terça-feira, 31 de agosto de 2004

Euronevralgia #7: 1971 (*)



Tonicha, "Menina"
Eighty-three points, quatre-vingt-trois points, oitenta e três pontos - 9º lugar
(in members.fortunecity.com/mcdeil69)
(*) Portugal não participou no Festival da Eurovisão em 1970, por protesto.

Tributo nostálgico

Depois de lida a notícia da suspensão do serviço de páginas pessoais do Terravista, deu-me aquela nostalgia e, ao mesmo tempo, uma vontade de prestar tributo às pessoas que, daquele lado da barricada, tanto trabalharam para que um projecto como a Musicnet fosse tão aliciante ao longo de tantos anos: José Miguel Lopes, Amílcar Fidélis, Ana Apolinário, Mário Valente, João Gonçalves, Bruno Rodrigues, Eduardo Sardinha, Luís Rei, Nuno Proença, Iliana Pereira, Fernando Reis, Mauro Vidal (RIP), Marco Morais, Fernando Mendes, Patrícia Gouveia, Sofia Vintém, Carlos Caetano, Isabel Carrilho, Tiago Lopes, Nuno Martinho, Gonçalo Gil, Filipe Palma, João Mariano, Nuno Martinho, Ricardo Bento, Mário Sousa, António "Dr Bakali" Saraiva, José Macieira, José Alves, Israel Guerrinha, André Dias, Joel Vilela, e outros tantos dos quais me esteja a esquecer.

Terravista encerra páginas pessoais

Após sete anos de existência, o conhecido serviço português de alojamento gratuito de sites vai fechar as portas.
(ver notícia em http://www.ciberia.pt/?id=460)
Enterre-se de vez o Terravista.

Charadas #48

Ainda Björk

Apesar do "Coisas-rock que irritam #8", a entrevista a Björk que é hoje publicada no Blitz está bastante interessante, talvez por fugir à habitual sequência de perguntas previsíveis que se encontram em 90% das conversas com artistas em 90% das publicações sobre música. Interessantes são também os artigos satélites à peça, como a visão atenta do Jorge Manuel Lopes ou os até-agora-nunca-revelados dotes de vidente do Luís Guerra.

Coisas-rock que irritam #8

DESTAQUES DE VÁRIAS PÁGINAS DADOS A UM ARTISTA CONSAGRADO, POR TODA A IMPRENSA, QUANDO AFINAL O SEU NOVO DISCO É UMA OBRA MENOR (exemplo: Björk e o seu novo disco, "Medúlla")

As Bonecas de Braga #2

Mercado

Tenho duas EPs para a festa do Avante!, para vender.
São válidas para os três dias e ainda estão ao preço antigo (16 euros).

Teste: What band from the 80s are you?

thepixies.jpg
You rule. in 15 years, you won't be as known as you are now, but most of the people that will know you then will like you (or else I'll beat them with a stick). You're nice to listen to.
What band from the 80s are you?
brought to you by Quizilla

Coisas-rock que irritam #7

BANDAS PORTUGUESAS QUE SE FORMARAM ONTEM, QUE SE ACHAM OS MAIORES HOJE E QUE AMANHÃ JÁ NÃO EXISTEM

Tara Burke, aliás Fursaxa, sobre Portugal

Citando uma citação do meu amigo José Marmeleira,

BR: You recently played some shows in Portugal with Six Organs of Admittance. How'd that come about and what was the experience like? Did you notice any differences between how the audience reacted in Europe as opposed to in the States?

TB: Well, I was originally supposed to do a tour with Bardo Pond and Jackie-o Motherfucker in Europe, but it fell through. And I had already started setting up shows with Pedro Gomes in Portugal that were separate from the other tour. So when the tour fell through, I decided to go anyway. I couldn't say no to hanging out in Portugal and playing shows with Ben Chasny. It was a great experience, except for the fact that I had a shitty show in Lisbon due to technical difficulties (of my own fault).
In many ways I feel more appreciated in Europe than I do in the States. The shows were definitely better attended than ones that I have played here, and the Europeans make sure that you are taken care of---food, shelter, etc. This, at least, was my experience.

