segunda-feira, 31 de maio de 2004

Ultra sons na TV

A televisão portuguesa andava há algum tempo arredada do tema música. Ultimamente, tem ocorrido sinais que demonstram algumas aparentes melhoras, ainda que tímidas e muito localizadas.
Depois do "Pop Up", da 2:, A RTP-N (o novo canal de cabo que veio substituir a NTV) prepara-se para estrear "Ultrasons", um programa de 25 minutos dedicado exclusivamente à música feita em Portugal e co-produzido com a equipa do site divergencias.com. A primeira emissão será já nesta quarta-feira, às 11h30 (da manhã??).
Mais informações em divergencias.com.

Charadas #1

Pegando numa ideia de passatempo entretanto começada no Forum Sons, aqui vai uma primeira charada:




(um ponto para quem adivinhar primeiro)

sexta-feira, 28 de maio de 2004

"Narradores da Decadência", hoje, na Guarda

Fica aqui o convite a todos os guardenses: "Narradores da Decadência" será hoje apresentado ao público na Mediateca Municipal da Guarda, a partir das 21h30. Além de conversa, haverá ainda passagem de videoclips dos Mão Morta.

quinta-feira, 27 de maio de 2004

Imperdível, hoje, na ZDB



Para mais informações a respeito do quarteto francês que por vezes é um trio e que já foi conhecido pelo nome Tone Rec, e que hoje regressa à ZDB, é favor visitar a página que lhes dedica a actual editora, a tigerbeat.

terça-feira, 25 de maio de 2004

Não será isto crime?

Ontem reparei no rodapé de um mail recebido, esta nota:

«Rock in Rio Lisboa - Eu Vou!
Você Vai? Compre o seu bilhete no site oficial no SAPO! [depois tem ainda o link para a dita bilheteira online]»


Perguntei ao autor do mail, por descargo de consciência, se não teria sido ele a escrever aquilo. Não foi. É mesmo publicidade do Sapo. Portanto, já não basta o utilizador de um serviço servir de correia de transmissão a mensagens publicitárias -- o que na nossa lei de internet repleta de lacunas não levantará provavelmente qualquer polémica --, como ainda por cima, essas mesmas mensagens publicitárias lhe colocam, passe a expressão, palavras na boca. O autor do referido mail não vai ao Rock in Rio, e provavelmente até não quer ir ao Rock in Rio, e terá raiva a quem vai ao Rock in Rio. Mas o Sapo quer que ele assine os seus mails com um peremptório "Eu Vou!".
É UM DESCARAMENTO!

segunda-feira, 24 de maio de 2004

Sendim vs Sines. Agora escolha.

No mesmo fim-de-semana que o Festival de Músicas do Mundo de Sines, vai ter lugar mais uma edição do Intercéltico de Sendim, mostra de música de países de tradição celta que todos os anos se realiza naquela aldeia transmontana. Eis o (fortíssimo) programa:

Sexta, 30 de Julho
Marenostrum (Portugal - Algarve)
Fred Morrison e Jamie McManemy (Escócia)
Milladoiro (Galiza)

Sábado, 31 de Julho
Pauliteiras de Valcerto (Portugal - Mogadouro)
Los Yerbatos (Astúrias)
Teatro Peripécia (Portugal)
Llangres (Astúrias)
La Musgaña (Espanha)
Hedningarna (Suécia)

Domingo, 1 de Agosto
Missa céltica com os Santarén Folk (Espanha)
Início das festas de Santa Bárbela/Bárbara

sexta-feira, 21 de maio de 2004

É hoje!



Fantômas
Eyvind Kang
Kubik

A partir das 21h.

Com o ego em cima

Em primeiro lugar, desculpem qualquer coisinha em relação às pontas de auto-promoção que o que vem a seguir apresenta. Não me agradaria fazê-lo em muitos outros exemplos de elogios (e críticas, pois claro), mas nestes em particular, não consigo evitá-lo.
Há jornalistas e personalidades do meio da música que nos moldaram a forma de entender essa arte ou que nos educaram ao longo do nosso crescimento. Eu tenho duas pessoas que caem particularmente nessa categoria. Dois Antónios: o Pires e o Sérgio. O Pires já me fez pessoalmente -- e agora é que entra a parte da auto-promoção -- os maiores elogios ao "Narradores da Decadência". Fiquei, tanto pelo papel que ele teve na minha formação como pelo acompanhamento que ele fez do percurso dos Mão Morta, naturalmente envaidecido. Hoje, no Independente, o Sérgio escreveu estas linhas: «O livro dedicado aos Mão Morta é um manancial de informações incrível para quem se interessa pelo grupo (que é "só" um dos de maior culto em Portugal), à parte ter um apêndice (em jeito de enciclopédia) que dá um enorme prazer percorrer.»
Um gajo fica, além de feliz por ouvir e ler estas palavras, com lata suficiente para se armar em convencido.

