quarta-feira, 28 de janeiro de 2004

O Marco acordou!

:)

(desculpem, mas é uma posta apenas para quem conhece o Marco; o meu amigo João Gonçalves acaba de me informar que ele acordou e que reconhece os pais! :))) )

Juramento Sem Bandeira

Neste passado sábado, em que estive à conversa com o João Peste, dos Pop Dell'Arte, surgiu a história do tema "Juramento Sem Bandeira", o qual acabou por vir a dar nome a este blogue. Eis como surgiu "Juramento Sem Bandeira" pelas palavras do João:

«Estávamos a preparar o 'Free Pop' e fizemos um tema novo, em cujo refrão eu cantava 'I Swear'. Depois resolvi fazer uma letra em português e acabei por lhe pôr o nome 'Juramento Sem Bandeira'. Quando fizemos a primeira maqueta do tema, achámos que faltava ali qualquer coisa e, curiosamente, tanto eu, como o Sapo e, creio, como o Zé Pedro, todos pensámos que 'pá, aquele gajo dos Mão Morta é que ficava bem aqui, se emprestasse a voz a este tema'. Eu disse que 'se houvesse uma segunda voz aqui, o tema ficava a ganhar' e que por acaso 'tinha em mente uma pessoa'. O Sapo disse: 'será que é a mesma pessoa que eu estou a pensar?'; e o Zé Pedro: 'Eu acho que ficava aqui bem o Adolfo'. Estávamos os três de acordo. Convidámos o Adolfo e ele aceitou. Pelo que ele disse na altura, tinha ficado bastante honrado pelo convite, porque gostava de Pop Dell'Arte (da mesma forma que as pessoas de Pop Dell'Arte gostavam de Mão Morta). Não ensaiámos praticamente. Tocámos o tema uma ou duas vezes para acertar níveis de voz para a gravação e assegurar a escuta dos nossos headphones. Esse ensaio técnico foi também o ensaio artístico. A coisa correu bem e foi feita à primeira.»

terça-feira, 27 de janeiro de 2004

2004 começa bem

Ainda estamos em Janeiro e já parece haver um forte candidato a melhor álbum do ano:



Acreditem ou não, a capa pertence ao novo disco dos Tortoise, "It's All Around You". Saída prevista para Abril.

Frase do dia

«Não há maior erro do que pensar que há amor pela música sem ódio», Miguel Esteves Cardoso, no Blitz de hoje.

(De resto, o artigo é bastante pertinente nos dias que correm. O MEC tem razão. É preciso que acabemos de vez com o pós-modernismo, que deixemos de ser estes escuteiros-mirins de pacotilha.)

sábado, 24 de janeiro de 2004

Petição

Porque nunca é demais acautelarmo-nos, aqui está uma petição que todos nós, que queremos ver Pixies ao vivo em Portugal, devemos assinar:
Queremos Pixies em Portugal!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2004

Este seguramente vai acontecer

No Ciclo de Dança e Música as "Meninas", na Fundação Serralves (especulando-se ainda se também não acontecerá também na ZDB, em Lisboa, à semelhança do que, por exemplo, acontece este fim-de-semana, com Kevin Blechdom).

Os rumores eram muitos...

...mas parece que agora é que é!

Brevemente, numa sala qualquer em Lisboa (pelo menos):

quinta-feira, 22 de janeiro de 2004

Desculpa lá Xobineski...

...mas não resisto a citar-te mais uma posta, mas é que apenas dei com ela agora. A notícia é F-A-N-T-Á-S-T-I-C-A: existe, desde há alguns meses, um blogue dedicado a essa figura incontornável dos métodos musicais e dos romances rosa-cristãos, o magnífico Eurico Cebolo! Por favor, a imensa família de discípulos do sr. Cebolo tem que se juntar neste espaço: ecfc.blogspot.com/.