(entrevista completa aqui)

O tributo aos Low

Uma dúzia de grupos e artistas regravou os temas que faziam parte do primeiro álbum dos Low, "I Could Live In Hope". O tributo sai agora, com os temas alinhados exactamente pela mesma ordem do disco que os Low lançaram há dez anos.
1. "Words" - Daniel G. Harmann
2. "Fear" - Pale Horse and Rider
3. "Cut" - The Strugglers
4. "Slide" - A Northern Chorus
5. "Lazy" - Mark Kozelek
6. "Lullaby" - Kid Dakota
7. "Sea" - Misc/Ill Lit
8. "Down" - Jessica Bailiff
9. "Drag" - The Winter Blanket
10. "Rope" - Idaho
11. "Words" - Migala
12. "Sunshine (Super Low Remix)" - His Name Is Alive (feat. Nanang Tatang)

Coisas-rock que irritam #6

NA IMPRENSA, EM PEÇAS ASSINADAS EXCLUSIVAMENTE POR UMA PESSOA (COMO QUASE SEMPRE): "NÓS ACHÁMOS...", "NÓS VIMOS...", "NÓS GOSTÁMOS..."

segunda-feira, 30 de agosto de 2004

Coisas-rock que irritam #5

ENTREVISTADO: "NÓS NÃO TEMOS INFLUÊNCIAS"

Coisas-rock que irritam #4

ENTREVISTADOR: "QUAIS SÃO AS VOSSAS INFLUÊNCIAS?"

As Bonecas de Braga #1

Ainda há bilhetes para C93

Apesar do preço relativamente elevado dos bilhetes para os dois espectáculos de Current 93, Six Organs of Admittance, Simon Finn e Baby Dee no Teatro Ibérico (10 e 11 de Setembro), a lotação esgotou rapidamente. No entanto, e em virtude de algumas desistências, a organização informa que estão de novos disponíveis alguns bilhetes (menos de dez para cada um dos dias). Quem estiver interessado pode contactar a organização através do mail noddy@netcabo.pt.

Coisas-rock que irritam #3

BANDAS QUE LEVAM ENSEMBLES DE CORDAS PARA O PALCO APENAS PARA REALÇAR PARTES ÓBVIAS, COM ARRANJOS BÁSICOS

Coisas-rock que irritam #2

VOCALISTAS QUE INCITAM "LALALAS" AO PÚBLICO

Charadas #47

Coisas-rock que irritam #1

Seguindo a ideia do LG, aqui se dá início a uma série de pequenas coisas que irritam aqui ao tasco neste estranho mundo do rock'n'roll.

PALMINHAS

O povo não é sereno

Não é só cá que acontece. Notícias recentes dão conta de que, lá fora, algumas bandas não foram lá muito bem aceites pelo público dos festivais. Num caso, os Rasmus foram obrigados a abandonar o palco do festival de Reading, ao segundo tema do alinhamento, na sequência das garrafas e da lama que o público começou a arremessar mal a banda apareceu. Num outro festival, na Alemanha, deu-se outro caso, resolvido de forma mais curiosa, com Scott Weiland, dos Velvet Revolver, a atirar um megafone para uma zona do público que não parava de gritar pelos Guns n'Roses...
(Cada um tem o que merece, digo eu.)

sexta-feira, 27 de agosto de 2004

Artistas Unidos podem voltar ao antigo edifício d'A Capital

Dois anos depois de se ter vista obrigada a sair das antigas instalações d'A Capital, no Bairro Alto, a companhia de teatro Artistas Unidos poderá voltar àquele espaço, o qual será alvo de remodelação que o dotará das condições de segurança necessárias, de acordo com caderno de encargos a ser emitido pela Câmara Municipal de Lisboa, conforme dá conta notícia de hoje da Lusa, que pode aqui ser lida. Excelente.