quinta-feira, 20 de maio de 2004

Lhasa: datas confirmadas

Já estão confirmadas em definitivo as datas de Lhasa em Portugal:

7 de Julho
Lisboa, Forum Lisboa

8 de Julho
Coimbra, Teatro Académico Gil Vicente

9 de Julho
Aveiro, Teatro Aveirense

10 de Julho
Porto, Jardins do Palácio de Cristal

quarta-feira, 19 de maio de 2004

Sines uma vez mais obrigatório

A edição deste ano do Festival de Músicas do Mundo de Sines volta a apresentar um cartaz de peso. Vejamos, para já, o programa resumido:

29 de Julho (quinta-feira)
Ronda dos Quatro Caminhos
Warsaw Village Band (Polónia)

30 de Julho (sexta-feira)
Savina Yannatou (Grécia)
David Murray Creole Project feat. Pharoah Sanders (EUA/Guadalupe)
Tom Zé (Brasil)

31 de Julho (sábado)
Septeto Roberto Rodriguez (Cuba)
Rokia Traoré (Mali)
Femi Kuti & The Positive Force (Nigéria)

Paralelamente, há o já habitual programa de filmes ("Morabeza", "A Minha Casa", "Tom Zé, ou quem vai colocar dinamite na cabeça do século", "Amandla" e "Saudade do Futuro" -- mais informação em breve), conversas (com Roberto Juan Rodriguez, Tom Zé e David Murray) e pequenos concertos (München e Pangeia Instrumentos) na Capela da Misericórdia de Sines. A novidade é o after-hours na Avenida da Praia, com DJs e grupos pela noite fora, cujo programa ainda está a ser definido.

Hipnótica: cada vez melhores

Já vi, seguramente, mais de uma dezena de concertos de Hipnótica. É natural que às tantas comecem a escassear palavras para descrever as cada vez melhores experiências que vou tendo com os espectáculos do grupo. O concerto de ontem, no Lux, obriga a que, uma vez mais, traga ao texto uma série de superlativos para relatar com justiça a forma como o grupo está cada vez mais coeso (como se, desde há dois ou três anos para cá, se possa imaginar que eles ainda conseguem ir mais longe), como os músicos tocam mais do que nunca, como a máquina -- figura metafórica que vai perdendo o seu sentido, pois os Hipnótica estão mais humanos, mais quentes no sangue do que alguma vez estiveram -- funciona cada vez melhor. Vós sois grandes. (9/10)

terça-feira, 18 de maio de 2004

Quando?

Quando é que conseguimos ter a PJ Harvey numa noite em nome próprio, que não a de um festival, relembrando aquela mítica e fantástica noite no Rivoli?

segunda-feira, 17 de maio de 2004

Programa do Super Rock (do dia que interessa alguma coisa)

11 de JUNHO

Palco principal:
18H00 - Liars
19H25 - Hundred Reasons
21H00 - Pixies
23H05 - Lenny Kravitz
01H10 - Massive Attack
03H00 - Fatboy Slim

Palco Quinta dos Portugueses:
17H00 - Loosers
17H30 - X-Wife
18H55 - André Indiana
20H30 - Wray Gunn
22H35 - Pluto
00H40 - Clã

Chuta cavalo

Há poucos minutos, a meio da rua Garrett, um punk de guitarra acústica ao tiracolo tocava e cantava "Chuta Cavalo", dos Peste & Sida. Aquela surpreendente versão ficou-me no ouvido até agora. E já estou arrependido de não ter perdido um pouco de tempo à procura de trocos...

sexta-feira, 14 de maio de 2004

PÁRA TUDO!

Alguém no Forum Sons reparou que na notícia do Público de hoje a propósito da Casa da Música, do Porto, vem uma curta referência a uma passagem por lá em Outubro de... TOM WAITS!!!!!

(...) Esta grelha cruza, assim, um calendário semanal e mensal de eventos distribuídos pelos vários espaços do edifício, com quatro grandes blocos temáticos transversais e duas outras séries de blocos mais pequenos, ao longo do ano.

Blocos de 10 a 15 dias

Grandes Nomes (Outubro) - Keith Jarrett, Tom Waits, Pollini, Mariza, Pedro Abrunhosa, Orquestra de Berlim e Chico Buarque são alguns exemplos da abrangência deste programa. (...)


E o Chico Buarque também, conforme se previa... Olha que bela, bela notícia.