O seu a seu dono

Afinal, o "Miguel" da posta anterior não é tão anónimo assim. O estudo literário em redor da letra do JPP é afinal da autoria da Sofia, desse interessantíssimo blogue que dá pelo nome de Xobineski Patruska. O mail que recebi não trazia nenhuma destas indicações e eu devo ter deixado passar essa posta da Sofia ao lado, daí que não lhe tenha prestado tributo em tempo devido.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2004

João Pedro Pais, poeta injustiçado (sic)

(Recebi há pouco este mail. Sendo do maior interesse deste blogue estar na vanguarda da divulgação de estudos particularmente pertinentes sobre assuntos particularmente... err... transversais à sociedade portuguesa, como é o caso presente, é com a maior honra que a seguir se publica, na íntegra, esta tese de literatura avançada pop, da autoria de um estudioso que solicitou ficar anónimo. Tratemo-lo por "Miguel", como se faz nos noticiários da TVI, mesmo que nunca mais voltemos a chamá-lo pelo nome.)


João Pedro Pais é, para alguns, o melhor músico da sua geração. Para outros é o "Robbie Williams português". Para mim é um dicionário de rimas ambulante. Um dicionário de sinónimos Porto Editora, uma Enciclopédia e o CD "Falar por Sinais" são o necessário para uma tarde bem passada a fazer Palavras-Cruzadas.

Mas não nos fiquemos só pelo riso sufocado enquanto desligamos rapidamente a RFM. Numa primeira tentativa de encontrar o real significado de cada verso por detrás do elevado estado alcoolizado do autor, tenho o prazer de apresentar uma análise cuidada do hit "Um Resto de Tudo".

Um Resto De Tudo

Desce pela avenida a lua nua
(Estou a descer uma avenida à noite)

Divagando à sorte, dormita nas ruas
(Estou desorientado e com sono. Ao usar ruas em vez de "avenidas" já consigo quase rimar com lua nua)

Faz-se de esquecida, a minha e tua
(Não sei o que acabei de escrever mas pelo menos "tua" também rima com lua nua)

Deixando um rasto, que nos apazigua
(Lua, nua, ruas, tua, apazigua. Boa. Vem aí o refrão!)

Refrão:

Sou um ser que odeias mas que gostas de amar
(Uma contradição fica sempre bem... tem panache...)

Como um barco perdido à deriva no mar
(Grandiosa comparação: "Um ser que odeias mas gostas de amar como um barco perdido à deriva no mar". As outras hipóteses eram "como um pássaro ferido a tentar voar" e "como um bife vendido, num talho do Lumiar")

A vida que levas de novo outra vez
("De novo outra vez", espero que seja suficiente para passar a ideia de repetição)

O mundo que gira sempre a teus pés
(A Terra gira sobre si própria. É um facto. Já Copérnico o afirmava, mas nunca foi Disco de Platina)

Sou a palavra amiga que gostas de ouvir
(Tu e mais 120 mil tansos que compraram a merda do cd)

A sombra esquecida que te viu partir
(Pá, fica mesmo giro isto de meter sempre um adjectivo estranho à frente dos nomes: palavra amiga, sombra esquecida, noite vadia...)

A noite vadia que queres conhecer
(Abordagem a problemas sociais como a vadiagem e a prostituição)

Sou mais um dos homens que te nega e dá prazer
(Mais uma contradição, estou imparável!)

A voz da tua alma que te faz levitar
(Um certo exotismo oriental)

O átrio da escada para tu te sentares
(Não rima muito bem com levitar,damn it! )

Sou as cartas rasgadas que tu não lês
(Não entendo pá, será que ela não gosta dos meus poemas?)

A tua verdade, mostrando quem és
(Oh! O que é a Verdade? Quem somos? De onde vimos? Para onde vamos?)

Entra pela vitrina surrealista
(Eu optava pela porta, mas isso sou eu)

Faz malabarismo a ilusionista
(Ou "faz contorcionismo a trapezista")

Ilumina o céu que nos devora
(Estou completamente pedrado)

Já se sente o frio, está na hora de irmos embora
(Devora, hora, embora...)

Sou um ser que odeias mas que gostas de amar
(Vidé acima, do tipo dejá vu...)

Como um barco perdido à deriva no mar...
(Gostava mais do bife no talho do Lumiar, mas o que fazer...)