Encontro casual

Hoje, por volta das oito da noite, na Rua da Rosa (Bairro Alto), com este homem:



Euronevralgia #5: 1968



Carlos Mendes, "Verão"
Five points, cinq points, cinco pontos - 11º lugar

Charadas #46

Six Organs of Admittance recupera "The Manifestation"

"The Manifestation" é o título de um 12" de Ben Chasny, aliás Six Organs of Admittance, de edição limitada e há muito tempo esgotado, que dentro de dias será reeditado em CD, naquele que será o primeiro volume de uma colecção de reedições que a editora Strange Attractors (Steffen Basho-Junghans, Cul de Sac, Kinski, etc.) vai levar a cabo. O 12" original continha apenas a faixa "The Manifestation", de vinte minutos, com o outro lado do vinilo em branco. A reedição em CD traz mais música, onde na qual se poderá ouvir a voz de David Tibet, dos Current Ninety Three. Mais informações no site da Strange Attractors.

Le Son reabre

Fica nos arredores de Coimbra (Pedrulha) e chegou a proporcionar uma excelente oferta regular no que diz respeito a concertos com bandas portuguesas e não só. Desde há algum tempo que se encontrava de portas fechadas, mas chegam entretanto notícias que dão conta da sua reabertura em breve, com nova gerência. Fica aqui o contacto, para eventuais bandas e agentes interessados: alien@mail.telepac.pt.

quarta-feira, 25 de agosto de 2004

Euronevralgia #4: 1967



Eduardo Nascimento, "O Vento Mudou"
Three points, trois points, três pontos - 12º lugar

Cemitério do bairro

(nota: perigosa aproximação a conteúdo de diário nas próximas linhas.)
Ontem, após conversa com o meu amigo JFB, no intuito de ajudá-lo no trabalho de sociologia acerca do Bairro Alto, vim para casa a pensar nos antigos bares e tascas onde tantas noites foram passadas e que hoje não existem mais.

Gingão
Travessa da Boa Hora
Gingão, gingão, és a puta da confusão, como cantavam os Peste & Sida. Não seria tanto assim, ou melhor, não seria sempre assim. Seja como for, aquele ambiente de tasca decadente, com pouca luz, máquina de flippers, mesas sujas e frequência da fauna metálica lisboeta (eram sempre os mesmos) já não existe hoje... Até porque hoje, nu-metaleiro que se preze deve preferir sítios bem arejados, com luz e cores berrantes por todo o lado.

Marão
Travessa da Boa Hora
Mesmo ao lado do Gingão, a outra tasca era poiso habitual para os rockabillies (das colunas manhosas só saía rock'n'roll) e outra tribo que frequentemente se confundia com esta, os skinheads. Volta e meia havia zaragata na rua entre metálicos e skinheads. Ambas as tascas fecharam definitivamente há cerca de meia-dúzia de anos, quando a travessa entrou num complicado e demorado processo de obras. O sr. Henrique, dono (?) do Marão, era uma das pessoas mais simpáticas do bairro naquela altura.

Gráfico's
Travessa da Água da Flor
Não muito longe dali, em frente ao espaço onde hoje se situa a loja de discos AnAnAnA, e exactamente no mesmo sítio onde hoje funciona um novo bar radical cujo nome me escapa, ficava o Gráfico's. Já era, por oposição às referências anteriores, um bar, com luz sóbria, decoração sombria a apelar os "vanguardas" de então e música ambiente mais audível.

Bar da FAUL
Rua Teixeira
FAUL significa Federação da Área Urbana de Lisboa da Juventude Socialista e este era o bar que aquela organização manteve aberto para as traseiras durante algum tempo, até as queixas dos vizinhos tornarem impossível a sobrevivência do espaço naqueles moldes. Música sempre boa -- lembro-me de ser o único sítio até então onde tinha ouvido Jorge Reyes, por exemplo -- e decoração a fazer lembrar, mesmo que inadvertidamente, o "céu" do Twin Peaks. Foi o primeiro local em que vi ser servida a cerveja mexicana Sol Corona (blargh), anos antes de ela entrar para o goto dos portugueses.

Nova
Rua da Rosa
Felizmente, e apenas por culpa do Agito, que agora ocupa aquele espaço, não há grande espaço para saudades do Nova. Era simpático, calmo e serviu de inspiração a uma verdadeira praga -- hoje insuportável, não na altura -- de bares *cool*, com música *cool*, para pessoas *cool*.