Television em Serralves



Há coincidências que nos deixam impávidos. Ainda há dois dias aqui falava dos Television e da sua participação no documentário "The Blank Generation" e eis que surge esta notícia. Os regressados Television vão estar ao vivo no Porto, na celebração do 15º aniversário da Fundação Serralves, a 5 de Junho. O espectáculo, cuja primeira parte caberá aos Três Tristes Tigres, está integrado num programa non-stop que decorrerá durante dois dias (5 e 6), com mais de cinquenta eventos, da música ao cinema, dos debates às exposições, do circo às marionetas, entre outras áreas.

quinta-feira, 13 de maio de 2004

De onde raio é que vem o nome? #14: CBGB

Nada melhor que as palavras do proprietário e fundador de um dos mais conhecidos clubes underground de Nova Iorque, Hilly Kristal:

«The question most often asked of me is, 'What does CBGB stand for?'
I reply, 'It stands for the kind of music I intended to have, but not the
kind that we became famous for: COUNTRY BLUEGRASS BLUES.'
The next question is always, 'but what does OMFUG stand for?' and I say
'That's more of what we do, It means OTHER MUSIC FOR UPLIFTING
GORMANDIZERS.' And what is a gormandizer? It's a voracious eater of,
in this case, MUSIC.»

Breves palavras escritas à pressa a propósito do "The Blank Generation"

O filme começa bem, com a Patti Smith naquela sempre arrepiante interpretação de "Gloria", do Van Morrison. Nem incomoda muito o facto das imagens não estarem sincronizadas com o som (o mais certo, possivelmente, é provirem de diferentes gravações, registadas em diferentes alturas). Mas aquilo que o espectador incauto pensava que se verificaria apenas naquela aparente introdução com a Patti Smith, acaba por ser um factor mais ou menos incomodativo ao longo de todo o filme. Irrita ouvir o Joey Ramone cantar "Sheena is a Punk Rocker" e vê-lo de boca fechada ou, ao contrário, ver o Tom Verlaine a cantar qualquer coisa que não podemos ouvir. Mais ou menos incomodativo, dizia, porque a determinada altura, somos forçados a esquecer o facto e a tomar contacto com outros pontos de interesse que vamos absorvendo nas imagens ou nos sons. Que o miúdo David Byrne terá sido uma das vozes mais desafinadas a passar pelo CBGB naquela altura. Que os nunca ouvidos Marbles teriam apenas uns 14 ou 15 anos no palco do CBGB. Que a película queimou a meio durante a exibição de ontem e obrigou a um intervalo forçado. Que o John Cale aparece no meio do público, quase como num "cameo", mais para o fim do filme. Que não percebemos na realidade o espaço do CBGB: era pequeno, como parece ser no concerto dos Ramones? Era enorme, como dá a entender o concerto dos Miamis?
O fim do documentário faz jus ao início, deixando no ouvido do espectador os Heartbreakers (Richard Hell com alguns ex-New York Dolls) a tocarem "Blank Generation", tema que mais tarde se tornaria popular nos Voidoids, o grupo que se seguiria na carreira de Hell.

I was sayin let me out of here before I was
even born--it's such a gamble when you get a face
It's fascinatin to observe what the mirror does
but when I dine it's for the wall that I set a place

I belong to the blank generation and
I can take it or leave it each time
I belong to the ______ generation but
I can take it or leave it each time

Triangles were fallin at the window as the doctor cursed
He was a cartoon long forsaken by the public eye
The nurse adjusted her garters as I breathed my first
The doctor grabbed my throat and yelled, "God's consolation prize!"

I belong to the blank generation and
I can take it or leave it each time
I belong to the ______ generation but
I can take it or leave it each time

To hold the t.v. to my lips, the air so packed with cash
then carry it up flights of stairs and drop it in the vacant lot
To lose my train of thought and fall into your arms' tracks
and watch beneath the eyelids every passing dot

I belong to the blank generation and
I can take it or leave it each time
I belong to the ______ generation but
I can take it or leave it each time

I belong to the blank generation and
I can take it or leave it each time
I belong to the ______ generation but
I can take it or leave it each time top


(A AnAnAnA tem disponível o DVD de "The Blank Generation/Dancing Barefoot". "Dancing Barefoot" é um documentário sobre Ivan Kral, o guitarrista checo ocasional do Patti Smith Group, que também realiza, com a colaboração do incipiente Amos Poe, o "Blank Generation".)

quarta-feira, 12 de maio de 2004

A brincadeira afinal era, aparentemente, do Expresso...

----- Original Message -----
From: Pedro Amorim
To: expresso@expresso.pt
Sent: Wednesday, May 12, 2004 3:13 AM
Subject: Exercicio do Direito de Reposta - Lei da Imprensa


Exmos Senhores


Ao abrigo do direito de resposta consignado na Lei de Imprensa, solicito que seja publicada a devida correcção de uma notícia que surgiu esta terça-feira (11 de Maio de 2004) no Expresso Online (http://online.expresso.pt/1pagina/artigo.asp?id=24744264&wcomm=true&pg=1) e que considero atentatória do meu bom nome, para além de pôr em causa a minha independência, ética e deontologia profissional.


Aqui fica então a correcção.


