atento às eleições. Lá para dia 20, subirá ao palco a banda que os comentadores políticos -- a profissão mais cómica da actualidade -- aguardam com maior ansiedade. Não estão a perceber nada? Pois aguardem, que eles estão aí a aparecer, não tarda nada, e o Juramento vai estar em cima do acontecimento (ena, rimou tal como Sarnento e Sarmento).

sábado, 5 de Fevereiro de 2005

sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2005

Disco da semana #3



SCANNER "Europa 25"
(CD-EP/wma British Council Brussels, 2004)


Um hino inter-nacional para a Europa dos 25. Era esta a ideia de partida. Por forma a celebrar do alargamento da União Europeia a dez novos países, o British Council de Bruxelas encomendou a Robin Rimbaud (Scanner) um trabalho que visasse, de alguma forma, dar corpo à diversidade inerente às diferentes culturas europeias e, ao mesmo tempo, abordar a complementaridade que se espera existir entre as mesmas. Entre outras fontes, Scanner recorreu aos hinos nacionais de cada um dos vinte e cinco países, bem como a discursos proferidos em sede de encontros da UE, produzindo um conjunto de faixas que respondem ao desafio criado. O disco, que pode ser escutado no site do British Council de Bruxelas ou ainda encomendado gratuitamente no mesmo local, vem assim reafirmar a ideia da música como linguagem universal, como instrumento de comunicação capaz de transcender as fronteiras geográficas e culturais. E se, pelo lado do conceito, a experiência mostra resultados bastante convincentes, "Europa 25" acaba também por ser mais um exemplo do apurado sentido criativo que tem assistido a obra de Scanner ao longo dos últimos dez anos.

E que tal brincar aos managers?

Os da minha geração lembrar-se-ão, possivelmente, de um divertido jogo da CodeMasters para o Spectrum, chamado Rock Star Ate My Hamster. O objectivo era cumprir o papel de um nem sempre escrupuloso manager e agente de uma banda, levá-la a praticar, a gravar discos, a fazer digressões, etc. Não tem havido muito desenvolvimento nesta área, quando se tem por padrão de comparação a evolução que houve na simulação da gestão em diversos desportos, do futebol à F1. Há dois ou três anos, registou-se uma experiência muito pobre com um jogo chamado Rockstar, e pouco ou nada mais.
Mentira. Existem dois jogos em formato online, para comunidades que registam já largos milhares de utilizadores de todo o mundo. Pela primeira experiência, fica a ideia que ambos os projectos têm aquilo que tem faltado até aqui, isto é, a complexidade, as inúmeras vias em aberto (tabelas de discos, de audiências de concertos e até mesmo de número de groupies, entre muitas outras características) e, por conseguinte, a liberdade que o jogador tem de explorar essas mesmas vias pela forma que entender melhor, sem ter que estar excessivamente obrigado a seguir campanhas pré-definidas pelos autores dos jogos. E, mais, ambos os projectos têm inscrição gratuita.

A ver, em:
- www.projectrockstar.com (o meu nickname é junqueira73)
- www.music-maven.com (este está ainda em fase de beta-testing)

Charadas #125

Panda, Signer, Ariel

Relato mais ou menos telegráfico da noite de ontem:
SIGNER - Imensos problemas técnicos com o laptop (o que não é fácil de compreender, dado que já o mesmo tinha acontecido na noite anterior, no Porto). Pastosa e dolosa guitarra cheia de delays e reverbs. Frete mais do que vísivel da vocalista, provavelmente impaciente para com os problemas técnicos. Pasmaceira.
PANDA BEAR - Na primeira vez, foi loops de guitarras acústicas e outros sons folkish mais a voz. Na segunda vez, Panda Bear introduziu o beat de forma mais explícita. Prosseguindo o crescendo, este terceiro concerto teve uma abordagem claramente mais rítmica, com loops e beats para fazer quase dançar. Destaque para o último tema, que rematou de forma soberba e surpreendentemente coerente o espectáculo. Panda Bear chegou a África. Chegou ao transe do afro-beat. Houvesse ali daqueles riffs de guitarra eléctrica característicos de milhentas bandas pop do Zimbabué e nem se estranharia. Momento inesquecível.
ARIEL PINK - Começaram no free-prog (ei, se quiserem usar este termo, citem o seu inventor), passaram pelos Beach Boys, pelo hard rock, usaram e abusaram do karaoke. Vale pelo colorido, mas no fim fica-se com a ideia que nada de importante dali saiu.

quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2005

Charadas #124

Intercéltico do Porto 2005

1 de Abril:
Roldana Folk (Portugal), Ronda da Madrugada (POR/Açores)@ Praia da Vitória

2 de Abril:
Susana Seivane (Galiza), Xarabanda (POR/Madeira) @ Praia da Vitória

7 de Abril:
Susana Seivane (Galiza), Quadrilha (Portugal) @ Porto
Danú (Irlanda) @ Lisboa

8 de Abril:
North Cregg (Irlanda), Galandum Galundaina (Portugal) @ Porto
Luar na Lubre (Galiza) @ Lisboa
Quadrilha (Portugal) @ Arcos de Valdevez
Danú (Irlanda) @ Montemor-o-Novo

9 de Abril:
Danú (Irlanda), Xarabanda (POR/Madeira) @ Porto
North Cregg (Irlanda) @ Arcos de Valdevez
Luar na Lubre (Galiza) @ Montemor-o-Novo

Warsaw Village Band de volta



Ena! Ena! Os Warsaw Village Band vão regressar a Portugal, depois da belíssima prestação no Festival de Sines do ano passado. Dia 23 de Março, no Forum Lisboa, com bilhetes entre os 10 e os 17 euros. É o Luís Rei que informa, nas suas Crónicas da Terra.

terça-feira, 1 de Fevereiro de 2005

Charadas #122

Slint também em Barcelona

Os Slint, que se reagruparam por ocasião do próximo ATP de Cambers Sands, onde serão os mordomos de serviço, vão também tocar a Barcelona, por ocasião de uma festa que se realizará em Março e que é exclusiva daqueles que até lá tenham já feito a pré-compra de bilhete para o Primavera Sound. A propósito do festival barcelonês, que decorre na mesma altura que o "nosso" Super Rock, é de prestar atenção ao cartaz que irá sendo anunciado, já que é possível que, entre um nome ou outro, algum venha também a Lisboa.