Captain Kirk
Rua do Norte
Ouvi ontem dizer que o espaço onde esteve durante dois ou três anos o Captain Kirk é hoje um bar de betos, com televisões a passar imagens de desportos radicais. Aqui há uns sete ou oito anos era algo que talvez hoje esteja em falta no bairro, isto é, um sítio para onde se ir depois da uma da manhã e dançar ao som de bons DJs (na altura era a fezada do drum'n'bass em Lisboa).

Recordação do dia


Magia. Caetano Veloso e Chico Buarque juntos no mesmo palco só podia dar nisto. Na altura -- 1972 -- dizia-se que Caetano, que tinha acabado de regressar do exílio, e Chico Buarque andavam de costas voltadas, mas aquele espectáculo do Teatro Castro Alves, em Salvador da Bahia, viria afastar os rumores, como se percebe desta simbiose quase perfeita que existe entre as duas vozes, especialmente notada no arrepiante "Você Não Entende Nada / Cotidiano", ou entre as duas almas criadoras, como quando Caetano canta "Rita", de Buarque, e lhe acrescenta "Esse Cara", ou quando o carioca interpreta "Janelas Abertas nº2", do Bahiano. E aquele final com "Os Argonautas" a dois? Magia.

Charadas #44

terça-feira, 24 de agosto de 2004

Desilusões de um fã

Desilusão #1:
«Não gosto muito de músicos que abordem questões políticas. Os músicos são a última classe à qual se deve confiar alguma coisa. Politicamente, a América mantém-se: há pessoas que são eleitas, há outras que não são. Pessoalmente, considero o George W Bush um homem decente. Não me importo nada que ele seja político. Ele parece ser um homem bom e honesto, por essa razão os americanos gostam dele. O resto é política.»
David Thomas (Pere Ubu, Two Pale Boys), in Blitz de hoje.

Desilusão #2:
«In a excruciating twist of postmodern irony, Blixa Bargeld, leader of Einstürzende Neubauten (which means, of course, Collapsing New Buildings) has made a series of commercials for a German home improvement company, in which he dramatically reads the contents of their catalogues to camera. This is explained as a bid on Bargeld's part to subvert public conceptions of Neubauten. Well, of course. Plans for Throbbing Gristle to star in a new series of adverts for Fray Bentos meat pies and for Nurse With Wound to front BUPA's new campaign remain unconfirmed.»
in The Wire 247

De onde raio é que vem o nome? #20: Sitiados

(Na sequência da charada de hoje, segue-se a respectiva explicação.)
O grupo de João Aguardela foi buscar o seu nome a uma das faixas do primeiro álbum dos Mão Morta, justamente intitulada "Sitiados". Este era também o título de um filme de Rui Filipe Torres, em sequência da curta-metragem "Aproximação aos Sitiados". Os Mão Morta iam participar na banda sonora do filme, mas o projecto acabou por ficar na gaveta.

Charadas #43

Siouxsie's Dream Show

Siouxsie Sioux vai realizar finalmente o sonho de tocar com uma orquestra. Nos dias 15 e 16 de Outubro, a vocalista vai interpretar, numa sala londrina, uma selecção pessoal de temas da sua carreira, ao lado do seu companheiro de sempre, Budgie, do japonês Leonard Eto (ex-percussionista dos incríveis Kodo) e do Millennia Ensemble.

The Wire #247

Chegou ontem. Faz capa com Derek Bailey e traz artigos de fundo com Mira Calix, Felix Kubin, Thomas Melchior, Björn Olsson, Tim Barnes, Kenneth Anger e Jac Berrocal. Na Invisible Jukebox, o concorrente do mês é o ex-colaborador dos Cabaret Voltaire Chris Watson. Para o mês que vem, a Wire vem acompanhada de mais uma edição da colectânea "Exploratory Music from Portugal", cartão de visita do cada vez mais consagrado Atlantic Waves, festival de música portuguesa que decorre em Londres entre 23 de Setembro e 7 de Dezembro próximos.