No fim do Seminário «Ciberlaw'2004», fui abordado, em pleno corredor do CCB, por uma jovem jornalista estagiária do Expresso Online, que me faz uma pergunta relacionada com a minha intervenção e que se prendia com a questão da tutela dos direitos do consumidor na chamada Lei do Comércio Electrónico (DL 7/2004).


Como será evidente para que me conheça, NUNCA disse que ?o objectivo da ANACOM é acabar com a criação de "blogs? e MUITO MENSOS que ?espero que seja cumprido?.


Quanto interpelado pela jornalista estagiária sobre quais seriam as grandes questões jurídicas da Internet nos próximos tempos, respondi que, além da questão dos Direitos de Autor, a questão da limitação da liberdade de expressão por força das políticas de combate à cybercriminalidade e ao terrorismo é uma questão que vai estar na ordem do dia e que, pessoalmente, muito me preocupa.


Neste contexto, referi que o fenómeno dos blogs e a sua relação com o jornalismo, deverá ser seguido com muito atenção, até porque poderá haver alguma tendência da parte do poder politico para tentar controlar ou mesmo silenciar alguns blogs que lhes sejam mais incómodos (é um fenómeno que extravasa as nossa fronteiras e do qual já há sinais noutras paragens do globo).


E por aqui me fiquei, em relação a esta matéria.


Sendo um leitor assíduo de vários blogs, acompanho com entusiasmo a sua evolução, até porque acredito que estes serão, provavelmente, um dos últimos redutos da plena liberdade de informação face a uma comunicação social cada vez mais instrumentalizada e subjugada a interesses que muitas vezes não são nada coincidentes com o dever de informar.


Quem queria conhecer a minhas posições sobre esta matéria poderá ler um artigo que publiquei na Direito@Rede (http://www.oa.pt/direitonarede/detalhe.asp?idc=11741&scid=11762&idr=11760&ida=11777) em que justamente tentava alertar para os perigos da intervenção de autoridades administrativas na resolução provisória de litígios, com bem referiu o Dr. José Magalhães num comentário a esta ?noticia?.


Para um estudo mais aprofundado da questão recomendo a leitura do Parecer da Secção de Direito das Novas Tecnologias e Comércio Electrónico da Comissão de Legislação da Ordem dos Advogados relativamente à ?Lei do Comércio Electrónico? que, por ser co-autor, evidentemente subscrevo ? ver http://www.oa.pt/genericos/Arquivo/detalhe...ne=61&ida=11720


Por último esclareço que não tenho, nem nunca tive, qualquer ligação à ANACOM, entidade que respeito e que, na minha opinião, tem e está vocacionada para tarefas bem mais importantes (ver por todas, um processo de liberalização das telecomunicações que teima em não arrancar, excepto na letra da lei) do que andar a exercer a poderes jurisdicionais no mundo on-line.


Não deixa de ser irónico que este incidente aconteça com alguém que sempre se têm batido pelo Estado-Direito, porque no fundo é de isso que estamos mesmo a falar quando há o perigo de uma censura administrativa de conteúdos disponível on-line ou do acesso indiscriminado pela polícia aos nossos dados (veja-se o anteprojecto do Governo relativo ao acesso aos dados da Administração Fiscal e da Segurança Social).


Como alguém disse, quero continuar a pensar que ?se alguém me toca à porta às 6h da madrugada é mesmo o leiteiro?.


Com os melhores cumprimentos,

Pedro Amorim

Évora morre aos poucos

Quando aqui há uns anos ia a Évora, era habitual ficar impressionado com o andamento que aquela cidade tomava. Estou certo que era mais do que aquela arrogância tipicamente alfacinha que leva um lisboeta a ficar impressionado, bastas vezes, com o desenvolvimento que certas cidades do interior vão tomando, frequentemente incógnito ao macro-óculo nacional. Aquela cidade fervilhava de agitação. Durante boa parte do ano, havia um rame-rame de turistas desde o Hotel da Cartuxa até à Praça do Giraldo, ao Templo de Diana ou a qualquer outro local de interesse dos muitos que Évora oferece. Todos os anos acontecia o Viva a Rua, uma magnífica celebração da comunhão entre as pessoas e o ar livre da cidade, uma festa com música (alguns bons nomes das músicas do mundo passaram por lá), teatro urbano e outras manifestações artísticas que levavam largos milhares de pessoas, vindas de todo o país, às ruas da capital de distrito. A associação Pédexumbo, por exemplo, cuja importância para a música e para a dança é por demais evidente em realizações como o Andanças (os lisboetas podem também tomar contacto com esta realidade incrível às sextas-feiras no Mercado da Ribeira), nasceu lá. Évora existia nesta altura.

Hoje, o retrato é mais sombrio. Experimente-se passear pelo centro de Évora num sábado à tarde, por exemplo. A maior parte das lojas encontra-se encerrada. Já não se vêem tantos turistas palmilhando as ruas como antigamente. A actual edilidade acabou com o Viva a Rua, mas não continua a depauperar o orçamento com organizações mais popularuchas (sim, porque "popular" era o Viva a Rua), com artistas pagos a preço de ouro a quem já poucos ligam, com Operações Triunfo para o povo e outras opções igualmente duvidosas.