Faltam quinze dias

Desejo

Ei, Marco, recupera depressa e organiza-nos aí um concerto qualquer ou uma festa de d'n'b.
:(

domingo, 18 de janeiro de 2004

Fica o aviso prévio: esta posta vai soar algo reaccionária. Estava eu a recordar um disco de uma das bandas portuguesas dos anos 90 que eu não gostava de perder ao vivo, os Capitão Fantasma, em particular o álbum "Contos do Imaginário e do Bizarro", de 1996, quando me lembrei do seguinte: os grupos billies transportavam consigo bandeiras dos EUA e uma imensa parafernália de folclore ianque, mas... PORRA, cantavam em português!
Desculpem o desabafo.

sábado, 17 de janeiro de 2004

Assim todos os dias e éramos mais felizes

Há quem esteja sempre a dizer que nunca acontece nada nesta cidade de Lisboa. Que vivemos numa pasmaceira, e o fado, e antigamente é que era, e o fado, e o rio, e o mar, e as obras, e o rio, e mais isto e mais aquilo e, ora bolas, nada acontece. É verdade. Mas nem sempre.
A cidade precisa de de ser usada. A cidade não pode ser apenas local para trabalhar e para dormir (ou apenas tão somente para trabalhar, no caso dos que vivem nos subúrbios). São por isso precisos sinais claros na implementação de novos usos da mesma. A música tem apresentado pretextos suficientes para ser um dos agentes da revolução. Destaque-se, por exemplo, três happenings -- e, acreditem, a palavra faz aqui todo o sentido -- que em menos de um ano introduziram novas pistas, novas ideias para a utilização de diferentes tipos de espaços urbanos. Primeiro, a festa da Experimenta Design no Restaurante Panorâmico em Monsanto. Segundo, ainda integrado na Experimenta, o ciclo de sessões de deejaying e concertos que aconteceram no Cinema S. Jorge. Terceiro, o concerto dos To Rococo Rot, esta noite, na estação Baixa-Chiado. Três exemplos de exploração de novos espaços, de invenção de novos usos, diferentes -- mas não incompatíveis -- dos tradicionais.
Uma escada rolante percorrida ao longo do concerto por centenas de pessoas que nada tinham a ver com aquele acontecimento e que provavelmente estariam a cumprir a sua rotina diária, neste caso de regresso a casa, é, convenhamos, uma experiência estranha. E certamente que mais estranho terá sido para estes espectadores fortuitos depararem-se com o som alto dos To Rococo Rot e a agitação da multidão que ali estava a ver e ouvi-los.
Convém também, já agora, falar dos -- ainda assim -- maiores protagonistas da noite. Durante quase duas horas, os To Rococo Rot mostraram à multidão, que enchia os lanços de escadas que se seguiam ao primeiro patamar da saída para o cimo da rua Garrett, o quão enganadoras tinham sido as palavras de Robert Lippok ao Fernando Magalhães, no Y desta sexta-feira. Quem esperou assistir a uma sessão de electrónica ambiental, rapidamente percebeu que não era exactamente isso que ali se estava a passar. Menos pós-rock e mais techno, até porque faltavam os instrumentos analógicos para reproduzir o mesmo tipo de envolvência com que nos brindaram há quatro anos, os To Rococo Rot cedo abandonaram as paisagens sonoras mais abstractas para se entregarem a compulsivas combinações rítmicas e harmónicas (e não só), construídas camada a camada (o grande ponto comum entre o techno e a maior parte do pós-rock). Podiam ficar ali até ao fecho da estação, que o público agradecia.
E eu agradeço, já agora, que coisas destas possam continuar a acontecer, para que a experiência produza resultados e a cidade continue a ser usada nas mais diferentes maneiras. Pan Sonic na Gare do Oriente, faz favor!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2004