segunda-feira, 23 de agosto de 2004

Abbatoir Blues / The Lyre of Orpheus



Se há algo a que podemos nos lembrar de chamar rock australiano, seja pelas razões que forem -- talvez aqueles stacattos de piano e guitarra acústica a lembrarem música de fronteira texmex, ainda que a Austrália só tenha fronteiras com o Oceano Pacífico, talvez os ritmos vincados da secção rítmica, talvez aquela mistura que puxa para cima os sons acústicos das guitarras e da bateria, talvez a pronúncia carregada dos vocalistas -- e que nos habituámos a escutar nos Triffids, nos Saints ou nos Boys Next Door de Nick Cave, essa acaba por ser, na verdade, a primeira imagem sonora com que se fica ao ouvir o novo álbum deste último filho da Austrália. A tese faz sentido principalmente num tema que há-de sobressair como um dos grandes do ano, pelo menos na avaliação aqui do tasco: "Supernaturally". É impossível não ouvi-lo cinco, seis, dez, vinte vezes seguidas. Mais considerações sobre o disco, cuja orientação nem sempre é clara, virão com o avançar do tempo. Para já, promete.

Ressaca

Desde o último dia do FMM Sines, 31 de Julho, que não vejo um concerto. Isto é, há 23 dias que não vejo ao vivo um guitarrista a rasgar as cordas, um baterista a maltratar uma tarola, um vocalista a berrar para um microfone ou um camelo qualquer a tentar acompanhar o ritmo com palminhas. Detesto Agosto.

Mais Mogwai no Outono

«Government Commisions: BBC Session 1996-2003» é o título da compilação de temas gravados para a BBC, nomeadamente das sessões ao vivo dos programas de John Peel e de Steve Lamacq, que os Mogwai lançarão no próximo Outono. Eis o alinhamento: Hunted By A Freak, R U Still In 2 It? (instrumental), Helicon 2, Kappa, Secret Pint, Like Herod, Superheroes Of BMX, Helicon 1, Stop Coming To My House.

A chafarica

Não é por o ctx ser visitante habitual do juramento sem bandeira que aqui faço referência ao seu espantoso blogue. Foi aliás com surpresa que descobri, há dias, que a Chafarica Iconoclasta era obra de sua lavra.
Por ali se encontram dezenas de trabalhos sobre fotografia, como os retratos de Teixeira de Pascoaes, Amália, Stig Dagerman, Carlos Paredes ou Antonin Artaud, além de diversos outros temas, que o ctx transforma habilmente, segundo uma técnica marcável, em quadros de uma beleza perturbadora. Espero que ele não se importe que copie para aqui um dos meus preferidos, William S. Burroughs:



Coloquem nos favoritos!
chafarica.blogspot.com

(Ah, ctx, agrada-te o Dave McKean, aposto...?)

Teste: What genre of rock are you?

The Sex Pistols
Old school punk! You just say what you have to say regardless of what everyone else thinks! You're one of my most favourite types of music... You're raw and uncut! You're surrounded by hype...just don't let it make you go insane...
What genre of rock are you?
brought to you by Quizilla

Charadas #42

quinta-feira, 19 de agosto de 2004

A digressão europeia de Tom Waits

Muito se tem especulado em relação à vinda de Tom Waits a Portugal, particularmente desde o momento em que o novo programador da Casa da Música, no Porto, referiu, numa entrevista ao jornal Público, a vinda do músico norte-americano em Outubro deste ano não como uma possibilidade, mas já como se fosse um dado anunciado. Era isso pelo menos que as palavras publicadas davam a perceber.

No entanto, tem vindo a ser anunciada desde há dias a tão esperada digressão de Tom Waits pela Europa e em nenhuma parte se fala de Portugal. Os rumores, ainda assim, continuam, e vêem-se acrescentados de uma novidade: um eventual concerto na Aula Magna, em Lisboa.

Entretanto, haverá já certamente muito português a planear viagens para assistir a um dos concertos que acontecerão em Berlim, em Londres ou pelos países do Benelux. Atenção ao preço dos bilhetes. Por causa da pouca frequência com que Tom Waits se apresenta em palco, os bilhetes para os seus concertos costumam atingir preços proibitivos. Berlim, por exemplo, não vai ser excepção. Os preços iniciais (provavelmente os bilhetes já terão esgotados, dado que foram colocados à venda no início deste mês) para cada um dos três concertos no Theater des Westens oscilavam entre os 69 e os 111 euros. Há sites, como este, que têm bilhetes entre os 260 e os 300 euros, com mais 30 euros a acrescentar para despesas de envio. No ebay há quem os venda por quase 300 libras o par...