A mais recente estocada no moribundo aconteceu há poucos dias atrás. A Feira do Livro, que todos os anos se realiza na Praça do Giraldo, foi relegada para segundo plano perante uma nova feira de "fashion". Não importa que a Feira do Livro estivesse já programada para começar a 28 de Maio, que a agenda cultural distribuída aos edis (e não só) saísse com essa informação, que os eventuais turistas que hoje mesmo queiram saber o que se vai passar em Évora nesses dias fiquem convencidos, pela informação prestada no site da Câmara, que vai haver uma Feira do Livro. Mas a verdade é que a Feira do Livro só se vai realizar -- se se realizar -- depois da feira de "fashion", sabe-se lá quando. Se a "fashion" está na moda e o livro nunca o esteve propriamente, completamente demodé parecem estar as programações culturais sérias de câmaras municipais sérias neste país.

Pedro Amorim suicida-se (ah queres brincadeira, né?)

Na sequência de reflexão feita após as declarações dadas ontem ao jornal Expresso, o jurista da Anacom Pedro Amorim decidiu pôr um fim à sua existência, depois de perceber que ele próprio tinha acabado de difamar em público algumas centenas de pessoas sérias que escrevem em blogues sérios.

terça-feira, 11 de maio de 2004

Só pode ser brincadeira de mau gosto

Notícia do ExpressoOnline de hoje:

Autoridade quer acabar «blogs», alegando tendência para difamação

Alterar tamanho
A Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) pretende acabar com a existência dos chamados «blogs», páginas de opinião muito em voga na Internet, alegando que estes sítios são frequentemente utlizados para difamação, afirmou ao EXPRESSO Online Pedro Amorim, especialista em direito para as novas tecnologias da informação.

O jurista falava à saída do seminário «Ciberlaw'2004», organizado pelo Centro Atlântico, que decorreu na terça-feira no Centro Cultural de Belém

«Os blogs estão cada vez mais a ter uma relação com o jornalismo, e prevê-se uma grande tendência para a difamação. O objectivo da ANACOM é acabar com a criação de "blogs" e espero que seja cumprido», disse Pedro Amorim.

Quando questionado acerca dos problemas que marcam a sociedade de informação, Pedro Amorim aponta os direitos de autor como um dos mais preocupantes - «será sempre um dos problemas do mundo digital. Mas isto leva também à tendência da segurança 'versus' liberdade de expressão, que vai ainda pôr em causa este último princípio».

A protecção dos consumidores é outra das preocupações, uma vez que eles «são os mais lesados, por exemplo, numa venda on-line. O consumidor é sempre a parte fraca».

«Devia haver apenas uma entidade para a defesa dos consumidores, contrariamente às "n" que existem», salientou. Pedro Amorim esteve presente no Seminário «Ciberlaw'2004», organizado pelo Centro Atlântico, que decorreu no Centro Cultural de Belém.

segunda-feira, 10 de maio de 2004

Six Organs of Admittance, Fürsaxa e No-Neck Blues Band em Portugal

A América mais estranha dos últimos tempos vai estar em Portugal no próximo mês de Junho. Anotem, se fizerem o favor, estes verdadeiros acontecimentos:

SIX ORGANS OF ADMITTANCE + FÜRSAXA
9 de Junho - O Meu Mercedes É Maior Que O Teu, Porto
10 de Junho - Galeria Zé dos Bois, Lisboa

NO-NECK BLUES BAND
21 de Junho - O Meu Mercedes É Maior Que O Teu, Porto
22 de Junho - Galeria Zé dos Bois, Lisboa

(Um grande e caloroso abraço ao Pedro Gomes. Tu estás lá.)

Rock in Ribeiro

Já há algum tempo que se pedia que a Cinemateca Portuguesa fizesse uma piscadela de olho à música. E eis que neste mês vai estar em exibição o ciclo "Rock in Ribeiro", com sugestões mais ou menos interessantes, pese embora o facto de surgir de alguma forma ancorado a um festival de marcas e não de música. Mas deixemos isso de parte e vejamos o programa do "Rock in Ribeiro". Começa hoje!

MONTEREY POP
D.A. Pennebaker
(Monterey International Pop Festival, com Otis Redding, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Simon & Garfunkel, The Who, Ravi Shankar, Laura Nyro, ...)
Dia 10, 21h30.

BLANK GENERATION
Amos Poe e Ivan Kral
(Actuações no mítico CBGB: Television, Blondie, Ramones e Patti Smith... A NÃO PERDER!)
Dia 12, 19h00.