Um Arab Strap na primeira parte de Mogwai

Segundo o intervencoes.blogspot.com/, os Mogwai vão ter nas primeiras partes dos seus concertos -- a 5 e 6 de Fevereiro, no Paradise Garage e no Hard Club, respectivamente -- o amigo Malcom Middleton, que juntamente com Aidan Moffat, compõe os Arab Strap. Middleton tem um álbum a solo, "5: 14 Fluoxytine Seagull Alcohol John...", editado em Outubro do ano passado, pela Chemikal Underground.
Não se confirma, portanto, e a acreditar na notícia, a vinda do projecto James Orr Complex.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2004

Como colar os seus rótulos

- Usar cola bâton, de preferência.
- Não deixar escorrer cola para o vinil porque danifica o disco.
- Deixar secar durante cinco minutos.
- Não lavar a mais de 60º.
(Não aceitamos reclamações)


Peguei há pouco no "Insurrectos", colectânea que em 1990 reuniu alguns dos grupos portugueses emergentes com mais potencial de então (Requiem pelos Vivos, Ocaso Épico, Nihil Aut Mors, Mão Morta, M'as Foice, More República Masónica, etc.) e veio parar-me às mãos uma pequena folha de papel onde estão dactilografadas estas advertências. Um autêntico mimo. Para quem não sabe ou não se lembra, a Área Total (editora da Guarda que editou este disco, bem como o "O.D., Rainha do Rock & Crawl", dos Mão Morta, que não guardam aliás boas recordações desta edição, tantos foram os problemas) não tinha grande capacidade financeira e logística, de maneira que fazia as coisas na base do mais puro amadorismo. O "Insurrectos", por exemplo, não traz os rótulos colados no centro do disco, como costuma acontecer sempre. Tinha que ser o comprador a fazê-lo. Mas havia necessidade de chamar esse mesmo comprador de estúpido ao avisá-lo para não deixar cair cola em cima do vinil? E quem é que lava discos em água a mais de 60º??

Voyeurismo de hora de almoço

De vez em quando, vou almoçar a um café na Barata Salgueiro, um pouco mais abaixo da Cinemateca. Frequentemente, encontro dois indivíduos, cada um com mais de sessenta anos de idade, por certo, sempre na mesma mesa. Um deles usa um boné que diz logo que deve ser um velho intelectual de esquerda, apreciador de jazz, apreciador do bom charuto. O outro fala imensamente alto, de maneira que toda a esplanada do café toma conhecimento das conversas tidas entre os dois. Na mesa, há sempre diversos jornais e revistas, essencialmente publicações de letras, de cinema ou de actualidade, do Record ao Expresso. Entre eles trocam discos, cassettes de vídeo com filmes ou gravações de concertos e, imaginem, recortes de jornais que podem ir de críticas a um determinado filme ou a notícias tão específicas como o "tempo que demorará a viagem de TGV de Madrid a Lisboa". Nas conversas, falam da programação do Musik, daquele filme raríssimo que devia ter uma exibição num qualquer cineclube local, de viagens a Espanha que vão fazer com outras pessoas, não esquecendo de tomar nota da importância do facto de se passar por Badajoz para se comprar charutos.
Era só para dizer que, se chegar à idade deles, quero ser assim.

terça-feira, 13 de janeiro de 2004

Música e política

Depois de ler um texto sobre os pigs do "Animals", dos Pink Floyd, dei por mim a pensar na música feita em Portugal nos últimos 20 anos e na forma como esta (não) tem usado temas políticos na sua agenda. Os exemplos raros que temos resumem-se, por um lado, aos Mão Morta, que abordam a política numa vertente mais moderna, isto é, entendendo política como algo que já fugiu da há bastante tempo da esfera da Assembleia da República ou do Conselho de Ministros. Por outro lado, temos a cena punk/hardcore, muito ghettificada, que, em boa parte das vezes, aborda a política de maneira ingénua, de inconformismo puro, indissociável ao próprio género musical, quase nunca se apoiando em bases teóricas significantemente consistentes. E mais? Mesmo falando de política na sua acepção mais histórica -- i.e., ataques aos homens e mulheres com cargos políticos --, haverá alguma coisa? Porque é que nem sequer uma canção ou outra a mandar o Paulo Portas ir plantar cogumelos para o Iucatão?
E ainda outra questão: será que este "afastamento" da música em relação à política tem alguma coisa a ver com a ressaca da revolução e, designadamente, da canção de intervenção, tão popular até então?