Obrigado

À Antena 3, por transmitir os concertos de Paredes de Coura. Vir a ouvir os Wray Gunn, há poucos minutos, enquanto conduzia é uma experiência fantástica. Que sacana de concerto deve ter dado ali o grupo de Coimbra. Aliás, já não há quaisquer dúvidas de que os Wray Gunn sejam uma das duas ou três bandas de rock portuguesas que tratam o palco da forma mais irresistível da actualidade. Ainda este ano testemunhei isso na ZDB e a malta que foi a Coura não me desmentirá em relação à afirmação, tenho quase a certeza.

Charadas #41

Álbum de Pixies? É favor aguentar os cavalos

«At the end of the day, the record company always needs content. They need artists. Right now, they need artists more than we need them.»
Black Francis, ao nme.com, onde aproveita para avisar que talvez não seja tão linear que haja álbum de Pixies para breve: «Record companies, schmecord companies ? who needs 'em? That?s not where the money is. The business is with the real customers ? the fans. That?s who we?re trying to connect with. In terms of getting a relationship with a company going, we don?t have any need, because we don?t have anything for them to sell. If and when we do have something, we?re probably going to proceed a little cautiously.»

O grande dia de Coura

«Guarnecido por uma impressionante parede de amplificadores e enfeitado com um pano gigante, com o símbolo da banda, o palco principal do festival foi, durante cerca de hora e meia, o cenário de homenagens aos punks no recinto («Vejo que há pelo menos 12!», troçou Lemmy, no seu sotaque arranhado), tributos aos Ramones, ordens para mandar parar a chuva e desafios para fazer do público nacional o mais barulhento da digressão dos Motörhead - tudo recebido pela falange de apoio à banda com gritos de entusiasmo e sessões de mosh convicto, na lama que abunda no recinto.»
Lia Pereira in cotonete

Lemmy Kilminster - igual a si mesmo, com tudo o que este lugar comum implica -, bem-disposto, acelerou estrada fora. Rock. Punk. Metal. «No Class». «Civil War». Cover para «God Save The Queen». «The Ace Of Spades». Uma hora e picos de variações entre speed e trash. Sem levantar poeira - S. Pedro não deixou -, mas com muita agitação no primeiro terço do público.
Filipe Rodrigues da Silva in disco digital

(ai, como vos invejo...)

quarta-feira, 18 de agosto de 2004

Inveja, pecado capital

Se a inveja já andava a moer forte e feio nestes últimos dias, é agora, ao ouvir os Mondo Generator pela rádio, que a coisa ainda vai matar. Os MG devem estar a partir tudo em Paredes de Coura... Não vai sobrar nada para os Motörhead...

Motörhead daqui a nada

Só soube hoje, melhor, só soube há dez minutos que a Antena 3 está a transmitir Paredes de Coura. E Motörhead está a começar não tarda nada.

Euronevralgia #2: 1965



Simone de Oliveira, "Sol de Inverno"
One point, un point, um ponto - 13º lugar

Charadas #40

O boicote

«Bruce Springsteen is doing a concert tour to dump President Bush. What's new? Springsteen criticized Reagan, bashed the New York police and said Bush should be impeached. He thinks making millions with a song-and-dance routine allows him to tell you how to vote. Here's my vote: Boycott the Boss. If you don't buy his politics, don't buy his music.»
Estas palavras pertencem a Marilyn O'Grady, candidata pela American Conservative Union (um lobby conservador norte-americano) ao Senado de Nova Iorque e têm sido divulgadas num spot televisivo com a designação "Boycott the Boss". Tudo isto porque Springsteen integra a digressão "Vote for Change", cujos objectivos visam alertar os votantes indecisos para a necessidade de acabar com a linhagem Bush na presidência dos EUA. Outros artistas, como R.E.M., Pearl Jam, Dave Matthews Band, Dixie Chicks, John Mellencamp, Kenny "Babyface" Edmonds, Jackson Browne, Bonnie Raitt, Keb' Mo', Jurassic 5, My Morning Jacket, James Taylor, John Fogerty, Bright Eyes e Death Cab for Cutie incluem o lote.

terça-feira, 17 de agosto de 2004

Alterações

Em Paredes de Coura: Bunnyranch entram para o lugar dos Snow Patrol.
Nas Noites Ritual Rock: Legendary Tiger Man substitui Sam the Kid.