CELEBRATION AT BIG SUR
Johanna Demetrakas
(Big Sur Festival, com Joan Baez, David Crosby, Joni Mitchell, John Sebastian, Stephen Mills, Neil Young, Graham Nash, ...)
Dia 13, 19h00.

KEEP ON ROCKIN'
D.A. Pennebaker
(Festival de Toronto, com Chuck Berry, Little Richard, Jerry Lee Lewis, Janis Joplin, Jimi Hendrix, John Lennon, ...)
Dia 14, 19h30.

WOODSTOCK: 3 DAYS OF PEACE AND MUSIC: THE DIRECTOR'S CUT
Michael Wadleigh
(Woodstock Festival, com Joan Baez, Jimi Hendrix, Janis Joplin, The Who, Ten Years After, Ritchie Havens, Sha-Na-Na, Arlo Guthrie, Crosby Stills and Nash, ...)
Dia 15, 21h30.
Dia 19, 22h00.

GIMME SHELTER
David e Albert Maysles
(Aquele festival onde um elemento dos Hell's Angels, o bando contratado para fazer a segurança dos Rolling Stones, assassinou um elemento da assistência. Com Rolling Stones, Ike and Tina Turner, Flying Burrito Brothers e Jefferson Airplane.)
Dia 15, 22h00.
Dia 15, 22h00.

THE CONCERT FOR BANGLADESH
Saul Swimmer
(Festival de caridade pelas vítimas da fome no Bangladesh, com Ravi Shankar, George Harrison, Ringo Starr, Eric Clapton, ...)
Dia 20, 19h00.

THE LAST WALTZ
Martin Scorsese
(Concerto de despedida dos The Band, o grupo que acompanhava Bob Dylan. Com The Band, Bob Dylan, Neil Young, Van Morrison, Muddy Waters, Joni Mitchell, Lawrence Ferlinghetti e Martin Scorsese.)
Dia 20, 22h00.
Dia 22, 22h00.

NO NUKES
Julian Schlossenberg, Daniel Goldberg e Anthony Potenza
(Concerto de protesto contra o nuclear, em Madison Square Garden, com Country Joe McDonald, Bruce Springsteen e Carly Simon.)
Dia 26, 21h30.

THE T.A.M.I. SHOW
(Festival Teenage Award Music International, com os Rolling Stones e os Beach Boys em início de carreira. Com Beach Boys, Chuck Berry, Marvin Gaye, James Brown e Rolling Stones.)
Dia 28, 22h00.

Clement "Sir Coxsone" Dodd (1932-2004)

Morreu, na passada terça-feira, 4 de Maio, Clement "Sir Coxsone" Dodd, o produtor que em 1963 fundou o primeiro estúdio jamaicano dirigido por pretos, o mítico Studio One. Reconhecido pelo seu incansável contributo no domínio do reggae, Dodd foi acometido por um ataque cardíaco, precisamente quando estava a trabalhar no seu Studio One. Em gesto de homenagem póstuma, o governo jamaicano decretou entretanto a mudança de nome da Brentford Road para Studio One Boulevard.
Se Jah existe, que o receba de braços abertos.

sexta-feira, 7 de maio de 2004

quinta-feira, 6 de maio de 2004

Beijos homicidas


Um Zero Amarelo "Um Zero Amarelo" (NorteSul, 2000)

Já disse aqui que considero este o melhor álbum de rock português de canções dos últimos anos? Não? Então que fique claro agora. É uma obra-prima.

quarta-feira, 5 de maio de 2004

Múm... err... oops.

ATENÇÃO À ALTERAÇÃO DE DATAS!!!
Não me tinha dado conta da troca de datas nos concertos dos Múm em Lisboa e Porto. Assim sendo, e para clarificar as coisas, o grupo islandês toca esta noite no Porto e amanhã em Lisboa. Assim é que é.

SY vintage


Sonic Youth "Sonic Nurse" (Geffen, 2004)

Promete ser um discos mais ouvidos por aqui este ano. Não rompe com nenhuma fronteira, como no passado, mas está repleto de boas canções na melhor tradição dos SY.

(pub) Narradores da Decadência já à venda

A biografia dos Mão Morta já se encontra disponível nas livrarias de todo (*) o país, e não só na 100ª Página de Braga e nas bancas de merchandising dos concertos, como acontecia até agora.
(*) é um "todo" relativo, como é natural.

terça-feira, 4 de maio de 2004

Quem substitui o Fred "Sonic" Smith e o Rob Tyner nos MC5/DKT?

Segundo a Cotonete (e desta vez não vou citar, mas sim indicar o caminho para a notícia), já começam a surgir os nomes dos vocalistas e guitarristas que vão acompanhar os elementos sobreviventes da antiga formação dos MC5 (que agora, para esta digressão de regresso se designarão por MC5/DKT).
Acrescento que, na minha humilde opinião, e se o objectivo é fazer reviver ao vivo o imaginário de um grupo que acabou há mais de 30 anos, há um nome que era mais do que indicado para ser um substituto do Rob Tyner. Chama-se Marcus Durant, pertence aos Zen Guerilla e é a figura chapada do Tyner, tanto na silhueta visual como na voz e na música do seu grupo. Dêem as vossas sugestões. Marco Paulo não vale, porque o intérprete de "Dois Amores" já cortou o cabelo há algum tempo.