Rememória pela noite dentro



Sabe tão bem voltar a ouvir estas coisas, principalmente o disco dos Current 93. E não é nada fácil resistir à tentação de repetir pela 10ª vez consecutiva a audição de "A Song for Douglas After He's Dead"... ;)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2004

To Rococo Rot na... Baixa-Chiado?

16 de Janeiro
20:00 » entre_em_trânsito

música. to rococo_rot [Berlim]
vídeo. "Update (ZO2)" Vera Doerk [Colónia]

intervenção no túnel central da
Estação de metro Baixa-Chiado

EXCELENTE!

sábado, 10 de janeiro de 2004

Balanço de 2003: melhores álbuns



1. mogwai - happy songs for happy people (matador)
2. kimmo pohjonen - kluster (rockadillo)
3. iron & wine - the creek drank the cradle (sub pop)
4. lightning bolt - wonderful rainbow (load)
5. lisa germano - lullaby for liquid pig (ineffable)
6. rachel's - systems/layers (quarterstick)
7. animal collective - here comes the indian (paw tracks)
8. the silver mt zion orchestra & tra-la-la band - this is our punk-rock, thee rusted satellites gather + sing (constellation)
9. matmos - the civil war (matador)
10. john fahey - + vermelha (revenant)
11. brokeback - looks at the bird (thrill jockey)
12. arab strap - monday at the hug and pint (matador)
13. yann tiersen - c'était ici (labels)
14. lhasa - the living road (World)
15. the cramps - fiends of dope island (vengeance)
16. howe gelb - the listener (thrill jockey)
17. sunn o))) - white 1 (southern lord)
18. david sylvian and fennesz - blemish (p-vine)
19. the kills - keep on your mean side (sanctuary)
20. chicks on speed - 99 cents (efa)
21. peaches - fatherfucker (beggars xl)
22. polmo polpo - like hearts swelling (constellation)
23. ui - answers (southern)
24. blur - think tank (virgin)
25. yeah yeah yeahs - fever to tell (interscope)

Balanço de 2003: melhores álbuns portugueses



1. mécanosphère - s/t
2. the legendary tiger man - fuck christmas, i got the blues
3. stealing orchestra - the incredible shrinking band

sexta-feira, 9 de janeiro de 2004

Catacumbas: que diabo de festa!

De uma só vez dois aniversários. Há quarenta e dois anos, salvo erro, nascia no Bairro Alto o Café Malita (espero não me enganar no nome, pois este era-me desconhecido até ontem), hoje mais conhecido por Catacumbas. Há quarenta anos, nascia também o Manuel Pais, o carismático empregado de mesa, animador musical e filho do dono do espaço. A festa, por isso, prometia. O Manel tem, como os habituais frequentadores das Catacumbas sabem, duas bandas, os Mojo Hand e os Nobody's Bizness, com que desde há alguns anos tem vindo a animar as noites, principalmente as de quinta-feira, as quais figuram já no calendário do Bairro como noites sagradas para se sentir do melhor jazz e do melhor blues ao vivo. Se já estas ocasiões regulares são por si só garantia de noites bem passadas, a noite de ontem superou tudo o que se possa pensar acerca do que é efectivamente considerado "uma noite bem passada". Catacumbas a abarrotar como nunca se viu, cerveja a rodos a encher as mesas e, principalmente, a música ao vivo, que foi muito além das duas bandas, com os músicos habituais da casa a aparecerem para jam sessions de encher o ouvido. Até o pianista grego desaparecido marcou presença para emocionar a alma de todos com as suas prodigiosas mãos. Até freestylin' hip hop houve!
Obrigado Catacumbas, obrigado Manel, obrigado Petra, obrigado a todos por esta incrível noite.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2004

Boas notícias #2

O ano começa com óptimas notícias. De passagem pelo site da RTP, para descortinar se a série "24" que hoje começa é a repetição da primeira temporada ou já a segunda (já descobri entretanto que se trata da primeira hipótese), dei com esta auspiciosa notícia:

José Mário Branco edita novo álbum em Abril, primeiro em 14 anos


O músico português José Mário Branco vai lançar um novo álbum em Abril, ao fim de 14 anos de ausência, e apresentá-lo ao vivo em Maio, no Porto e em Lisboa, revelou quarta-feira à Lusa a produtora Vachier.