Charadas #39

Blogger com novidades

Desapareceu a publicidade. Boa. Em seu lugar surge agora uma barra de pesquisa, que permite aceder mais facilmente a temas tratados no blogue ao longo destes meses. Boa. Mas ninguém avisou e agora por causa do realinhamento, o dhtml aparece todo fora de sítio... :(

A estranha primeira noite de Coura 2004

«Nada fazia, assim, prever que o serão acabasse com uma mistura de amor, ódio e cargas de água, tornando este arranque de festival num desastre trágico-cómico, inevitavelmente memorável.»
Lia Pereira in Cotonete

«Enquanto dezenas e dezenas de pessoas dançavam à chuva e no meio da lama, pedindo o regresso do grupo, os músicos ainda ensaiaram um tema sem som de palco, mas um dos toldos do palco não resistiu ao peso da água acumulada e cedeu, inundando o cenário.»
Filipe Rodrigues da Silva in Disco Digital

«Lá fora, que tivesse ouvido, ninguém avisou a massa ululante que pagou bilhete daquilo que se estava a passar. E, verdade seja dita, eles merecem-no mais do que quem está aqui comigo nesta tenda.»
Nuno Proença in BeepCrónicas


(desabafo: eu gostava de ter ido a este Paredes de Coura...)

segunda-feira, 16 de agosto de 2004

domingo, 15 de agosto de 2004

Prémios da primeira ronda de charadas

Se houver tempo, amanhã chega a segunda ronda. Entretanto, fica aqui a lista de possíveis prémios, cortesia Pai Natal, para os anteriores vencedores:

? the walkabouts "ended up a stranger" (promo)
? "turbulência" (colectânea de 1999 da nortesul; é promo, mas quase igual à edição comercial)
? elbow "asleep in the back" (sampler)
? radiohead "i might be wrong" (promo)
? ute lemper "(songs from the album) punishing kiss" (sampler)
? alpha "the impossible thrill" (sampler)
? tindersticks "bathtime" (cd-single)
? balla "s/t (primeiro)" (ed. normal)
? tortoise "standards" (promo)

Nota importante: o Calvin, por ter ficado em primeiro, tem direito a escolher três destes itens. Por sua vez, o ctx e o NiHil têm também direito a escolher um cada. Mandem mails, sff.

quinta-feira, 12 de agosto de 2004

Totóranja

Ele há por vezes histórias que não cabem na cabeça de ninguém. Ao que consta, os Toranja pretendem mover um processo contra o Blitz. Motivo? No Blitz de 15 de Junho, a Catarina Sacramento referia-se ao grupo como plagiário de Jorge Palma.
Será que nunca se escutaram a si próprios?

terça-feira, 10 de agosto de 2004

Vocalistas dos "novos" MC5

Mark Arm, dos Mudhoney, e Evan Dando, dos Lemonhead. Dia 18, em Paredes de Coura. (Entretanto, toda a agenda do blogue relativa a Paredes de Coura foi devidamente corrigida e actualizada.)

A partir de Setembro

Se há coisa boa neste regresso a Lisboa é saber que a ZDB prepara-se para reabrir em Setembro com uma série de concertos aliciantes, mantendo-se coerente aliás com a programação que tem vindo a ser seguida desde o final do Verão passado. Preparem-se para os NoMeansNo, para a Lydia Lunch (lembras-te Miguel, de aqui ter falado numa tal amiga do Gira?), para o Panda Bear e para outros nomes que, caso se vejam confirmados, vão rebentar com o Bairro Alto...

segunda-feira, 9 de agosto de 2004

Ora bolas

Queria colocar aqui uma fotografia da malta que às oito da manhã de domingo (1 de Agosto) ainda estava a dançar em frente ao palco alternativo do FMM Sines, mas não consigo pôr o raio da Mustek a ligar com o PC... Grumpf.