Liars no Super Rock!!


Parece que tenho de citar mais uma notícia aos meus caros amigos da Cotonete (a culpa é vossa, por estarem sempre em cima da actualidade). O dia 11 do cartaz do Super Rock, a sexta-feira que já sabíamos que ia contar com os Pixies, vai ser enriquecido com os Liars, que assim voltam ao nosso país, depois de um estrondoso concerto no Lux no ano passado.
Notícias como esta deixam-me feliz para o resto do dia ou a piece of news like this everyday keeps the doctor away. :)

segunda-feira, 3 de maio de 2004

Uma pergunta inocente

Não tinha reparado -- ando distraído -- na história do regresso dos MC5. Mas não será esta reunião tão despropositada quanto uma reunião dos Beatles, por exemplo?

MC5 e cantautores vários em Paredes de Coura

A notícia é da Cotonete e é confirmada pelo site do festival. Os regressados -- mais uns -- MC5 vão subir ao palco do festival minhoto, no dia 18 de Agosto. Novidade neste ano é o palco "cantautores" onde, durante a tarde, estarão alguns trovadores da música moderna, como os já anunciados Howe Gelb (dia 18) e Mark Eitzel (dia 19).

Festival de Lisboa transforma-se em Festival do Dragão

Talvez já não seja novidade para ninguém, mas ainda assim fica aqui a nota:
O Festival de Lisboa, que a Tournée preparava-se para levar a cabo no Pavilhão Atlântico, até onde viriam, entre outros, os Stooges e David Bowie, foi transferido para o Porto, para o Estádio do Dragão. Como tal, mudou também a designação. Vai saber bem ir até ao Porto, ver os Stooges e conhecer o novo estádio do FCP.

Eis o bicho



Este modelo é o mais sofisticado. Tem 40 GB de espaço (!!), o que dá, grosso modo, para umas dez mil faixas de música. Custa 500 dólares e a loja da Apple tem ainda para venda uma gama imensa de acessórios e ainda oferece o serviço de personalização, com gravação a laser de um texto escolhido pelo cliente na parte traseira do aparelho. 40 GB?? Mais de seiscentos álbuns no bolso?

A crise da indústria discográfica no Público, também

Na edição de ontem do Público, surgiu publicado uma peça do Vítor Belanciano sobre a cada vez mais evidente crise da indústria discográfica. Porque tem a ver com aquilo que falava aqui na semana passada, aqui fica o texto do Vítor:

Indústria da Música
Por POR VÍTOR BELANCIANO
Domingo, 02 de Maio de 2004

Multinacionais do disco em crise

Não se tem falado de outra coisa nos últimos anos - crise na indústria da música. Mas esse cenário parecia uma realidade abstracta em Portugal. Para parte considerável do público, designações como "iPod" ou "download" continuam a ser encaradas com estranheza, como se representassem uma realidade distante. As editoras também acordaram tarde para o fenómeno. Há três anos, a BMG portuguesa reduziu efectivos e as decisões começaram a ser partilhadas com Madrid, mas foi nos últimos meses que os sinais concretos de que a crise está a afectar as multinacionais do disco a operar em Portugal (EMI, Universal, Sony, Warner e BMG) se adensaram. Sentem-no na pele funcionários e artistas. Os primeiros são despedidos ou vivem na ansiedade de o virem a ser e os segundos vêem reduzir-se as hipóteses de edição dos seus trabalhos.

Recentemente, a EMI despediu 1500 funcionários em todo o mundo e reduziu em 20 por cento o seu catálogo. Os efeitos sentiram-se em Portugal. Antes, os escritórios da Warner em Lisboa sofreram do mesmo síndroma, e as decisões passarem a ser partilhadas ao nível da Penísula Ibérica. Na Universal aconteceram reajustamentos em forma de dispensas. Ninguém sai ileso. As editoras argumentam que os novos formatos digitais lhes estragam o negócio, mas ao mesmo tempo avançam para a criação de plataformas de "downloads" legais - a Universal portuguesa anunciou esta semana que deseja avançar para essa solução ainda este ano. Isso não impede que a política de repressão se imponha, e nos EUA foram já conduzidas a tribunal 1500 pessoas. Ao mesmo tempo, um estudo científico recente diz que não existe correlação directa entre troca de ficheiros mp3 na Net e quebra no número de discos vendidos. As opiniões dividem-se e a confusão instala-se.