De acordo com Alzira Arouca, da produtora e agência de espectáculos, José Mário Branco está em estúdio em Lisboa a preparar o novo álbum, ainda sem título, a lançar em meados de Abril.

O trabalho sucede a "Correspondências" (1990) e surge no ano em que se assinalam três décadas desde a Revolução de 25 de Abril de 1974.

Com "produção e arranjos de José Mário Branco", o disco "terá a participação de convidados especiais e a secção de cordas será gravada na Áustria", adiantou a responsável.


Agência LUSA

Balanço 2003: os concertos

lista geral
1. liars @ lux 25/11
2. howe gelb @ musicais 31/03
3. sonic youth @ coliseu dos recreios 25/05
4. godspeed you! black emperor @ s.luiz 28/05
5. mécanosphère @ feira do livro 13/06
6. skatalites @ sines 26/07
7. current 93 & antony @ teatro ibérico 8/02
8. sly & robbie @ voz do operário 22/03
9. young gods @ ist 10/05
10. de la soul @ coliseu 02/04

apenas portugueses
1. mécanosphère @ feira do livro 13/06
2. fat freddy @ santiago alquimista 13/10
3. clã musicam nosferatu @ forum lx 27/02
4. mão morta @ aula magna 14/05
5. hipnótica @ zdb 4/04
6. x-wife @ número ?/11?
7. lemur @ sonic fest 05/07
8. bypass @ casa das artes 11/01
9. stealing orchestra @ número ?/11?
10. mão morta @ rdp 7/02

terça-feira, 6 de janeiro de 2004

Balanço 2003: a descoberta

É mais do que altura de fazer também o meu balanço do ano que passou. Começo pela maior descoberta de 2003, aqui entendida como aquilo que só a espaços acontece na nossa relação pessoal com a música, aquilo que nos mexe com a cabeça (e/ou com o corpo) de tal forma que não conseguimos ficar indiferentes. O eleito é o finlandês Kimmo Pohjonen. A ignorância levou a que só o tivesse descoberto no ano passado, apesar do trabalho deste acordeonista diabólico, no sentido mais literal do termo, já venha de antes. Na sua discografia, conta com três álbuns -- Kielo (1999), Kluster e Kalmuk (ambos de 2002), todos eles obrigatórios -- além de participações noutros projectos da efervescente cena world music da finlândia, como é o caso dos Ottopasuuna. Por falar na cena finlandesa, Pohjonen é também professor convidado da grandiosa Sibelius-Akatemia (um dia destes tenho que falar mais desta enorme escola de música de Helsínquia), de onde têm saído os mais proeminentes músicos deste país escandinavo.
Inscrevo também Pohjonen no meu "amargo de boca de 2003", por não ter podido vê-lo ao vivo em Aveiro, no Festival Sons em Trânsito. Mais ocasiões acontecerão, espero.

O regresso das estatísticas

Já há algum tempo que não deixava por aqui algumas estatísticas.

TOP REFERRERS (sites de proveniência, através de link, dos leitores do Juramento Sem Bandeira):

1. forumsons.com (destacadíssimo)
2. acorneta.blogspot.com
3. cronicasdaterra.weblog.com.pt
4. pesquisa.sapo.pt
5. janela-indiscreta.blogspot.com
6. ilgatopardo.blogspot.com
7. clubedefansdojosecid.blogspot.com
8. pasteldenata.blogspot.com
9. ampola.blogspot.com
10. papeldeparede.blogspot.com

TOP PALAVRAS USADAS (em motores de busca internacionais)