Sines histórico

A 6ª edição do Festival de Músicas do Mundo de Sines fica marcada na História a letras bem carregadas. O melhor cartaz de sempre (e não houve um mau concerto), o concerto do século (Tom Zé, ora) e um conjunto agradável de acções paralelas aos espectáculos do castelo.

Quinta-feira
À tarde, o ambiente no backstage era castiço. Aos poucos e poucos iam chegando os grupos de cante alentejano e demais músicos que acompanhariam à noite a Ronda dos Quatro Caminhos em palco (seriam mais de uma centena de elementos), afirmando o alentejano como língua oficial e espalhando a boa disposição por aqueles lados. De polaco ainda nada se ouvia, pois os Warsaw Village Band tinham perdido o voo para Portugal. Um percalço que não veio manchar a actuação explosiva do grupo ao fim da noite. Se a comparação é permitida, os Hednignarna dicilmente fariam melhor. Do lado dos alentejanos ficou a ideia que os grupos corais ali estavam apenas para fazer boneco.
Notas: Ronda dos Quatro Caminhos (6,5/10), Warsaw Village Band (9,5/10)

Sexta-feira
É o grande dia do festival. As dezenas de pessoas que encheram a capela da Misericórdia para ouvir Tom Zé na sua "conferência-de-não-conferencista" e os cinco ou seis milhares que assistiram ao seu concerto dificilmente terão abandonado Sines com opinião diferente. Por vezes rimos, por vezes chorámos, por vezes dançámos, por vezes saltámos e a toda a hora fomos levados por um moleque safado de 67 anos. Não há palavras suficientemente justas para Tom Zé, para as suas palavras, para as suas músicas, para a sua banda. O único senão desta sexta-feira esteve nas condições sonoras dos espectáculos, com volumes demasiado baixos para se poder assistir aos concertos noutros pontos do castelo que não as primeiras filas em frente ao palco, algo que já não se veria ou, melhor, ouviria no último dia. Talvez por isso tenha sido tão frio o concerto da grega Savina Yanatou. Talvez por isso as opiniões se dividam em relação ao espectáculo de jazz meets caraíbas de David Murray e Pharoah Sanders. Mas tanto num como noutro espectáculo houve momentos particularmente interessantes.
Notas: Savina Yannatou (7/10), David Murray e Pharoah Sanders (8/10), Tom Zé (10/10)
(Ah, dão-se alvíssaras às equipas de imagem que gravaram o Tom Zé tanto na capela como em palco...)

Sábado
A maior surpresa do festival, aqui para o tasco, foi Roberto Juan Rodriguez. Klezmer, muito klezmer, irrepreensivelmente tocado, com os timbalões de Rodriguez a evocar os ritmos da sua terra natal, Cuba. E Rodriguez é mesmo um colosso na bateria, algo que ficou por demais evidente no encore final. As muralhas do castelo de Sines não ruiram por pouco. A bela Rokia Traoré trouxe a sua revisão aos sons dos griots do Mali e para o fim um Femi Kuti em grande forma.
Notas: Septeto Roberto Juan Rodriguez (9,5/10), Rokia Traoré (7,5/10), Femi Kuti (8,5/10)

Concertos e outras actividades paralelas
Destaque para o concerto de Vítor Gama/Pangeia Instrumentos (9/10), na capela, local onde ainda tocaram os München (o apelo ao descanso, à cerveja, a uma cartada, etc., foi mais forte). No palco secundário, junto à praia, houve também bons concertos, com realce para as "kusturicadas" dos alemães Di Grine Kuzine (6,5/10) e dos portugueses Nike Ensemble (7/10). No sábado ainda tocaram os luso-cabo-verdianos Refilon (5,5/10), antes da sessão de giradisquismo a meias entre o escriba e o grande Mário Dias, que durou até às... 8 e tal da manhã!

De volta

Estimados clientes, estamos de volta, mas com calma. A indigência reina...