O cenário de crise afecta também as pequenas editoras e distribuidoras portuguesas (MVM, Zona Música, Sabotage, Vidisco, Som Livre, Megamúsica, entre outras) e propõem-se medidas: que o IVA dos discos (actualmente de 19 por cento) seja reduzido - algo que a Espanha vai pôr em prática, ficou a saber-se esta semana -, ou que o preço dos CDs baixe. Em simultâneo ensaiam-se alternativas, com o argumento de que as grandes editoras não apostam em novos valores portugueses. Outros modelos de distribuição são tentados. Em desespero, até os jornais servem de veículo distribuidor. Uma óptima ideia não isenta de efeitos perversos. Eliminam-se intermediários, os discos são vendidos a preço reduzido, mas colocam-se os jornais em competição com distribuidoras e lojas de discos, nivelando discos de qualidade com outros duvidosos, alguns vendidos a retalho. No meio de tanta incerteza, a única certeza que existe é que indústria está em mudança acelerada. Ou melhor, já mudou.

Acesso à música imaterial
Imagine o leitor este cenário: está na FNAC, olha à sua volta e a rodear os poucos CDs existentes estão meia dúzia de nostálgicos que disputam o último álbum de Björk, em edição luxuosa e limitada. Ao lado encontramos plataformas e servidores "online" que permitem o acesso directo à música imaterial. Aglomeram-se pessoas que querem conectar os leitores de música virtual, que lhes vão permitir aceder a temas avulsos. Não é ficção, é a realidade, dentro de poucos anos. Os especialistas falam num período temporal entre 5 a 10 anos. Como foi possível chegar aqui?

Tudo começou quando um engenheiro alemão, Karlheinz Brandenburg, descobriu uma forma de comprimir um ficheiro musical sem perda de qualidade. O formato, baptizado mp3, foi colocado à disposição do público em 1994, mas popularizar-se-ia alguns anos depois, através da Net e de "sites" como o Napster, permitindo a troca de ficheiros entre particulares. Estava aberta uma "caixa de pandora" que aliava duas dimensões novas: o acesso gratuito à música, via troca, e a desmaterialização do suporte. Uma desmaterialização que, bem vistas as coisas, começou com a introdução do CD, vendido como inalterável, imune à erosão, quase estéril. Depois do orgânico vinil, a música perdeu corpo com o CD e virou imaterial com o mp3.

Depois do Napster, entram em acção outros "sites" que permitem troca de ficheiros como o Gnutella, Kazaa ou Soulseek e uma geração que nunca comprou CDs nasce. A venda de discos cai e a indústria reage pela via da criminalização, argumentando que existe uma ligação directa entre descarregamentos na Net e menos discos vendidos. Segundo a Associação da Indústria Discográfica Americana - que, desde o princípio do ano, já conduziu 1500 indivíduos a tribunal -, as pessoas que fazem "downloads" reduziram em 33 por cento as compras de CDs. Mas o assunto não é pacífico.

Uma equipa de investigadores de Harvard e da Universidade da Carolina do Norte publicou um estudo que veio comprovar, com legitimidade cientifica, aquilo que outros defendiam com argumentos do senso comum: não existe uma ligação mecânica entre descarregamentos de música na rede e decréscimo das vendas de discos. Como acontece nestes casos, deverão surgir outros estudos que proclamarão o contrário. Seja como for, independentemente de quem tem razão, o facto é que a música está cada vez mais ligada a outros suportes - jogos vídeos, filmes, telemóveis, publicidade, DVDs. A música é cada vez mais um argumento, não para vender discos, mas sim "hardware" - máquinas, ordenadores ou "ipod". O problema é encontrar formas de pagar aos criadores.

Neste contexto, a indústria tem que repensar estratégias e começa a fazê-lo lentamente. Nos EUA, serviços de "downloads" legais como o iTunes revelam-se um sucesso - apesar de existirem casos de fracasso -, e na Europa começa a perceber-se que as vendas digitais são uma realidade que veio para ficar, pelo menos até à descoberta de um novo formato, tal como aconteceu nos anos de ouro da explosão do CD. Enquanto isso não acontecer, a transição para um novo modelo económico anuncia-se doloroso para as multinacionais do disco. Em Portugal, por exemplo, é preocupante que não existam catálogos nacionais fortes e ágeis. Essa é, afinal, uma das justificações para que as multinacionais operem num mercado de fronteira como o português.

Para editoras, criadores e melómanos, o mundo digital tem novos contornos. Compram-se menos discos, mas escuta-se mais música, de estilos e épocas cada vez mais variadas. Ou seja, o digital trouxe novos desafios - alguns dolorosos e difíceis de enfrentar -, mas está também a permitir a criação de novas opções, modificando hábitos, ampliando práticas e permitindo uma melhor e maior acessibilidade à música.


Deixo ainda os links para as caixas que acompanharam esta peça:

2004 pode ser ainda pior
A crise segundo eles
AS FRASES
Curiosidades
De quem é a culpa?