1. bandeira
2. juramento
3. sem
4. mp3
5. lisboa
6. download
7. alvalade (aha!)
8. 2003
9. letras
10. the
11. portugal
12. musica
13. ranaldo
14. lee
15. hino


segunda-feira, 5 de janeiro de 2004

Listas de 2003 #15 (brainwashed.com)

Até que enfim, alguém (neste caso, os leitores do site) que coloque o disco dos Mogwai em primeiro lugar. :)



Mogwai, 'Happy Songs For Happy People'
Matmos, 'The Civil War'
Angels Of Light, 'Everything Is Good Here/Please Come Home'
Cat Power, 'You Are Free'
Do Make Say Think, 'Winter Hymn, Country Hymn, Secret Hymn'
Manitoba, 'Up In Flames'
The Silver Mt. Zion Memorial Orchestra & Tra-La-La Band With Choir, 'This Is Our Punk-Rock, Thee Rusted Satellites Gather + Sing'
Broadcast, 'Haha Sound'
Autechre, 'Draft 7.30'
Radiohead, 'Hail To The Thief'
Prefuse 73, 'One Word Extinguisher'
Explosions In The Sky, 'The Earth Is Not A Cold Dead Place'
Four Tet, 'Rounds'
Lightning Bolt, 'Wonderful Rainbow'
Outkast, 'Speakerbox/Love Below'
M83, 'Dead Cities, Red Seas & Lost Ghosts'
Devandra Banhart, 'Oh Me Oh My'
Supersilent, 'Supersilent 6'
Soft Pink Truth, 'Do You Party?'
Bardo Pond, 'On The Ellipse'
Fennesz, 'Live In Japan'
Thighpaulsandra, 'Double Vulgar'
The Postal Service, 'Give Up'
Nurse With Wound, 'She And Me Fall Together In Free Death'
Massive Attack, '100th Window'
Killing Joke, 'Killing Joke'
The Books, 'The Lemon Of Pink'
The Rapture, 'Echoes'
David Sylvian, 'Blemish'
Matt Elliott, 'The Mess We Made'

A Brainwashed, à semelhança dos anos anteriores, pediu ao seus leitores que elegessem não somente os álbuns do ano, mas também os singles, as compilações, as capas, etc., numa série de listas que nunca mais acaba. Vale a pena dar uma espreitadela.

Boa notícia

Mécanosphère is going to record a new album in Feb. and make a tour in April with Steve MacKay (alto Sax of the Stooges, Snakefinger, J.Mascis, Mike Watt, Violent Femmes, etc.).
This tour will be recorded and will become the third album of mécanosphère.
Infos at : www.mecanosphere.net

Melhor álbum de guitarras de sempre

No Forum Sons, o bonifástico falava, a título de provocação, do "Loveless", dos My Bloody Valentine, como o melhor álbum de guitarras de sempre. É bom, pois sim, mas não é aconselhável a diabéticos, pelo elevado teor de açúcar que contém. O melhor álbum de guitarras de sempre, quer pela qualidade, quer pela quantidade, é este:


Glenn Branca "The Ascension"

Claro que há muitos concorrentes à altura. Aceitam-se outras preferências.

Já funciona?

Será que os blogues da blogger estão já definitivamente (passe o abuso de linguagem, já que nada é definitivo, como sabemos) acessíveis, depois destes primeiros dias de 2004, em que o sistema decidiu pregar uma partida?

quinta-feira, 1 de janeiro de 2004

Passatempo Xfm

(posta cortesia forum sons - philm #7)

Aqui há uns tempos, falei no blogue dos "Mini Pops", aqueles bonequinhos minúsculos que em poucos pixels de altura representavam a figura de um artista pop. A Xfm londrina aproveitou a ideia e fez há dois meses um passatempo em que os visitantes do seu site eram convidados a adivinhar o nome de alguns Mini Pops.
O passatempo está de volta, só que desta vez pretende-se que se adivinhe as capas de discos transformadas pela mesma técnica dos Mini Pops, isto é, reduzidas e "pixeladas". Algumas são bastante fáceis, outras obrigam a uma melomania pop mais avançada. Testem a vossa em www.xfm.co.uk/Article.asp?id=12288.